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terça-feira, 10 de novembro de 2009

E aí, FIMOSE?

Sempre que ME VEJO DE FRONTE à estas notícias sinto uma espécie de medo, UM FRIO QUE CORRE PELA ESPINHA, se é que tu me entende.

“Sai Autuori e vem Silas, Simplesmente. Ou vem Adilson Batista” – dizem as notícias.

Prefiro o Adilson, que fique claro. Tem ligação com o Grêmio, é venal, um tanto louco até, o que sempre é bom.

Vejo Silas como uma aposta muito maior. Bom treinador, cabeça boa, não deixou-se ludibriar com as propostas que apareceram, fez um baita trabalho no Avaí e poderia pedir a contratação de Marquinhos, o que me agradaria bastante.

Mas Adilson, Capitán America, já esteve na final da Libertadores como treinador e tem alguns anos a mais de Série A. Prefiro que ele venha, repito.

Acho que a direção vai atrás de dois bons técnicos. Qualquer um pode dar certo.

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Só pra constar, outro dia divaguei sobre o findo da temporada 2009. Seguem os pensamentos:

Teve um dia no passado que escrevi sobre a possibilidade de alguém fazer uma tese de doutorado sobre o Grêmio Perde-Ganha 2009.

Que o time é bom, no mínimo nota 7, eu não tenho dúvida. Não fosse, seria incapaz de passar tanto tempo sem perder em casa. Um time ruim, já teria perdido.

Mas então, o que faltou para o Grêmio ser um time nota 8 ou 9 neste Brasileiro?
Primeiro faltou vontade. É inegável que a turma do Autuori vem jogando na marcha lenta há tempos. Mas qual seria a razão pra isso? É o técnico que pede para jogarem assim?

Não acredito. É perigoso para o treinador pedir que seus jogadores não se entreguem de corpo e alma em campo. Até um gentelman como Autuori sabe que se não correr, não suar, não aparecer pro jogo, o time sucumbirá.

Mas por que cargas d’água então o Grêmio é esta caricatura de time? Faltou bicho?

Talvez. Disse o Souza outro dia, lá na aula da Perestroika, que o que motiva de verdade é dinheiro. Será que os jogadores queriam mais que seus salários astronômicos para colocar o Grêmio entre os quatro melhores do Br09?

Se a resposta é sim, tô com a direção. Não pagaria, por motivos óbvios.

Teria faltado, talvez, jogadores mais qualificados? Acho que pra ficar entre os quatro não.
Nos faltou um lateral-direito. Mas Mário Fernandez faz tranquilamente a função. Não comprometeu.

Faltou um lateral-esquerdo, isso sim. Apesar de quatro jogadores da função terem passado por ali (Fábio Santos, Jadilson, Collaço e Lúcio), nenhum deles deu a resposta necessária. Lúcio, a maior aposta, não decolou. Parece receoso com seus joelhos operados.

Nossos zagueiros são bons. Ninguém pode contestá-los. Só acho que Rafael Marques atravessava melhor momento que Léo quando Autuori resolveu efetivar o prata da casa na posição.

Os volantes também são. Adilson não é Lucas, mas sabe fazer a função. Túlio e Rochemback a mesma coisa. Só que nenhum deles foi capaz de ser aquele camisa 5 peleador, que não pára nunca, que não deixa o time adversário jogar, que briga, esperneia, comanda a meia-cancha. ISSO FALTOU.

Faltou também um meia de perna canhota, nem que fosse opção no banco. Alguém que pudesse mudar o jeito do time jogar, uma alternativa pelo outro lado. Tcheco foi burocrático a temporada toda, faltou-lhe a criatividade, a bola em profundidade, o cruzamento preciso.

E do ataque vieram as melhores notícias. Jonas provou que perde, mas faz um monte. E Maxi mostrou-se um atacante de qualidades gremistas, com raça, empenho e gols, com a cabeça e com os pés. Mas faltaram suplentes. Herrera e Perea não estiveram a altura.

Certo é que ano que vem o Grêmio terá três chances de chegar a Libertadores 2011. Se vencer a Copa do Brasil, se vencer a Sulamerica ou se ficar entre os quatro do Br10.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A questão é: tá certa a direção em esperar?

Fiz o questionamento do título em 22 de abril deste ano, há exatos cinco meses. Era sobre Autuori e não precisaria explicar, mas estou com paciência.

O Grêmio tinha finalmente demitido Celso Roth após um ano à frente do comando do vestiário. A maioria da torcida queria Renato Gaúcho para substituí-lo. Marcelo Rospide, o interino, comandava o time de tico duro, invicto, levando o esquadrão adiante na Libertadores.
A direção não quis Renato, cogitou Geninho e optou esperar por Paulo Autuori. Este, lá do mundo árabe, desconversava, dizia que tinha contrato a cumprir com o Al-Guma Coisa e que cumpri-lo-ia.
Eu, aqui no Grenalzito, respondi a pergunta lá de cima antes dele ser anunciado oficialmente:

Sim. Mas como diria um amigo: "pra ganhar uma coisa, às vezes é preciso abrir mão de outras".

Esperar por Autuori só pras quartas-de-final da Libertadores é abrir mão de dar prioridade à Libertadores. Pode o Grêmio ser campeão com três técnicos diferentes durante a Continental? Pode. Mas é tão provável quanto se efetivasse Rospide no cargo.

Mesmo assim o Grêmio acerta porque terá um treinador capaz de pensar o time para o Brasileiro 2009 e 2010. Ganha um treinador capaz de mudar um jogo, capaz de fazer a leitura correta da partida, capaz de não brigar com os melhores do time, capaz de não pipocar na hora de uma decisão ou de um clássico.

Hoje, em 22 de setembro, leio no noticiário que Jadilson, Joilson e Makelele estão fora dos planos, porque Paulo Autuori começa a pensar em 2010.

Muitas conclusões e outras mil suposições podemos tirar só do título da reportagem. A primeira é que o treinador gremista viu, finalmente, que Joilson não vai. Sei, sei, eu pedi o Joilson na lateral-direita do time, mas não conhecia Mário Fernandes e sempre pensei ser melhor usar um jogador da posição do que improvisar qualquer outro. E depois Joilson ganhou chances em metade das posições do time. Não vingou em nenhuma.

Quanto a Jadilson, Autuori viu o que deu pra ver no Gauchão. Jadilson é varzeano. Joga como um guri irresponsável. Tem habilidade, tem velocidade, mas não é jogador, é peladeiro.

E Makelele é esforçado. MUITO esforçado, voluntarioso, e eu gosto disso. Não sei se precisava dispensar, mas igual ele se acha outros por aí. Não fará falta em 2010.

Nesta barca aí devem ir mais alguns. Eu dispensaria Fábio Santos, apesar de eu não achá-lo TÃO ruim quanto a maioria acha. Deixaria ir também El Ciclón Perea para que o Negão seja feliz perto de su mamá e seu companheiro de posição Ricardo, que chegou e até agora não fez nem um joguinho sequer. Não deve ter a qualidade esperada, a não ser que esteja machucado.

São as conclusões imediatas.

Podemos ver também que a direção está mostrando que pode se redimir das “cabacisses” do início do ano. Planejar desta maneira, com meio ano de antecedência é vanguardismo no Grêmio.
Só resta a los jugadores que se empenhem ao máximo para conquistar a vaga na Copa Libertadores de América. Sem ela em 2010, “gastaremos” um grande time em competições menores. Importantes, porém, menores.

Ainda seria FUNDAMENTAL implementar o Plano Victor.

INDISPENSÁVEL também seria pagar a milha e meia de Euros para segurar Maxi Lopez, dar mais um ano a Tcheco, guentar Adilson, Magrão, Mário, Collaço, renovar com Lúcio, Rafael Marques, trazer um patrón pra zaga (porque sei, mesmo incorfomado, que Réver será vendido).

Souza já é nosso, Rochemback igualmente. Túlio pode ficar, Jonas DEVE.

A partir daí, começariam as contratações. O futuro pode ser promissor, pelo menos visto do prisma desta noite chuvosa e paumolecida.

domingo, 6 de setembro de 2009

Xoxo por xoxo (ou comentando aleatoriamente - part II)

Tem gente botando toda culpa na cola do Autuori. O que não tá errado, pelo menos no caso do jogo de ontem, empate em 1 a 1 com o Vitória, no Olímpico. Só que os jogadores também têm parte na atuação, não esqueçam disso.

Mais uma vez o Grêmio foi moribundo, xoxo. Nem Rochemback, que "acabou com a cordialidade nos treinos" (só não sei porque ela existia), mostrou virilidade dentro de campo, extenuadas duas ou três divididas massomeno.

E quando vi o Grêmio marcando de longe, aceitando as infiltrações do Vitória, vi (mas não quis acreditar) que a coisa iria ser complicada, diferente do que vinha acontecendo em casa. E até a torcida, exemplo de alento, murchou. Ouviu-se pouco pelos microfones do PFC além da narração empolgante daquele narrador de madrugadas boêmias que inventou o jeito mais tosco de se gritar “gol” na TV brasileña : é rediiii.

Enfim, o Grêmio fez dois jogos, contra Botafogo e Vitória, tão ruins que comecei a ficar assustado.

O Tricolor conseguiu repetir os 2.514 passes errados. A zzzzzzzaga, ou melhor, a defesa (a exceção de Mario Fernandes) deixou o grande Berola vir, entrar, deitar e rolar. Lúcio foi mal. Réver foi horrível, talvez o pior em campo. Adilson não jogou metade do que vinha mostrando. Rochemback foi normal, cansou no segundo tempo. E Túlio, com a faixa de capitão (!), não foi água nem vinho.

Falando nisso, devo dizer que demorei um bom tempo pra acreditar que Tcheco estava no banco. Eu gosto do gurizinho, o dublê do cara da série "Eu, a Patroa e as Crianças", mas prefiro ele entrando no segundo tempo, contra os caras cansados, do que o Maestro tendo que entrar pra arrumar as coisas nos minutos finais. Tudo bem que Tcheco vinha mal (fora de casa), mas não há no elenco tricolor alguém que o substitua à altura.

E tem mais. No segundo tempo, quando Autuori tirou Douglas Costa pra colocar Tchequito, errou, porque Souza estava muito mal na partida e merecia sair, mesmo sendo um cara diferenciado. E o guri deveria ter ficado, porque estava razoável, tentando ao menos.

Outra. Por que o Joilson entra SEMPRE? E cada vez numa posição diferente? Ora lateral, ora volante, ora meia de armação.
Sei que quando Autuori mandou o Joilson pro campo, tirou Túlio e deixou Rochemback com a língua arrastando nos garrão em campo. Errou de novo! Devia ter deixado o Túlio, que tem ritmo de jogo, tirado o Roca e colocado o Joilson, que seja. O erro estava no substituído mais do que no substituto.

Então, veja: não tinha defesa. Não tinha meio (Souza estava mal e Douglas Costa estava médio). E no ataque a bola não chegava. Jonas até tentava, mas saía demais da área, tinha que vir buscar e Perea se anulou. Quem entrou depois, entrou na média.
Não tem o que dizer, tá ficando cada vez mais complicado achar uma explicação. Só sei que foi uma jornada que NÃO devemos esquecer. Pelo menos pra NÃO repetí-la. Dos 12 pontos em 12 que tínhamos chance de fazer, já perdemos 4. Restam 6. TEM QUE FAZER 6, cacildis!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Empate suado

Adilsão segue como mejor jugador de Grêmio na linha ao lado de Réver. Regular, tem bom passe, arredonda as bolas no meio, joga de cabeça erguida

O juiz apita fim de jogo e eu recebo uma mensagem no celular de um amigo gremista.

“Assim não dá... Tcheco é passado... e esse técnico não serve... perdemos o jogo por causa dele hoje!” - e isso e aquilo.

Chego em casa, ouço a rádio. Todo mundo reclamando, dizendo que o Autuori mexeu mal, que o Grêmio perdeu um jogo que dominava, e isso e aquilo. Um absurdo ter empatado e não ganhado.

Começo a tentar me convencer disso. E minha mente diz o seguinte:

"Peraí. O Grêmio jogou mal pra cacilda esse jogo. Nunca vi o time errar tanto passe, entregar tanta bola para contra-ataque. O Grêmio foi sofrível ontem no Engenhão. Ameaçou jogar bem nos 5 primeiros minutos mas, visivelmente, o time está “derrotado” fora de casa. Já entra abalado, tenta ir pra cima, só que no primeiro viés que sofre, se abate, murcha, vira um time ruim e até o Botafogo, um time que briga pra não cair, connsegue marcar nossa saída de bola, consegue fazer pressão. É impressionante. Increíble.
E tem mais: se não fosse a força e a ruindade do juizão, o Tricolor teria perdido o jogo. Não se esqueça que a bola do segundo gol (e que golaço!) do Jonas – que já tinha feito o primeiro (e que gol chorado! E engraçado!) – saiu pela linha de fundo antes do cruzamento do Mário Fernandes. Sem falar na mão do Adilson dentro da área que o árbitro - Rodrigo Martins Cintra - não deu pênalti.
Pelo menos não perdemos fora".

A bronca de todos com Autuori é porque tirou Jonas (o artilheiro do time e vice-artilheiro do BR09) após o atacante ter feito dois golos na partida. Partida que já estava nos 15 minutos finais, o Grêmio vencia, e qualquer técnico faria aquilo. Jonas estava cansado e o Makelele entrou pra fechar o meio, segurar o Bota, dar uma retrancadinha. Que mal há nisso?

Tá certo que o Grêmio se recuou, chamou o Fogo, mas se não fosse aquela baga do Leandro Guerreiro desviar em alguém, todo mundo azul estaria festejando a primeira vitória fora agora.

Agora tem o Vitória em casa, o Náutico fora e o Fluminense em casa. A sequência segue boa. O Grêmio pode fazer 9 em 9. E se fizer, chega junto no G4.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Será uma reação?


O Grêmio defendia mal, marcava mal, jogava mal e repetia as atuações sonolentas e desinteressadas das partidas anteriores pelo Brasileirão fora de casa, nesta feita, contra o Palmeiras.

A zaga parecia a casa da mãe Joana. Diós mio, tava mais aberta que... tu sabe.

E o Palmeiras entrou no quintal de Victor como quis: por cima, por baixo, pelo meio e pelos lados. Era bola cruzada e Obina subindo livre pra cabecear. Umas três vezes, no mínimo.

Até que o baixinho Cleiton Xavier, de cabeça, entre Réver, Thiego e Léo, balançou os barbantes após cruzamento de Wendel, com toda liberdade que Jadilson o concedeu.
Mas o Tricolor não se abateu e reagiu.

Por Deus, o Grêmio reagiu fora de casa, como foi capaz de reagir outras vezes no Olímpico!

Passou a jogar e, se tomou um sarandeio nos 30 minutos iniciais, foi dono do Parque Antártica nos últimos 15 minutos da etapa inicial, quando chegou ao gol com Maxi, de novo ele, autor de 7 tentos no BR09, tornando-se o artilheiro "gaúcho" na competição.

No segundo tempo o Grêmio seguiu bem, melhor até que o Palmeiras. Teve mais posse de bola, comandou o jogo (apesar do Palmeiras ter tido grande chance com C.Xavier) e só foi “sofrer” nos últimos 10 minutos, após Réver sair desmaiado de campo por causa de um choque cabeça-com-cabeça com Diego Souza.

Autuori já tinha trocado três vezes: Fábio Santos (machucado) por Jadilson, Thiego por Marques e Douglas Costa por Jonas e o Grêmio teve que manter o 1 a 1 com 10 em campo. Aliás, não sei se já escrevi, mas o Autuori geralmente melhora o time no vestiário. E não é impressão minha. Já escutei o Tcheco falando sobre isso umas duas vezes.

Desta vez, além de promover a entrada de Rafael Marques no lugar de Thiego (que tava tomando várias bolas nas costas), mandou Adilson colar em C.Xavier e este parou de jogar. Diego Souza também recebeu atenção redobrada e o Grêmio foi mais Grêmio do que vinha sendo longe de casa.

Pode ser uma reação à ridícula campanha de 4% (agora 8%) de aproveitamento como visitante. Só os próximos jogos dirão se sim ou se não.
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Os números do BR 09 – Estamos em 7º

17 jogos

7 vitórias: Grêmio 2 x 0 Botafogo; Grêmio 3 x 0 Náutico; Grêmio 4 x 1 Atlético-PR; Grêmio 3 x 0 Corinthians; Grêmio 2 x 1 Inter; Grêmio 3 x 2 Santo André; Grêmio 4 x 1 Cruzeiro

4 empates: Grêmio 1 x 1 Santos; Fluminense 0 x 0 Grêmio; Grêmio 2 x 2 Goiás; Palmeiras 1 x 1 Grêmio

6 derrotas: Atlético-MG 2 x 1 Grêmio; Vitória 1 x 0 Grêmio; Sport 3 x 1 Grêmio; Coritiba 2 x 1 Grêmio; Avaí 1 x 0 Grêmio; São Paulo 2 x 1 Grêmio

Gol (29 pró / 20 contra):
Maxi > 7

Jonas > 5
Souza > 4
Herrera > 3
Rafael Marques > 3
Tcheco > 3
Réver > 2
Fábio Santos, Alex Mineiro (já não joga mais no Grêmio) > 1


--Os mlhores momentos de Palmeiras 1 x 1 Grêmio