quarta-feira, 6 de maio de 2009

Top 5 - Goleiros*

Como hoje a coruja tá praticamente pelada na Copa do Brasil, vou postar um texto antigo sobre goleiros. Uma lista na verdade. Palpite pra hoje: 3x1 (Álvaro, Magrão e Nilmar). E que venha o Flamengo nas quartas!

*Texto de 10 de outubro de 2007.

Guarda Metas. Keeper. O anti-herói, aquele que evita o objetivo primal do maior esporte de todos. Aquele que tem na carteira de trabalho não "jogador de futebol", mas GOLEIRO escrito - assim como o centroavante. O cara que o Erasmo diz que tá em falta no nosso país (vide Quem Vai Ficar no Gol, do Tremendão).
Aqui estão 5 dos maiores goleiros que eu vi jogar (incluindo o maior de todos) e seus momentos mais inacreditáveis:

5 - Tony Meola (Copa de 94, Suiça 1 x EUA 1)
Meola foi um dos nomes mais surpreendentes daquele time que atraía a simpatia de todos (menos dos Sauditas, Iranianos e afins) durante a Copa de 94. Uma dupla de zagueiros saída de um desenho animado dos anos 70 - Balboa e Lalas -, um meio campo brigador e um atacante no estilo "pega a bola e sai correndo" - Coby Jones - fizeram a alegria dos que torcem para times azarões e meio desajeitados.
Tony jogou muito contra o Brasil nas oitavas ("bate Bebeeeeeeeeto"), contra a Colombia, no fatídico jogo da bicicleta de Balboa que não entrou e do gol contra do zagueiro Escóbar e que "foi morrido" logo que chegou em Bogotá. Porém contra a Suiça Meola parou a máquina de jogar futebol chamada Stéphane CHAPUISAT, garantindo um empate e a classificação histórica.


4 - Fábio Costa ( Brasileirão de 2002, Santos 3 x 2 Corinthians)
Falar desse jogo é lembrar do Rogério recuando diante de um endiabrado Robinho, partindo rumo ao status de grande jogador de futebol e decidindo um campeonato brasileiro aos 18 anos de idade. Mas quem realmente segurou aquele jogo estava embaixo da goleira. Fábio Costa, conhecido por agigantar-se em decisões (numa semifinal entre Vitória e Vasco, em São Januário, ou ele estava dopado ou tinha feito trabalho para todos os santos) e apequenar-se em jogos comuns, simplesmente fez defesas impossíveis naquela tarde de dezembro, na última decisão do futebol brasileiro - um ano depois a "maravilhosa" fórmula de pontos corridos entrou em vigor, e talvez nunca mais tenhamos desempenhos memoráveis em finais como do baiano no primeiro título brasileiro do Santos (desde que o campeonato passou a ser chamado Brasileiro, em 1971).
3 - Gato Fernandéz ( Copa do Brasil de 1992, Fluminense 2 x 1 Internacional)
O paraguaio Gato Fernandéz chegou no Inter com a imagem de goileiro experiente, catimbeiro, alto e ágil (daí o apelido). Apesar do estilo da escola sulamericana de goleiros (muitos rebotes, saídas espalhafatosas do gol e jogar quase na linha da pequena área), Fernandéz rapidamente tornou-se ídolo da torcida Colorada ao conquistar o Campeonato Gaúcho de 91. Em 92, a consagração: O Inter de Célio Silva, Daniel Frasson, Gérson, Daniel e Caíco sagrou-se campeão da Copa do Brasil ganhando do Fluminense de Ézio e Bobô na final por 1x0 no Gigante da Beira-Rio, gol de pênalti de Célio Silva aos 40 e tantos do segundo tempo! Porém o título começou a se concretizar no jogo de ida, nas Laranjeiras, quando o Fluminense poderia ter aplicado uma goleada na equipe gaudéria. Mas Gato operou milagres, e com o gol de Caíco uma vitória simples bastava. Depois de 13 anos, mais um título nacional para o Clube do Povo!
2 - "São" Marcos (Semifinais Copa Libertadores de 2000, Palmeiras 3 x 2 Corinthains)
Dois jogos memoráveis. Palmeiras e Corinthians protagonizaram no inverno do ano 2000 duas batalhas épicas no Estádio do Morumbi. Os placares falam mais que palavras: no jogo de ida, 4x3 para o alvinegro e no segundo jogo, 3x2 para o alviverde. Decisão nos pênaltis, o ápice do drama que o futebol pode apresentar: gols, brigas, divididas, raça, jogadas sensacionais, tensão, igualdade... e ainda cobranças de pênaltis, a "loteria"!E Marcos mostrou a diferença entre um bom goleiro, um grande goleiro e um "fazedor de milagres". Além das atuações espíritas nos dois jogos, Marcos defendeu o pênalti batido por Marcelinho Carioca e classificou o Palmeiras para a segunda final seguida do torneio, num time que tinha Argel, Roque Júnior, Nenem, Galeano, Pena, Asprilla... Disparado o melhor goleiro brasileiro das duas últimas décadas, apenas atrás de...
1 - Cláudio Taffarel (final da copa de 94 Brasil 0 x 0 Itália, semifinal da copa de 98 Brasil 1 x 1 Holanda, semifinal da olimpíada de 88, Brasil 1 x 1 Alemanha, final da copa da uefa, Galatasaray 0 x 0 Arsenal)
Falar de ídolos dessa grandeza é sempre complicado. Não há muito o que acrescentar. No Inter, no Parma, no Galatasaray, no Atlético Mineiro e principalmente na Seleção, Cláudio André Mergen Taffarel, de Santa Rosa e criado em Crissiumal, fez defesas impossíveis, conquistou títulos e vitórias que pareciam perdidas, virou um ídolo eterno.
E a defesa da cabeçada do Henry, do Arsenal, na final da Copa da Uefa de 2000 é uma das coisas mais fantásticas que eu já vi na vida. Sem palavras, vejam com seus próprios olhos (e notem quantas vezes o narrador fala "Taffaral, Taffarel...").

(Ps: Todos jogos citados acima terminaram empatados e Taffarel pegou pênaltis, garantindo as vitórias.)

2 comentários:

Marimon - arenavermelha.blogspot.com disse...

Com perdão do OFF...

Lançamos a liga RED ARENA 2009 no cartola FC, além de um bolão do brasileiro...

Quem tiver interessado, favor acessar:

http://arenavermelha.blogspot.com/2009/05/inutilidade-publica.html

E fazer o cadastro.

Sds!

neti disse...

Mas até parece que tu gosta de jogar no gol !!!!! valeu pela retrospectiva ... bjão