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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Estragou tudo!

A coisa tá feia, hermano. Achei que o Grêmio começaria o ano com um time bom, tendo peças de reposição, elenco, plantel. Pelo menos para brigar por Copa do Brasil, que Gauchão é obrigação até se entrasse em campo com a piazada lá do SP Cup - que tá uma vergonheira também.

Mas depois de perder Maxi e Douglas Costa...

Ainda não acredito. Entro de minuto em minuto em quatro ou cinco sites e leio novamente a matéria: Douglas Costa vai para o Shakhtar. Pior que ela tá sempre igualzinha, dizendo que ele foi vendido por 6 milhões de Euros. Vocês tão de palhaçada, né Duda Kroeff e Cia. 6 milhões!? Venderam a imagem de que era uma das maiores revelações do futebol e quando o guri começa a engrenar vendem pela ninharia de 6 milhões! Bando de idiota! Não merecem estar a frente de um clube Copero y Peleador, como o Grêmio. Só valta agora vender Réver e Mario, e darem o Victor de troco. Depois dessas duas, não duvido de mais nada. Vão catar coquinho!

O que eles queriam? Alguém sabe me responder. Ninguém consegue convencer um guri de 20 anos que é bom pra ele ficar aqui no Brasil por mais um aninho, ganhando 1 milhão de Reais por esse período? Deve ser muito difícil mesmo, cambada de incompetente.

E o Maxi. Burro velho, estragou tudo. TUDO. Não merecia ter vestido um calção de treino com o sagrado número 16 de Jardel. Se vendeu! E pior que não foi por dinheiro! Foi por uma loira chata. Peituda, eu sei. Mas quantas dessas ele não conseguiria? Uma diferente da outra. Na segunda uma loira. Na terça, uma morena. Na quarta uma ruiva. Na quinta, uma baixinha. Na sexta uma altona. No sábado, rochunchuda. Domingo, um feia, só pra variar. ¿Que tal? Nem pensou, burro velho. Estragou tudo. Era pra ser comparado, no futuro, após levantar taças, com Jardel, Renato, Bugre, Tarcísio, Catimba...

Antes dessa palhaçada toda eu montaria o time com Victor, ALGUM LATERAL-DIREITO, Mario e Réver, Lúcio ou Fábio Santos; Adilson e Magrão na volância; e uma linha de três na frente, estilo Seleção, manja? Souza ou Leandro pela direita, Hugo ou Souza no meio. Douglas Costa pela esquerda e Maxi na frente, com todos chegando pelos lados, pelo meio, em velocidade, com bola aérea. E ainda teríamos banco, com Jonas, Borges, William.

Maxi estragou tudo. E de quebra o presidente deu mais uma demonstração de imbecilidade. Mas ele é um homem muito cordial, um lord, um gentleman.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Será uma reação?


O Grêmio defendia mal, marcava mal, jogava mal e repetia as atuações sonolentas e desinteressadas das partidas anteriores pelo Brasileirão fora de casa, nesta feita, contra o Palmeiras.

A zaga parecia a casa da mãe Joana. Diós mio, tava mais aberta que... tu sabe.

E o Palmeiras entrou no quintal de Victor como quis: por cima, por baixo, pelo meio e pelos lados. Era bola cruzada e Obina subindo livre pra cabecear. Umas três vezes, no mínimo.

Até que o baixinho Cleiton Xavier, de cabeça, entre Réver, Thiego e Léo, balançou os barbantes após cruzamento de Wendel, com toda liberdade que Jadilson o concedeu.
Mas o Tricolor não se abateu e reagiu.

Por Deus, o Grêmio reagiu fora de casa, como foi capaz de reagir outras vezes no Olímpico!

Passou a jogar e, se tomou um sarandeio nos 30 minutos iniciais, foi dono do Parque Antártica nos últimos 15 minutos da etapa inicial, quando chegou ao gol com Maxi, de novo ele, autor de 7 tentos no BR09, tornando-se o artilheiro "gaúcho" na competição.

No segundo tempo o Grêmio seguiu bem, melhor até que o Palmeiras. Teve mais posse de bola, comandou o jogo (apesar do Palmeiras ter tido grande chance com C.Xavier) e só foi “sofrer” nos últimos 10 minutos, após Réver sair desmaiado de campo por causa de um choque cabeça-com-cabeça com Diego Souza.

Autuori já tinha trocado três vezes: Fábio Santos (machucado) por Jadilson, Thiego por Marques e Douglas Costa por Jonas e o Grêmio teve que manter o 1 a 1 com 10 em campo. Aliás, não sei se já escrevi, mas o Autuori geralmente melhora o time no vestiário. E não é impressão minha. Já escutei o Tcheco falando sobre isso umas duas vezes.

Desta vez, além de promover a entrada de Rafael Marques no lugar de Thiego (que tava tomando várias bolas nas costas), mandou Adilson colar em C.Xavier e este parou de jogar. Diego Souza também recebeu atenção redobrada e o Grêmio foi mais Grêmio do que vinha sendo longe de casa.

Pode ser uma reação à ridícula campanha de 4% (agora 8%) de aproveitamento como visitante. Só os próximos jogos dirão se sim ou se não.
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Os números do BR 09 – Estamos em 7º

17 jogos

7 vitórias: Grêmio 2 x 0 Botafogo; Grêmio 3 x 0 Náutico; Grêmio 4 x 1 Atlético-PR; Grêmio 3 x 0 Corinthians; Grêmio 2 x 1 Inter; Grêmio 3 x 2 Santo André; Grêmio 4 x 1 Cruzeiro

4 empates: Grêmio 1 x 1 Santos; Fluminense 0 x 0 Grêmio; Grêmio 2 x 2 Goiás; Palmeiras 1 x 1 Grêmio

6 derrotas: Atlético-MG 2 x 1 Grêmio; Vitória 1 x 0 Grêmio; Sport 3 x 1 Grêmio; Coritiba 2 x 1 Grêmio; Avaí 1 x 0 Grêmio; São Paulo 2 x 1 Grêmio

Gol (29 pró / 20 contra):
Maxi > 7

Jonas > 5
Souza > 4
Herrera > 3
Rafael Marques > 3
Tcheco > 3
Réver > 2
Fábio Santos, Alex Mineiro (já não joga mais no Grêmio) > 1


--Os mlhores momentos de Palmeiras 1 x 1 Grêmio

domingo, 19 de julho de 2009

O recomeço

Mas poderia ser:

O rebatismo

A retomada

Eu sabia (até porque eu sabia mesmo – olhe o post abaixo)

Ou inda:

A história se repete

No recomeço do século particular dos GRE-NAIS a história se repetiu.

Há 100 anos e um dia o Grêmio batizava o co-irmão com um esculhambador 10 a 0.

Obviamente não seria (e não será) possível alguém repetir tal margem de golos, mas desde que o Inter ganhou o primeiro, lá em 1915, meio a zero virou goleada no maior clássico brasileiro.

Hoje, como em 77, o Grêmio retomou a dianteira, botou mais peso no seu lado da gangorra, deu uma ajeitada na baia e ainda por cima ajudou a aumentar a crise no Beira-Rio.

Perfeito para os gremistas, horrível para os colorados. E, se o Grêmio perdeu os três primeiros GRE-NAIS de 2009, ganhou o quarto e mais importante.

Este, assim como o GRE-NAL Farroupilha, de 1935, e o do "Uh Fabiano", em 97, foi um campeonato a parte e estará para sempre na história. Não será somente um GRE-NAL importante, como todos são, será para sempre um GRE-NAL histórico, lembrado por gerações e mais gerações.

Para mim, por exemplo, até hoje não tinha passado por um GRE-NAL tão importante.

Talvez, na minha fraca memória, o mais comemorado até hoje tenha sido o 1 a 1, no Beira-Rio, campeão gaúcho de 2006. Pedro Júnior! Que tarde aquela.

Porém, mi amigo, nem precisaria lembrar que há sete clássicos eu não comemorava.

E se perdesse este, de 100 anos, seria mortal.

No duelo, o Grêmio foi superior, principalmente no segundo tempo. Todos viram.

O tal Mário “El Fujitivo” Fernandes mostrou bom futebol improvisado pela direita. O Joilson, que eu queria como titular, deve estar muito mal, porque os zagueiros improvisados estão a sua frente na briga pela posição.

Souza, depois de entregar a bola pra Nilmar fazer o primeiro gol do clássico, redimiu-se e foi um dos grandes nomes da tarde, fazendo o primeiro do Grêmio, cobrando o escanteio para o segundo e contribuindo em quase todas as jogadas do ataque tricolor.

Victor salvou a pátria numa chifrada de Sorondo, ainda no primeiro tempo e foi seguro nas saídas.

Réver foi “El patrón” da zaga e ainda por cima tirou Nilmar pra bailar em um e outro lance.

Túlio e Adilson pelearam na meia como sempre.

Tcheco foi médio, mas importante na organização.

Herrera foi médio, mas meteu uma bola na trave.

Fabio Santos confirmou sua melhora.

E Maxi foi o que queremos que seja, El matador.

Pelo Inter, apesar de esperar pelo comentário do Felipe, acho que Andrezinho sumiu (mas deu o passe pro gol), D’Alessandro foi um dos melhores e Nilmar, naquela que chegou, guardou, mostrando outra vez que é baita jogador e deve ser vendido pra algum time europeu ainda esta semana (ou alguém duvida que esta manchete surgirá?).

Lauro não teve culpa em nenhum gol e, talvez, o esquema de Tite sem o trio Sandro, Magrão e Guina, não funcione. E ele ainda não sabe armar o time quando um destes não joga.

Se não ganhar do SP na quarta, acho que vaza.

Bom, chega de falar do Inter, até porque hoje é dia de Grêmio.

É Dia Nacional do Futebol. É o dia dos 100 anos de GRE-NAL.

Veja os melhores momentos


Em tempo, dois adendos às 22h52:

1. Vocês, caprichem mais na proxima enquete!
2. Eu acho que este jogo merecia um DVD.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

"Racismo" no futebol

"Vem cá meu bem" - Tem quem ache que futebol é assim

Quem me conhece, sabe dos meus “preconceitos”.

Quem se conhece, sabe dos seus.

Externá-los é o erro. Tê-los é normal.

Se (e que fique bem claro o “se”) Maxi externou o dele chamando Elicarlos de “macaco”, errou. E deve ser repreendido, corrigido, ensinado que o fato de uma pessoa ter a cor da pele diferente da dele não quer dizer que ela seja pior que ele. Resolvido.

Agora, o Elicarlos prestar queixa e promover aquela história toda é uma grande palhaçada, uma baita hipocrisia, como disse Alex Cabeção, ex-Cruzeiro, Palmeiras, Seleção.

Façamos uma comparação entre “veado” e “macaco”.
Acredito que o "veado" seja muito mais chamado dentro dos gramados do que o "macaco". E se pudesse escolher, optaria, sinceramente, ser chamado de “macaco”.

Acho bem menos pejorativo. Aliás, não acho pejorativo. Os caras não insistem em dizer que somos uma evolução dos macacos? Qual o problema ser chamado de tal? Seria como chamar alguém de “primo” e o parente te processar.

Imagine o Richarlysson mandando prender cada um que chama ele de “veado” num jogo de futebol.

Imagine o árbitro mandando segurar toda a torcida porque ela gritou “juiiiiz, viaaaado!!!”.

Neste caso que está na mídia foi um xingamento interno de Maxi a Elicarlos, tipo marido e mulher, não um ato de racismo. Foi errado, mas se punir este, teremos que punir todos os outros.

A cada lance do futebol um jogador manda o outro tomar no cú, se foder, chama de bicha, veado, baitola, otário, corno, filho da puta, filho duma égua, filho duma potranca, idiota, chama árbitro de ladrão, técnico de burro, de anta, asno.

Coisas bem piores, de gravidade igual. Ninguém acha ruim.

Sei que o “racismo” preto X braço, KKK e tudo mais é uma mancha “negra” (olha a discriminação), “denegriu” (olha ela aí de novo) a história da humanidade. E já deveria ter sido eliminada. Infelizmente não foi.

Mas a reclamação do Elicarlos é clara e tem como único objetivo causar furdunço, está escancarada a intenção.

Talvez estaria ele sendo “racista” com argentinos? Será o que Maxi não tem nenhuma queixa duma frase tipo “só podia ser argentino mesmo”? Ou "argentino de merda!"

Caberia um pedido de prisão igual. Ou não caberia? É pejorativo.

Não ofende?

Xingamento e futebol andam juntos, inflizmente. O mundo seria belo e lindo se todos se amassem.

Mas não é (quem sabe um dia chegamos lá e nem no futebol teremos mais que lamentar estes atos).

As pessoas discutem. Quantas vezes tu, lendo um texto meu pensou: “só podia ser este gremista de merda! É um bocaberta mesmo! Um burro velho!”.

Faça as contas.

“Xingar” de macaco dentro de campo é como xingar de qualquer outra coisa. É até difícil classificar como racismo.

Só sei que a folia está armada. A guerra se fez. E lá pelas tantas da madruga escutei que o Maxi sairia do busão pra prestar depoimento na delegacia do Mineirão.

Parênteses: a diretoria do Grêmio vacilou escondendo o Maxi dentro do ônibus. Aumentou o caos, deu pano pra manga, prolongou a confusão. Errou.


Voltando: pensei na hora (em que o Maxi sairia do ônibus): que venham todos os jogadores pra fora e acompanhem Maxi.

Foi mais. Vieram todos os atletas mais Paulo Autuori, Renê Weber e todos os dirigentes.

União.

Ali o time mostrou-se uma equipe. Mostro que quer vencer o Cruzeiro, a começar por esta pendenga aí.
Mostrou mais neste momento do que dentro de campo, quando Tcheco sucumbiu e Souza apareceu “só” para fazer o gol da esperança. Quando Alex Mineiro perdeu dois gols que até eu faria. Quando o Léo dormiu no primeiro gol. Ou quando a zaga toda dormiu no terceiro gol deles. Ou quando ninguém foi pra cima do Wágner, deixando ele chutar pra fazero segundo do seu time.

Não sei se é a onda gremista, se é a velha esperança, ou se é porque o 2 a 0 não é tão distante assim, mas acredito na classificação.


Se o jogo tivesse terminado 1 a 0 para o Cruzeiro, estaríamos comemorando e precisaríamos fazer os mesmos 2 a 0 em casa. Sei, agora, se o Cruzeiro marcar um gol, a peleia é outra ainda maior e mais impossível de ser vencida.

Mas o Grêmio pode. 2 a 0 dá!