sábado, 27 de agosto de 2016

A Derrocada da Soberba Grenalzística

Iniciar uma partida futebolística carregando no histórico uma implacável vitória de doze a zero na batalha de estreia, de certa forma, credenciou o elenco a calçar um scarpin salto 15 (abraço, Felipe) tendo a certeza de uma nova goleada arrasadora.  

Talvez, os deuses do futebol, aqueles mesmos que invadiram o gramado norte-americano e fizeram o Baresi e o Baggio entregarem a rapadura em noventa e quatro tenham entrado em quadra apregoando para nós, os soberbos, uma didática lição de moral.

A tragédia começava a ser anunciada no momento em que os astros do time, filhos do Berço da Revolução, se deslocavam à Capital. Vulgo Presidiário, possivelmente após ter conversado com todos os magos amigos do Bob Marley, na noite anterior, alegando asma, arregou solenemente do confronto. O Camisa 10 do time, que na verdade joga de nove, e é, também, o goleiro TITULAR do elenco, sentia que não era um bom presságio e, já se precavendo, abriu uma bude.


O Pré-jogo

O Conselho Omisso, apesar de não colaborar com o time dentro de quadra – muitas vezes, virando a casaca -, tem um ponto positivo: o extra campo. Como de costume, foi o primeiro a chegar, reservar a quadra, comprar a carne, a salada e todas aquelas coisas que somente os que apreciam e incentivam um bate-bola no final de semana se sujeitam a fazer.

Fernandão com trinta quilos a mais, o sempre crítico Anônimo e, até mesmo o Roger, já estavam fardados. Os representantes que vinham de fora do RS, entretanto, seguiam em irresponsável atraso. Poucos minutos para mais uma vitória épica e nada dos reforços medianos vindos de SC. Até que, lá ao fundo, aparecia o goleiro reserva, com sua simpatia WillianWackiana e o quase Guga Kuerten, Maurício, apareceram - ambos com suas cônjuges, justificando, mesmo que veladamente, ser a razão de seus atrasos.


O Adversário

Um fator preponderante para a soberba se enraizar nas entranhas dos atletas grenalzísticos foi o fato da média de idade dos adversários ser infinitamente mais alta – excetuando o Conselho Omisso, que equilibrava a balança. No popular, uma turma de véio simpático e, para melhorar, alguns gordinhos.

Oras, mais uma goleada.

Bastou a bola rolar para que, em menos de cinco minutos, o Grenalzito entrar na roda. Rodião mesmo. Gol atrás de gol o que foi desconcentrando o arqueiro reserva Felipe Cont, que começava a dar petí por estar perdendo.

“Ele não gosta de perder”, observava sua Cônjuge, nas arquibancadas improvisadas atrás da outra goleira.

Fabin, o dez do time, sabia que o elenco precisava dele, e aumentou as passadas largas. Em vão. Por assim foi durante sete minutos até que o coração, aquele que já não é mais o mesmo, sinalizou que estava prestes a bater biela. Sensato, se acocorou e até ver que não aguentava mais e saiu de campo.

Um senhor de meia idade, abandonou o seu copo de Boehmia e se aproximou do já não tão jovem talento: “Tá tudo bem, aí, magrão?” Ali, ele viu que o preparo não estava a contento.

Optou por dar uma “secadinha básica” no time para que todos sentissem a falta do dez. A Cônjuge do Mau, contudo, começou aos berros: “tira o dezzzz.... tira o dezzzzz!”

Mas Fabin, o salvador, já estava fora de campo. Na realidade, o “10 fajuto” era aqueles “amigo do amigo” que sempre entram em quadra achando que tem a bola do Maradona mas não passa de um Perdigão. Esse foi pra conta do Omisso.

“Aí, Fabin... vai lá pro gol pro Felipe poder fazer um gol... ele tá ficando brabo, já”, observava sua cônjuge.
Já meio chateado com o Fernando de Melenas, que o sabotava no ataque, Fabin foi pro gol. E passou a ver a partida de um ângulo diferente.

O Gonça, nitidamente se poupando para o jogo seguinte, se escondeu; o Fernandão, extasiado com os gritos de “Fernandão, Fernandão”, vindos da torcida - mesmo lesionado, queria resolver sozinho. Anônimo, o futebol elegante; Felipe Conti um esforçado produtivo; Roger não comprometeu e o Mau, que tinha fama de carniceiro (salve Elifoot) foi uma Lady em quadra. Resultado: tomamos um sacode.  


O Temível Assembleia

O fato de ter no ataque adversário um atacante de sessenta e sete anos era no mínimo, curioso. Como de costume, Fabin fechava o gol, recordando os velhos tempos. Com o time ajustado na defesa, os resultados melhoraram. Tanto que o único gol sofrido foi do Assembleia, o temível centroavante de sessenta e sete anos. Mérito da experiência.

Como o confronto não tinha juiz, o elenco aceitou a derrota. Com certa facilidade, até, o que pode-se levar a avaliação pejorativa de um time morno.


A Ditadura da Churrasqueira

Com o término da partida, o presidiário apresentou aquele sorriso sarcástico de canto de boca, insinuando “não deu, gurizada”.

Azar, agora era carne e cerveja.

O irmão do Anônimo, contrário a teses revolucionárias apartamentais do Felipe e do Presida, se adonou da churrasqueira: ditadura branca.

Com galhardia, se apoderou dos bens do adversário (tinha até Picanha) e serviu somente aos seus. Aos poucos, vencidos pela Ditadura da Churrasqueira, os vencedores foram embora. Derrotados. Por engano.


Os Deuses do Futebol

Mas, como falei acima, quiseram os deuses do futebol entrar em campo naquela tarde que ainda nos reservava muitas alegrias. Durante o almoço, confissões profissionais, relatos de prisões e outras asneiras plenamente esquecíveis. As cônjuges, que tiveram de assistir aquela humilhante derrota dos seus, ainda aturavam os papos etílicos e repetidos dos atletas. Merecedoras de aplausos. De pé.

O vespertino, entretanto, reservava um presente especial para a fã número 1 do Neuer, a cônjuge do Felipe Conti. A preliminar do Grenalzito Fest (que aconteceu depois, erroneamente), teve a disputa de pênaltis entre Itália e Alemanha.

Assim como em noventa e quatro, a Azurra arregou. Como o presida. Ou mesmo, o Grenalzito como um todo. Após 18 cobranças, os alemães levaram a vaga por seis a cinco.

Sábado histórico. De derrotas. De vitórias. Sábado de agendar o próximo confronto Grenalzístico. Com RothDog. A preço justo.

E da próxima vez, sem salto alto, para não magoar o “Boy” Felipe.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Bolão de Cristal: Só Termina Quando Acaba

A persistência é a característica que une bravos e idiotas. Dizem que Oscar Wilde nunca disse isso, mas eu não andava com ele cem por cento do tempo pra saber tudo que ele dizia, então vai saber...

Reafirmando a nossa incapacidade de prever os caminhos da bola e do mundo, contemplem os palpites derradeiros para o término do Campeonato Brasileiro de Futebol Profissional Masculino Série A 2016:

G4

Z4

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Bolão de Cristal: 1º Turno da Depressão

Partindo da premissa que no futebol o gol é um detalhe (RIP Parreira), vamos aos resultados do nosso Bolão de Cristal - First Turn Edition

A pontuação foi computada da seguinte maneira: acertou a posição correta da equipe, 10 pontos. Acertou que aquela equipe estaria no G4 ou Z4, 5 pontos. Torce para um clube que contratou o Celso Roth, eliminação automática

Segue a TABELA (confira os palpites aqui):

1º Guilherme "Asma" Bica - 45 pts.
2º Maurício "LGBTX" Haas - 40 pts. 
3º JefConti - 35 pts.
4º Anonymous - 35 pts.
5º Felipe "Fashion Week" - 35 pts.
6º Adalberto "Conselho Omisso" Gonçalves - 30 pts. 
7º Fabio "Carnavalesco/Jurado de Transex" Fabin - 25 pts. 

Papel e Caneta: isso ainda vai ser grande no Brasil

Rodadas atrasadas forçaram o STAFF do Grenalzito a calcular as posições pelo aproveitamento de cada equipe.
Futebol brasileiro: que morte horrível...

terça-feira, 26 de julho de 2016

2º Grenalzito Esporte Clube

O futebol é a coisa mais importante dentre as coisas menos importantes da vida. 

Se esta frase não foi proferida por Neném Prancha, deveria ter sido. Pela segunda vez os canallas (e leprosos) que povoavam a internet com suas teses mirabolantes e conceitos ultrapassados pela indústria do dinheiro e do volantismo reuniram-se na capital de quase todos os gaúchos para celebrar a vida. 

Ao contrário da primeira apresentação, esta ocorreu dentro da normalidade: tomamos um arrodião de deixar Celso Roth prestes a atender o telefone vermelho (ou azul, dependendo da gangorra). Nada que atrapalhasse a real intenção do final de semana - dar risada e reclamar que a bola é redonda demais. 

Agora alguns retratos para a posteridade: 

Ousadia y Alegria y Quadra Grande Demais

Organizando as linhas de quatro

O problema foi o aquecimento

Pelo menos o uniforme é bala!

Percebam a marcação pressão na saída de bola do adversário (Chora, Pep Roger)

Muita asma


Gigante

RothDog Omisso R$ 3,99 (com duas salsichas)

Churrasco da discórdia

Fumacêra

Boi na linha

#ImprensaMente #LucianinhodoGrenalzito #ConselhoOmisso

Estádio do Cometa > Beira-Rio

O Caminho do Gol (Douglas deve ter passado por aí...)

PhD em carvão

Vai com a camisa 5 que tu não paga ingresso! 

Torcida gremista maravilhada com o mar vermelho



quinta-feira, 19 de maio de 2016

Bolão de Cristal

Não sabemos nada de futebol, mas é sempre bom comprovar isso com fatos. 

Confira os palpites do Grenalzito FC para as 20 posições do Campeonato Brasileiro ao final do primeiro turno (daqui uns 15 meses): 

Clique e descubra quem sabe menos

"TÁ TUDO ERRADO"

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

1º Grenalzito Esporte Clube

Há 6 temporadas dois camaradas resolveram escrever sobre Grêmio e Inter no mesmo espaço. Por vários motivos, mas o principal era: já que é pra grenalizar tudo, que seja com bom humor e opiniões, sem ignorância. 

Muito tempo depois, conseguimos reunir algumas das pessoas que liam, escreviam e comentavam no blog para jogar bola, ver futebol, comer e beber, ou o que costumeiramente chamamos de VIVER.  

Aí estão alguns dos registros: 

Ousadia, Alegria, Barriga e Uniforme
Grenalzito da Paz!
Articulista Maurício Haas estava quase chegando para aparecer no retrato (mais 12 horas de voô e ele chegava)
Grenal da Paz ou da Maluquice? Só o futuro dirá
Anonymous...
Grenal 408 - 1 a 0 Inter, gol de Vitinho e consagração de Deuslessandro (ou seria Dalessanto?)
Torcida não tão mista
Elegância
Novas gerações
Intimidade
Pequenos jogadores, grandes talentos
A alegria de ser míope

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

O coitado da vez

Nestas 297 temporadas em que o Inter não ganha o Brasileiro, muitas vezes ouvi a expressão "coitado desse cara". Referia-se a um jogador que estava carregando o time nas costas, se matando em campo muito mais do que seus colegas de equipe, e mesmo assim a torcida sabia que não seria campeão. 

A primeira vez que tive esse sentimento foi com Gamarra. Via aquele craque de bola correndo mais que todo mundo, aparecendo em todas as partes do campo, mesmo sendo zagueiro, e contudo sabia que ele não ergueria o troféu em dezembro. 

"Caralho, coitado do Gamarra, merecia ser campeão brasileiro". 

O coitado da vez chama-se D'Alessandro. O gringo talvez esteja realizando a melhor temporada desde que chegou ao Beira-Rio, melhor até que 2010, quando foi considerado pelo El Pais, do Uruguay, o melhor jogador da América. Nenhuma contusão, gols, assistências, liderança técnica e moral do time. Além de capitão e uma espécie de treinador dentro de campo. 

Ele, por tudo que já fez, e principalmente pelo que está fazendo, merecia ser campeão brasileiro. 

Merecia...