Mostrando postagens com marcador 2010. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 2010. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Joilson NÃO.

Eu sei que não vai ponto final no título. Só que neste caso se faz obrigatório. Joilson NÃO – ponto final. O Joilson já não tinha pro Iraque, pra Birmânia ou o Haiti? Porque TODOS jogadores vão embora e o Joilson fica no Grêmio? Tá loco, che! Se não tem ninguém, bota um piá da base. Que tal? – para saber mais, clique aqui.



Fora isso, que era mais urgente, vibrei a virada do Grêmio pra cima do Pelotas. Não que tenha sido um feito para DVD, algo épico e essas coisas que estamos acostumados a ver o Grêmio fazer, mas foi uma certa “volta da imortalidade”, da gana, da peleia por uma vitória. O Grêmio, como há muito não se via, buscou o resultado, mesmo debaixo de sol escaldante, com um time mais fraco, depois de estar perdendo por 2 a 0, e pelo Gauchão. É assim que espero ver o Tricolor durante TODO ano, melhor, TODO SEMPRE!

Não interessa se é Gauchão, amistoso, briga de foice. TEM QUE GANHAR, ao menos buscar isso.

Esquema tático? Não, ainda não podemos discuti-lo, analisá-lo. Sabemos que o Grêmio começou no famoso 4-4-2, com uma linha de quatro atrás e o resto num samba-do-criolo-doido.

Até onde eu vi (deu um temporal aqui e caiu tudo – luz, TV, internet, canivete aberto, até água) o Grêmio estava totalmente perdido, tomando soro do Pelotas, o áureo-cerúleo. Aliás, belíssima a Boca do Lobo, dando de relho em muito estádio e torcida Brasil afora. Mas o áureo-cerúleo (cara, um time de pichado de áureo-cerúleo é muito foda!) joga legal, ao melhor estilo Gauchão. Tem dois volantes gaudérios e um centroavante matador. Precisa mais?!

Bueno, não há muito de dissertar. Continuo achando que Hugo não é meia-armador (é meia-atacante) e que nos falta esta peça. E votei na enquete (fui o primeiro, logo, bem antes do jogo rolar) para que Jonas seja o parceiro de Borges no ataque. Aliás, baita gol do Borges.

Veremos. Esperemos. Lá pelo GRE-NAl, em 31 de janeiro, devemos ter uma espécie de padrão de jogo. Até lá é só tubo de ensaio.

_______________________

Estatísticas 2010

Gauchão

1 Jogo

1 vitória (Pelotas 2 x 3 Grêmio)

Gols pró: 3

Cabeça: 0
De fora da área: 0
De dentro da área: 3
Bola parada: 1
Bola rolando: 2
No 1º tempo: 0
No 2º tempo: 3

Artilharia:
Jonas 1
Borges 1
Maylson 1

Assistências:
Souza 1 (olha ele aí de novo)

Gols contra: 2
1º tempo: 2
2º tempo: 0
Bola rolando: 2
Bola parada: 0

_______________________

Pra relembrar, Grêmio campeão Gaúcho de 93, na Boca do Lobo, empate em 1 a 1. O Dener jogava no Tricolor!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Vamos virar europeu


O Inter está com o elenco – plantel é para cavalo (EMBURGO, Luxa) – praticamente formado para o início da temporada 2010 (que ainda não é 2010/2011). Nesta época do ano em que os bastidores dos clubes ganham maior ênfase por parte dos torcedores e dos profissionais que vivem do esporte, é nítida a “europização” do Sport Club Internacional. Há quem concorde com a modernidade exacerbada. Defendem a necessidade da adequação das coisas, das entidades, das pessoas e da própria sociedade civil organizada. Não há tempo, e muito menos a possibilidade de ficar ao largo da história, esta sem maiúscula.

Aqui não cabe o julgamento de concordância ou discordância. O que existe são visões de mundo, individuais e intransferíveis. Muito se fala em profissionalismo no futebol, dirigentes remunerados e com bagagem em GESTÃO. Não dá para precisar se este ou aquele clube é completamente profissional, atua de maneira quase impessoal e empresarial, segue um estatuto próprio definido de maneira transparente... Mas análises podem ser efetuadas.

O Inter possuiu um técnico estrangeiro, artigo facilmente encontrado no continente europeu. Dentro das limitações da legislação futebolística nacional, conta com três estrangeiros no grupo profissional de jogadores. Mas com o diferencial “europeizado” de contar com um uruguaio de cidadania brasileña, por supuesto. Muitas contratações coloradas são de jovens revelações de clubes do interior brasileiro. Assim como contratam os grandes clubes europeus, procurando jovens craques em “países de interior” do planeta. Além disto, o Beira-Rio passará pelo processo da “europização” suprema: cobertura nos moldes dos estádios alemães e acomodações seguindo exigências internacionais de segurança e lazer.

Analisando também a parte do jogo de bola propriamente dito, o que vemos são as constantes contratações de volantes polivalentes e laterais-zagueiros. Mais Velho Continente que isso não há. Nei e Bruno Silva muito mais compõem uma linha de quatro defensores do que atuam como laterais à brasileira. Wilson The Amazing Mathias, pelos rumores, é o clássico volante box-to-box nos moldes anglo-saxões: atua nas duas áreas, realizando coberturas e descidas laterais. Se realiza tudo isto ESPETACULARMENTE, só a bola dirá.

Estes são apenas alguns aspectos e atitudes notadas facilmente. Ainda há tentativas de agregar atletas africanos ao futebol do clube, e a difundida, porém nebulosa, parceria com os Esporas de White Hart Lane, o Tottenham Hotspurs – que contam com Sandro para ontem.

Profissionalização, imitação, gestão, herança histórica, inspiração, modelos estrangeiros, mudança de identidade. Muitos conceitos, poucas certezas. Mas como sempre o que dá para sentir é que as atitudes do clube, enquanto direção, dificilmente refletem às convicções e desejos do torcedor. E como (mais) um reflexo da sociedade, o futebol no Brasil não consegue pensar e agir por si próprio. A não ser quando falamos de cifras...

domingo, 6 de dezembro de 2009

Paulos

Depois de apostar 2009 em PAULO Autuori, O Grêmio colocou as fichas de 2010 numa certeza, que é PAULO Paixão, e numa tradição/aposta, que é a de elevar técnicos com potencial ao nível de melhores do Brasil.

PAULO Silas, a opção B para treinar o Imortal em 2010 – Adilson Batista era o preferido – pode dar certo. Aliás, tem chances boas de dar certo. Seu histórico no Avaí, mostra, principalmente, muito trabalho, humildade e capacidade de unir o grupo em torno dum objetivo.

Lembro do início do Catarinense 2009. Silas, com o Avaí, era uma potência no estado. Favorito ao título, utilizou o certame (que tal essa, Tchê?) para testar formações. Contra o Brusque FC, num jogo que eu estava sentado atrás da goleira, ele começou a desenhar a formação que levaria o Avaí a campanha surpreendente do Br09.

Naquele dia, sem imaginar que em 2010 o homem seria treinador do Tricolor, passei por ele, dei um tapinha nas costas e mandei o tradicional "bom jogo, professor". Concentrado, ele voltou-se para mim e agradeceu.

Silas vinha mudando o time, tentando o 4-4-2, 3-5-2, e naquela noite botou em campo um 3-6-1 (que frio na espinha), com Medina, jovem ala-direito, jogando bem aberto, fazendo as ultrapassagens. Medina acabou com aquele jogo, mas perdeu força para o Maletão 2009.

Apenas me lembrei deste fato. O time do Avaí deste ano foi muito mais que uma boa ultrapassagem pela direita. Tinha marcação, articulação e grupo fechado. Lembro do Avaí ganhando fácil do Grêmio na Ressacada, num jogo em que o Tricolor foi sofrível e, logo após a partida, recordo de Silas falando que o objetivo continuava sendo NÃO CAIR de volta para a segundona. E ele conseguiu levar este discurso adiante, incutiu isso na mente dos jogares e até da torcida, sempre eufórica. Acabou levando o time para a Sulamiranda 2010, na frente do Grêmio, inclusive.


Acho que Rospide seria a aposta ideal pelo seu histórico dentro do Clube, por sua postura firme, por seu jeito de ver futebol, virtudes evidenciadas na semana passada, quando tive uma aula com ele lá na Perestroika, em POA, no tal curso que o Grenalzito tá me pagando.

Lá, Rospide deixou claro que ficou decepcionado pelo fato de não ser efetivado, mas mostrou humildade, dizendo que faria o trabalho de auxiliar, ou qualquer outro, com todas as suas forças, com o maior empenho possível. "Já deixei minha primeira impressão. Já deixei a segunda. Não sei quantas terei que deixar para ser efetivado", disse.

Entre outras coisas, Rospide também evidenciou sua prioridade pela defesa e definiu o futebol atual como um jogo em que "quem errar menos, vence". Gosta de treinos no limite, de jogar com centroavante fixo, que faça pivô e cabeceie bem, e exige que os armadores e laterais cruzem bolas insistentemente para dentro da área.

Então, quem sabe, unindo Silas, Rospide e Paixão, que dispensa comentários, teremos uma comissão técnica agregadora, de grupo, com ideia de futebol pegador, viril. Tudo que a torcida gremista preza.

Ideal mesmo seria que o contrato de Silas tivesse uma cláusula obrigando a contratação de Marquinhos. E que o contrato de Marquinhos obrigasse a contratação de Léo Gago.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A questão é: tá certa a direção em esperar?

Fiz o questionamento do título em 22 de abril deste ano, há exatos cinco meses. Era sobre Autuori e não precisaria explicar, mas estou com paciência.

O Grêmio tinha finalmente demitido Celso Roth após um ano à frente do comando do vestiário. A maioria da torcida queria Renato Gaúcho para substituí-lo. Marcelo Rospide, o interino, comandava o time de tico duro, invicto, levando o esquadrão adiante na Libertadores.
A direção não quis Renato, cogitou Geninho e optou esperar por Paulo Autuori. Este, lá do mundo árabe, desconversava, dizia que tinha contrato a cumprir com o Al-Guma Coisa e que cumpri-lo-ia.
Eu, aqui no Grenalzito, respondi a pergunta lá de cima antes dele ser anunciado oficialmente:

Sim. Mas como diria um amigo: "pra ganhar uma coisa, às vezes é preciso abrir mão de outras".

Esperar por Autuori só pras quartas-de-final da Libertadores é abrir mão de dar prioridade à Libertadores. Pode o Grêmio ser campeão com três técnicos diferentes durante a Continental? Pode. Mas é tão provável quanto se efetivasse Rospide no cargo.

Mesmo assim o Grêmio acerta porque terá um treinador capaz de pensar o time para o Brasileiro 2009 e 2010. Ganha um treinador capaz de mudar um jogo, capaz de fazer a leitura correta da partida, capaz de não brigar com os melhores do time, capaz de não pipocar na hora de uma decisão ou de um clássico.

Hoje, em 22 de setembro, leio no noticiário que Jadilson, Joilson e Makelele estão fora dos planos, porque Paulo Autuori começa a pensar em 2010.

Muitas conclusões e outras mil suposições podemos tirar só do título da reportagem. A primeira é que o treinador gremista viu, finalmente, que Joilson não vai. Sei, sei, eu pedi o Joilson na lateral-direita do time, mas não conhecia Mário Fernandes e sempre pensei ser melhor usar um jogador da posição do que improvisar qualquer outro. E depois Joilson ganhou chances em metade das posições do time. Não vingou em nenhuma.

Quanto a Jadilson, Autuori viu o que deu pra ver no Gauchão. Jadilson é varzeano. Joga como um guri irresponsável. Tem habilidade, tem velocidade, mas não é jogador, é peladeiro.

E Makelele é esforçado. MUITO esforçado, voluntarioso, e eu gosto disso. Não sei se precisava dispensar, mas igual ele se acha outros por aí. Não fará falta em 2010.

Nesta barca aí devem ir mais alguns. Eu dispensaria Fábio Santos, apesar de eu não achá-lo TÃO ruim quanto a maioria acha. Deixaria ir também El Ciclón Perea para que o Negão seja feliz perto de su mamá e seu companheiro de posição Ricardo, que chegou e até agora não fez nem um joguinho sequer. Não deve ter a qualidade esperada, a não ser que esteja machucado.

São as conclusões imediatas.

Podemos ver também que a direção está mostrando que pode se redimir das “cabacisses” do início do ano. Planejar desta maneira, com meio ano de antecedência é vanguardismo no Grêmio.
Só resta a los jugadores que se empenhem ao máximo para conquistar a vaga na Copa Libertadores de América. Sem ela em 2010, “gastaremos” um grande time em competições menores. Importantes, porém, menores.

Ainda seria FUNDAMENTAL implementar o Plano Victor.

INDISPENSÁVEL também seria pagar a milha e meia de Euros para segurar Maxi Lopez, dar mais um ano a Tcheco, guentar Adilson, Magrão, Mário, Collaço, renovar com Lúcio, Rafael Marques, trazer um patrón pra zaga (porque sei, mesmo incorfomado, que Réver será vendido).

Souza já é nosso, Rochemback igualmente. Túlio pode ficar, Jonas DEVE.

A partir daí, começariam as contratações. O futuro pode ser promissor, pelo menos visto do prisma desta noite chuvosa e paumolecida.