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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Só com armas de verdade

Meto un balazo em quem primeiro: Silas, Meira ou Duda?

Copiar não é uma das atitudes mais nobres. Mas copiar e dar a fonte, apesar de um tanto maculador, é aceitável.

Desestimulado para escrever devido as atuações LAXANTES do Grêmio em 2010, escuto uma voz sábia e PRUDENTE vinda lá do Impedimento (clica ali e vai lá ver), escrita por Iuri Müller. Segue:

"Para salvar um Grêmio que não adentra o gramado fora de casa e não sabe como vencer o Vitória nem com o minuano mais gelado da década riscando o Olímpico, exige-se bastante. Aceitar que talvez jogadores como Hugo, Douglas, Leandro e Rochemback não subirão de nível é um começo, assim como pensar em um substituto para Silas. Mesmo que beire a revolução, começar um outro grupo – sem a menor grife e a partir do que vem da base – para trabalhar ainda no Brasileirão, mantendo os que costumam se salvar, não deixaria a torcida descontente. Na pior das hipóteses, surgem uns cinco ou seis cumpridores para 2011. Já é mais do que temos hoje."

No aguardo.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Paulos

Depois de apostar 2009 em PAULO Autuori, O Grêmio colocou as fichas de 2010 numa certeza, que é PAULO Paixão, e numa tradição/aposta, que é a de elevar técnicos com potencial ao nível de melhores do Brasil.

PAULO Silas, a opção B para treinar o Imortal em 2010 – Adilson Batista era o preferido – pode dar certo. Aliás, tem chances boas de dar certo. Seu histórico no Avaí, mostra, principalmente, muito trabalho, humildade e capacidade de unir o grupo em torno dum objetivo.

Lembro do início do Catarinense 2009. Silas, com o Avaí, era uma potência no estado. Favorito ao título, utilizou o certame (que tal essa, Tchê?) para testar formações. Contra o Brusque FC, num jogo que eu estava sentado atrás da goleira, ele começou a desenhar a formação que levaria o Avaí a campanha surpreendente do Br09.

Naquele dia, sem imaginar que em 2010 o homem seria treinador do Tricolor, passei por ele, dei um tapinha nas costas e mandei o tradicional "bom jogo, professor". Concentrado, ele voltou-se para mim e agradeceu.

Silas vinha mudando o time, tentando o 4-4-2, 3-5-2, e naquela noite botou em campo um 3-6-1 (que frio na espinha), com Medina, jovem ala-direito, jogando bem aberto, fazendo as ultrapassagens. Medina acabou com aquele jogo, mas perdeu força para o Maletão 2009.

Apenas me lembrei deste fato. O time do Avaí deste ano foi muito mais que uma boa ultrapassagem pela direita. Tinha marcação, articulação e grupo fechado. Lembro do Avaí ganhando fácil do Grêmio na Ressacada, num jogo em que o Tricolor foi sofrível e, logo após a partida, recordo de Silas falando que o objetivo continuava sendo NÃO CAIR de volta para a segundona. E ele conseguiu levar este discurso adiante, incutiu isso na mente dos jogares e até da torcida, sempre eufórica. Acabou levando o time para a Sulamiranda 2010, na frente do Grêmio, inclusive.


Acho que Rospide seria a aposta ideal pelo seu histórico dentro do Clube, por sua postura firme, por seu jeito de ver futebol, virtudes evidenciadas na semana passada, quando tive uma aula com ele lá na Perestroika, em POA, no tal curso que o Grenalzito tá me pagando.

Lá, Rospide deixou claro que ficou decepcionado pelo fato de não ser efetivado, mas mostrou humildade, dizendo que faria o trabalho de auxiliar, ou qualquer outro, com todas as suas forças, com o maior empenho possível. "Já deixei minha primeira impressão. Já deixei a segunda. Não sei quantas terei que deixar para ser efetivado", disse.

Entre outras coisas, Rospide também evidenciou sua prioridade pela defesa e definiu o futebol atual como um jogo em que "quem errar menos, vence". Gosta de treinos no limite, de jogar com centroavante fixo, que faça pivô e cabeceie bem, e exige que os armadores e laterais cruzem bolas insistentemente para dentro da área.

Então, quem sabe, unindo Silas, Rospide e Paixão, que dispensa comentários, teremos uma comissão técnica agregadora, de grupo, com ideia de futebol pegador, viril. Tudo que a torcida gremista preza.

Ideal mesmo seria que o contrato de Silas tivesse uma cláusula obrigando a contratação de Marquinhos. E que o contrato de Marquinhos obrigasse a contratação de Léo Gago.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

E aí, FIMOSE?

Sempre que ME VEJO DE FRONTE à estas notícias sinto uma espécie de medo, UM FRIO QUE CORRE PELA ESPINHA, se é que tu me entende.

“Sai Autuori e vem Silas, Simplesmente. Ou vem Adilson Batista” – dizem as notícias.

Prefiro o Adilson, que fique claro. Tem ligação com o Grêmio, é venal, um tanto louco até, o que sempre é bom.

Vejo Silas como uma aposta muito maior. Bom treinador, cabeça boa, não deixou-se ludibriar com as propostas que apareceram, fez um baita trabalho no Avaí e poderia pedir a contratação de Marquinhos, o que me agradaria bastante.

Mas Adilson, Capitán America, já esteve na final da Libertadores como treinador e tem alguns anos a mais de Série A. Prefiro que ele venha, repito.

Acho que a direção vai atrás de dois bons técnicos. Qualquer um pode dar certo.

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Só pra constar, outro dia divaguei sobre o findo da temporada 2009. Seguem os pensamentos:

Teve um dia no passado que escrevi sobre a possibilidade de alguém fazer uma tese de doutorado sobre o Grêmio Perde-Ganha 2009.

Que o time é bom, no mínimo nota 7, eu não tenho dúvida. Não fosse, seria incapaz de passar tanto tempo sem perder em casa. Um time ruim, já teria perdido.

Mas então, o que faltou para o Grêmio ser um time nota 8 ou 9 neste Brasileiro?
Primeiro faltou vontade. É inegável que a turma do Autuori vem jogando na marcha lenta há tempos. Mas qual seria a razão pra isso? É o técnico que pede para jogarem assim?

Não acredito. É perigoso para o treinador pedir que seus jogadores não se entreguem de corpo e alma em campo. Até um gentelman como Autuori sabe que se não correr, não suar, não aparecer pro jogo, o time sucumbirá.

Mas por que cargas d’água então o Grêmio é esta caricatura de time? Faltou bicho?

Talvez. Disse o Souza outro dia, lá na aula da Perestroika, que o que motiva de verdade é dinheiro. Será que os jogadores queriam mais que seus salários astronômicos para colocar o Grêmio entre os quatro melhores do Br09?

Se a resposta é sim, tô com a direção. Não pagaria, por motivos óbvios.

Teria faltado, talvez, jogadores mais qualificados? Acho que pra ficar entre os quatro não.
Nos faltou um lateral-direito. Mas Mário Fernandez faz tranquilamente a função. Não comprometeu.

Faltou um lateral-esquerdo, isso sim. Apesar de quatro jogadores da função terem passado por ali (Fábio Santos, Jadilson, Collaço e Lúcio), nenhum deles deu a resposta necessária. Lúcio, a maior aposta, não decolou. Parece receoso com seus joelhos operados.

Nossos zagueiros são bons. Ninguém pode contestá-los. Só acho que Rafael Marques atravessava melhor momento que Léo quando Autuori resolveu efetivar o prata da casa na posição.

Os volantes também são. Adilson não é Lucas, mas sabe fazer a função. Túlio e Rochemback a mesma coisa. Só que nenhum deles foi capaz de ser aquele camisa 5 peleador, que não pára nunca, que não deixa o time adversário jogar, que briga, esperneia, comanda a meia-cancha. ISSO FALTOU.

Faltou também um meia de perna canhota, nem que fosse opção no banco. Alguém que pudesse mudar o jeito do time jogar, uma alternativa pelo outro lado. Tcheco foi burocrático a temporada toda, faltou-lhe a criatividade, a bola em profundidade, o cruzamento preciso.

E do ataque vieram as melhores notícias. Jonas provou que perde, mas faz um monte. E Maxi mostrou-se um atacante de qualidades gremistas, com raça, empenho e gols, com a cabeça e com os pés. Mas faltaram suplentes. Herrera e Perea não estiveram a altura.

Certo é que ano que vem o Grêmio terá três chances de chegar a Libertadores 2011. Se vencer a Copa do Brasil, se vencer a Sulamerica ou se ficar entre os quatro do Br10.