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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Links e Futurologia

20 dias atrás esses três aí da foto eram reservas... TEMO MAL DE BANCO HEINHÔ?

Antes de qualquer coisa, alguns links:

Primeiro o blog Campeão de Tudo (clique aqui para conhecer), organizado pelo colorado Cristiano Farias. Passa lá e confere.

Quer baixar jogos completos do Inter, incluindo a final da Libertadores contra o Chivas em HD? Clique aqui e acesse o Intermultimídia, um site muito bala com vários arquivos para baixar. Por enquanto peguei o GRENAL do século, o segundo jogo da final da Libertadores em alta definição (coisa sensacional, vale muito a pena) e a final da Copa Suruga! Parabéns para os colorados que organizam o site, coisa fina.

Agora vamos ao gramado:

O Renan tá sem levar gol há uns quatro jogos. O Sóbis tá pegando ritmo e fazendo gol. Damião finalmente coloca uma sombra gigante no Alec(não mais cone?)sandro. Kléber renovou, vai jogar o Mundial e no último jogo fez as duas assistências pros gols de cabeça de Sóbis e Damião (2 a 0 contra o Prudente). No momento, ao lado do D'Ale, é o cérebro do esquema Rothiano. Tinga jogando muita bola. Guina de volta. Nos últimos 4 jogos no Brasileiro, são 3 vitórias e um empate! Ou seja, tá tudo perfeito!

Hoje tem Cruzeiro e Inter, um clássico do futebol nacional. Meu palpite é um empate movimentado, tipo 2 a 2. Vamos sem D'Ale, que participou ontem do último gol da goleada portenha pra cima da Espanha, 4 a 1, e sem Índio, suspenso. E eles sem uns 20 jogadores (Caçapa, Fabrício, Robert, Edcarlos...). É jogo dificílimo, principalmente por dois fatores: a equipe veloz e com jogadas pelos flancos montada pelo Cuca e pelo desgaste físico (natural, diga-se) mostrado pelo Inter nos últimos jogos.

Vamos falar o português claro: o Inter vai figurar entre os primeiros da competição até meados de outubro, início de novembro, sempre demonstrando que tem PLANTEL para conquistar o título. MAS AÍ vai surgir um negócio chamado MUNDIAL DE CLUBES FIFA. Inevitável que a cabeça esteja em Abu Dhabi e que o sonho do tetra seja mais uma vez adiado.

Tomara que eu queime a língua
e o time demonstre força mental (e pernas...) para seguir brigando pelo título nacional. Mas é tarefa das mais encrespadas.

Tinga no gol e Renan de quarto-zagueiro. Roth inovando

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Espelho Tático, a maneira de derrotar o Inter

Estatísticas Coloradas no Brasileiro:
24 jogos (47 gols pró / 30 Contra)

13 Vitórias (Corinthians 0 x 1 Inter; Inter 2 x 0 Palmeiras; Goiás 0 x 1 Inter; Inter 2 x 1 Avaí; Inter 3 x 0 Coritiba; Náutico 0 x 2 Inter; Inter 4 x 2 Fluminense; Inter 3 x 2 Barueri; Inter 3 x 0 Sport; Santo André 0 x 2 Inter; Inter 4 x 0 Goiás; Inter 3 x 0 Atlético MG; Avaí 0 x 2 Inter);

4 Empates (Cruzeiro 1 x 1 Inter; Inter 0 x 0 Vitória, Inter 2 x 2 São Paulo; Santos 3 x 3 Inter);
7 Derrotas (Flamengo 4 x 0 Inter; Atlético-PR 3 x 2 Inter; Grêmio 2 x 1 Inter; Botafogo 3 x 2 Inter; Inter 1 x 2 Corinthians; Palmeiras 2 x 1 Inter; Inter 2 x 3 Cruzeiro).

Gols:
Alecsandro – 11
Nilmar – 5
Taison – 4
Andrezinho – 4
Bolaños – 3
D’alessandro – 3
Giuliano – 3
Sorondo – 2
Edu – 2
Magrão – 2
Danny Morais – 1
Talles Cunha – 1
Leandrão – 1
Sandro – 1
Marquinhos – 1
Guiñazú – 1
Kléber – 1
Fabiano Eller – 1

Assistências:
Kléber – 8
Andrezinho – 6
Giuliano – 5
Taison – 2
Alecsandro – 2
D’alessandro – 1
Marcelo Cordeiro – 1
Magrão – 1
Guiñazú – 1
Marquinhos – 1
Edu – 1
Danilo Silva – 1
Índio – 1

"Eles jogaram melhor".

Dizer isso é quase um atestado de anti-torcedor, ou uma simples desculpa. Mas pela terceira vez no ano vejo-me COMPELIDO a setenciar: o Inter NÃO jogou mal, porém perdeu para uma equipe que conseguiu ser superior em muitos sentidos.

Nas outras duas partidas em que o Colorado teve uma bela atuação mas não obteve o resultado (primeiro jogo da final da Copa do Brasil em São Paulo e derrota no Beira-Rio por 1 a 2, as duas contra o Corinthians), alguns aspectos repetiram-se.

O Cruzeiro conseguiu postar seus meio-campistas de maneira a bloquear as subidas de Magrão e Sandro (principalmente de Sandro, até porque numa escapada de Magrão houve o pênalti). Além disso, como a marcação por zona do Inter não estava conseguindo acompanhar Gilberto, um dos volantes era obrigado a "individualizar" no ex-lateral. Com isso apenas D'ale armava, sem ajuda. Aí Guina ficou entre a cruz e a espada. Para entender isto era só olhar pro outro lado: Fabrício em D'ale, Henrique na cobertura e Marquinhos Paraná preenchendo ora o espaço do "auxiliar de armação", ora as coberturas das laterais ou do meio.

Adilson armou seu time EXATAMENTE do modo como o Inter joga fora de casa. Inclusive com um "ponta" de perna direita (Thiago Ribeiro) aberto na esquerda, que na minha opinião foi o melhor em campo. Segurou a bola, armou 97,8% dos contra-golpes da Raposa, abriu a marcação, não permitiu as investidas de Danilo Silva ao ataque no primeiro tempo (no segundo o dublê do Crouch se atirou como um maluco e deu no que deu...). Fez tudo que um atacante precisa fazer, incluso o gol da vitória, puro oportunismo e senso de colocação.

Assim como nas outras duas derrotas vermelhas "supracitadas", foi um jogão de bola. Alternativas ofensivas e principalmente defensivas (as defesas tiveram de se adaptar várias vezes durante o jogo, com a dupla do Cruzeiro em tarde mais feliz que os bons porém desentrosados Eller e Sorondo), qualidade técnica apurada (apesar do gramado prejudicado pela semana de chuva ininterrupta em POA), jogadores de alto nível (D'ale, Gilberto, Henrique, Sandro...), nenhum pontapé, estádio lotado.


Mais um falta perfeita! Será que entrará na vaga de um volante?


Fica o gosto amargo pela chance perdida de assumir a ponta do Brasileirinhas '09 de vez. Mas não dá para apontar o dedo e dizer "fulano foi o CULPADO pela derrota". O Cruzeiro foi MELHOR, e o Inter NÃO JOGOU MAL.

Num clássico deste tamanho, qualquer coisa pode acontecer, inclusive os dois times jogarem muito bem e proporcionarem um belo embate. Mais um histórico Inter e Cruzeiro, Cruzeiro e Inter.

Ps.: E o pior é que concordo com Adenor (retirado do site do Inter): "O Cruzeiro teve mais qualidade nas finalizações. Foi um jogo no qual os sistemas ofensivos levaram vantagem sobre as defesas. Não conseguimos manter o equilíbrio das últimas partidas".

Jogão!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Clássico

Inter:
Lauro, Danilo Silva, Fabiano Eller, Sorondo e Kléber; Sandro (Andrezinho), Guiñazú, Magrão e D'alessandro; Taison e Alecsandro.

Técnico: Adenor Tite Bachi.

Cruzeiro:
Fábio, Jonathan; Leonardo Silva, Gil e Diego Renan; Fabrício, Marquinhos Paraná, Henrique e Gilberto; Thiago Ribeiro (Guerrón) e Wellington Paulista.

Técnico: Adilson Batista.

Talvez um dos maiores clássicos do futebol nacional. Quem viu o jogo pela “pré” Libertadores de 1976, 5 a 4 Cruzeiro no Mineirão, afirma ter visto um dos maiores embates futebolísticos de todos os tempos.

O Gol Iluminado na final de 75


No primeiro turno deste Brasileirão, 1 a 1 no Mineirão. Golaço de cabeça do Magrão Maloka, expulsão dupla de Kléber Gladiator e Lauro. O gol de empate foi do carrasco gremista Wellington Paulista. Vi esse jogo no Bar da Heineken, em Balneário Camboriú, com meu amigo Raphael, o sumido - por motivos óbvios - Raphinha do Flu. Naquele dia o Fluminense ganhou seu jogo (acho que contra o Botafogo). Só pra dar a noção de quanto tempo faz...

Pro jogo de domingo no Gigante, Tite volta com o 4-4-2 com meio de campo em “losângulo”. Com a liberação de Sandro da Seleção que vai ao Mundial Sub-20 no Egito (Giuliano jogará no Saara), provavelmente D'ale ficará encarregado da armação pelo meio, auxiliado por Magrão e Guina pelos lados. O guri que jogou muito bem contra o Chile nas Eliminatórias faz o primeiro volante, ou o tal do box-to-box como gostam de falar na terra do Charles Miller.

Um duelo tático interessante neste grande jogo (domingo, 16 horas, TODOS AO GIGANTE!) pode ser o ESPELHAMENTO DE SISTEMAS. Notem que o meio de campo da Raposa, se confirmado com esta escalação, atua de maneira quase idêntica ao setor Colorado: Fabrício na primeira posição, Marquinhos Paraná pela esquerda, Henrique pela direita e o canhoto (e ex lateral) Gilberto armando as jogadas.
Mas Adilson pode surpreender com a entrada de Guerrón e um falso 4-5-1. Assim como Tite deixa no ar a possibilidade de escalar Andrezinho. Ou na vaga de Magrão, ou no lugar de Sandro (com Maloka cumprindo a primeira função).

De qualquer maneira será um jogo imperdível.

Palpite? 2 a 1 Inter. Com o gol da vitória marcado pelo Taison.

Histórico do Confronto em Brasileiros (retirado do Guia do Brasileirão da Placar)

45 Jogos
16 Vitórias Coloradas
13 Empates
16 Vitórias Celestes

No Beira-Rio

23 Jogos
14 Vitórias Coloradas
7 Empates
2 Vitórias Celestes


Desafio Grenalzito: Quem é o Cruzeirense?

Ps.: Vitória e Avaí jogam com a camiseta rubra por baixo de seus mantos neste final de semana.

domingo, 2 de agosto de 2009

A 7ª vez em casa


Não quero chover no molhado e repetir que só falta ganhar, ou melhor, jogar fora de casa como o Grêmio faz no Olímpico. Nem gostaria de cair na mesmice dos comentaristas e comemorar as vitórias hoje, pra lamentar as derrotas daqui a três dias.

Por isso, vamos aos fatos: o Grêmio poderia ganhar do Cruzeiro 11 contra 11. Mas seria quase impossível perder com 11 contra 9. É por aí que passam os 4 a 1 de gols de Réver (que testaço), Tcheco (que catega), Jonas (livre, bem posicionado) e Maxi (el matador, um golaço).

Quando Jonathan foi expulso corretamente antes dos 20 do primeiro tempo, o Grêmio tomou conta da cancha e trucidou o Cruzeiro.

Paulo Autuori, numa jogada de inteligência e marketing pessoal, mandou Douglas Costa pro campo no lugar do zagueiro pela direita Thiego. Douglas entrou na ponta-esquerda e, na primeira bola, fez sua melhor jogada: um cruzamento razante no qual Maxi quase abriu o placar.

Demorei um pouco pra entender. Com a mexida, Autuori montou duplas. Na direita Souza e Túlio. Na esquerda Douglas e Fábio Santos. Pelo meio, Tcheco e Adilson.

Funcionou lindamente, mas o Cruzeiro abriu o placar para os proverbistas soltarem o gasto “quem não faz, toma!”.

E Uelinton Paulista (será que ele vai me processar por escrever seu nome errado? Vai saber, né, esse pessoal do Cruzeiro) fez o quarto dele em três jogos contra o Grêmio. Eu quase chamei a mãe.


Sei, futebol é injusto. Só que aquilo ali nem era mais injustiça, era... sei lá o que. Não tava certo. Qualquer atleticano via isso!

Então, aos seis do segundo tempo, o Thiago Ribeiro, bailarina recalcada, foi expulsa (foi mal. Eu nem ia escrever isso. Mas ficou tão poético que deixei. Mesmo sabendo do risco de ser processado. Vai saber, né).

Bem, o Thiago foi expulso por uma cotovelada. Expulsão injusta. É sério. No máximo um amarelinho. Mas, fazer o quê? A arbitragem brasileira tá daquele jeito. Não é Herrera?

E aí, o Tricolor deitou e rolou. Bater em bêbado é dose, mas, se o bêbado o eliminou da Libertadores há exatamente 30 dias, ok. Foram massacrantes e vexatórios o baile e o sarandeio que o Grêmio deu no Cruzeiro na etapa final.

Tcheco foi Tcheco. Esbravejou, brigou e jogou muita bola. Fez até gol de bola rolando!

Maxi é O centroavante. Melhor, El Centroavante.

Jadilson é banco. Tô ficando repetitivo, sei. Mas a lateral-esquerda é um problema sério. Nos acudam, dirigentes!

Jonas vai jogar mais uma ao lado de Maxi, mas Autuori já disse que pode escalar Douglas ali, de segundo atacante. Acho que ainda não. Dê mais uns jogos pro Jonas e manda o guri comer mais feijão e fazer menos schiza.

Contra o Palmeiras só resta uma tática. Jogar a morir. Maxi já sabe disso, só falta o resto.

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Outras do BR 09

- O SP deslanchou.

- O Fluminense, coitado, acho que vai cumprir aquela.

- O Goiás embalou.

- O Avaí se firmou.

- O Atlético-MG, aguardem, não dura mais que cinco rodadas.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O sentimento não se termina

Foi o jogo do semestre. Talvez o do ano.

Ficou provado que vencer o Cruzeiro por 2 a 0 era possível.

O Grêmio foi melhor até tomar o primeiro gol. Teve chances outra vez. Desperdiçou novamente.

Pergunto mais uma vez: como pode um time perder tanto gol?

O Cruzeiro, com a vantagem obtida na primeira partida, esperou o Grêmio e saiu nos contra-ataques.

Jogou com o regulamento embaixo do braço, como gostam de dizer.

E há um monte de “se” pra serem lamentados pela torcida tricolor.

Se tivesse marcado os gols do primeiro jogo.

Se não tomasse os dois do Cruzeiro.

Se o Herrera tivesse jogado em BH.

Se o Tcheco ainda fosse o mesmo.

Se o Kléber não decidisse.

Em uma bola, o Gladiador girou em cima de Fábio Santos, entrou na área e deu o gol pro Paulista. Outra vez ninguém foi pra cima, ninguém o parou, ninguém fez a falta.

Como?

Grêmio e Cruzeiro são iguais. Tanto um quanto o outro poderia ter passado.

E isso é o que sobra de alento. Se tivemos chance de brigar com eles, temos um time que pode chegar no Brasileirão também.

É o que resta aos tricolores.

Por outro lado é fato que o Grêmio carece de laterais (mas quem não?). E o Tchequito, mi amigo, donde está? Dois jogos decisivos, duas vezes sumido.

Pero, soy, soy de Grêmio. E o sentimento não vai parar!

A torcida foi magnífica. Incentivou e cantou para o time até depois da desclassificação. É, sem sombra de dúvidas, a melhor torcida do Brasil.

Teve problemas pra entrar no estádio. Teve gente, inclusive, que entrou no intervalo, por erro da direção, descaso com a torcida.

Um absurdo!
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Os números da partida:

O Grêmio teve cinco chutes a gol antes da primeira chance do Cruzeiro, justamente o primeiro gol mineiro.

Em seguida, ainda com o Grêmio abatido, o segundo gol deles.

No segundo tempo o Grêmio voltou melhor outra vez. Teve uma chance e na sequência fez o primeiro.

Aí o Cruzeiro teve uma chance que resultou na expulsão de Adilson (!).

Depois o Tricolor teve mais duas chances, a oitava e nona no jogo.

E veio o segundo gol Tricolor na décima chance.

Por fim, mais uma chance do Cruzeiro.

Deu. Ilso.

Wagner não jogou. Assim como Ramirez ou Marquinhos Paraná.

Krieger fora

Deve ser anunciada hoje a saída de André Krieger do departamento de futebol.
Não sentirei saudade.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

"Racismo" no futebol

"Vem cá meu bem" - Tem quem ache que futebol é assim

Quem me conhece, sabe dos meus “preconceitos”.

Quem se conhece, sabe dos seus.

Externá-los é o erro. Tê-los é normal.

Se (e que fique bem claro o “se”) Maxi externou o dele chamando Elicarlos de “macaco”, errou. E deve ser repreendido, corrigido, ensinado que o fato de uma pessoa ter a cor da pele diferente da dele não quer dizer que ela seja pior que ele. Resolvido.

Agora, o Elicarlos prestar queixa e promover aquela história toda é uma grande palhaçada, uma baita hipocrisia, como disse Alex Cabeção, ex-Cruzeiro, Palmeiras, Seleção.

Façamos uma comparação entre “veado” e “macaco”.
Acredito que o "veado" seja muito mais chamado dentro dos gramados do que o "macaco". E se pudesse escolher, optaria, sinceramente, ser chamado de “macaco”.

Acho bem menos pejorativo. Aliás, não acho pejorativo. Os caras não insistem em dizer que somos uma evolução dos macacos? Qual o problema ser chamado de tal? Seria como chamar alguém de “primo” e o parente te processar.

Imagine o Richarlysson mandando prender cada um que chama ele de “veado” num jogo de futebol.

Imagine o árbitro mandando segurar toda a torcida porque ela gritou “juiiiiz, viaaaado!!!”.

Neste caso que está na mídia foi um xingamento interno de Maxi a Elicarlos, tipo marido e mulher, não um ato de racismo. Foi errado, mas se punir este, teremos que punir todos os outros.

A cada lance do futebol um jogador manda o outro tomar no cú, se foder, chama de bicha, veado, baitola, otário, corno, filho da puta, filho duma égua, filho duma potranca, idiota, chama árbitro de ladrão, técnico de burro, de anta, asno.

Coisas bem piores, de gravidade igual. Ninguém acha ruim.

Sei que o “racismo” preto X braço, KKK e tudo mais é uma mancha “negra” (olha a discriminação), “denegriu” (olha ela aí de novo) a história da humanidade. E já deveria ter sido eliminada. Infelizmente não foi.

Mas a reclamação do Elicarlos é clara e tem como único objetivo causar furdunço, está escancarada a intenção.

Talvez estaria ele sendo “racista” com argentinos? Será o que Maxi não tem nenhuma queixa duma frase tipo “só podia ser argentino mesmo”? Ou "argentino de merda!"

Caberia um pedido de prisão igual. Ou não caberia? É pejorativo.

Não ofende?

Xingamento e futebol andam juntos, inflizmente. O mundo seria belo e lindo se todos se amassem.

Mas não é (quem sabe um dia chegamos lá e nem no futebol teremos mais que lamentar estes atos).

As pessoas discutem. Quantas vezes tu, lendo um texto meu pensou: “só podia ser este gremista de merda! É um bocaberta mesmo! Um burro velho!”.

Faça as contas.

“Xingar” de macaco dentro de campo é como xingar de qualquer outra coisa. É até difícil classificar como racismo.

Só sei que a folia está armada. A guerra se fez. E lá pelas tantas da madruga escutei que o Maxi sairia do busão pra prestar depoimento na delegacia do Mineirão.

Parênteses: a diretoria do Grêmio vacilou escondendo o Maxi dentro do ônibus. Aumentou o caos, deu pano pra manga, prolongou a confusão. Errou.


Voltando: pensei na hora (em que o Maxi sairia do ônibus): que venham todos os jogadores pra fora e acompanhem Maxi.

Foi mais. Vieram todos os atletas mais Paulo Autuori, Renê Weber e todos os dirigentes.

União.

Ali o time mostrou-se uma equipe. Mostro que quer vencer o Cruzeiro, a começar por esta pendenga aí.
Mostrou mais neste momento do que dentro de campo, quando Tcheco sucumbiu e Souza apareceu “só” para fazer o gol da esperança. Quando Alex Mineiro perdeu dois gols que até eu faria. Quando o Léo dormiu no primeiro gol. Ou quando a zaga toda dormiu no terceiro gol deles. Ou quando ninguém foi pra cima do Wágner, deixando ele chutar pra fazero segundo do seu time.

Não sei se é a onda gremista, se é a velha esperança, ou se é porque o 2 a 0 não é tão distante assim, mas acredito na classificação.


Se o jogo tivesse terminado 1 a 0 para o Cruzeiro, estaríamos comemorando e precisaríamos fazer os mesmos 2 a 0 em casa. Sei, agora, se o Cruzeiro marcar um gol, a peleia é outra ainda maior e mais impossível de ser vencida.

Mas o Grêmio pode. 2 a 0 dá!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Resta torcer

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Volta logo Jesus!
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Atualizado às 00h16.

Respirei fundo e lembrei o quanto era difícil fazer 2 a 0 no São Paulo em 2007.

Fizemos.

Lembrei de quanto era difícil fazer 2 a 0 no Defensor em 2007.

Fizemos.

Recordei o quanto era impossível fazer 1 a 0 no Náutico em 2005 com 7 jogadores em campo.

Fizemos.

Passou pela minha cabeça a improbabilidade de fazer 4 a 0 no Caxias em 2007.

Fizemos.

Grêmio na Libertadores

11 jogos

7 vitórias: Boyacá Chicó 0 x 1 Grêmio; Aurora 1 x 2 Grêmio; Grêmio 3 x 0 Aurora; Universidad de Chile 0 x 2 Grêmio; Grêmio 3 x 0 Boyacá Chicó; San Martín 1 x 3 Grêmio; Grêmio 2 x 0 San Martín

3 empates: Grêmio 0 x 0 Universidad de Chile; Caracas 1 x 1 Grêmio; Grêmio 0 x 0 Caracas

1 derrota: Cruzeiro 3 x 1 Grêmio

Gols (18 pró/6 contra): Souza (5), Maxi (4), Léo e Jonas (2), Tcheco, Fábio Santos, Rafael Marques, Réver e Herrera (1)

Assistências: Souza (4), Alex Mineiro, Tcheco, Herrera, Maxi e Jonas (1)

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Libertadores terá final histórica

O Nacional tem camisa e tradição

Faz tempo (se alguém com melhor memória que eu puder lembrar, agradeço) que a Libertadores não tem uma semifinal só com times campeões.

Melhor, só com clubes que já ganharam mais de uma vez a Copa Continental.

De um lado Grêmio e Cruzeiro, cada um duas vezes campeão. Do outro, Nacional e Estudiantes, cada um com três taças no armário.

Que final teremos!
Kléber é igual Maxi: peleador nato

O Grêmio terá o fator local a seu favor. Decide todas em casa

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Ontem me grudei na TV pra ver o segundo tempo de Estudiantes X Defensor. Jogo normal, tipo Grêmio X Caracas (...acabo de ver os melhores momentos. No primeiro tempo, além do gol do Estudiantes, o jogo foi melhor, com mais chances de gol).

Depois foi truncado, poucas chances, mas com o semifinalista sempre melhor, com mais posse de bola.

Na sequência passei superbonder na cola e não tive como desgrudar los ojos de la televisón para ver San Pablo X Cruzeiro.

O São Paulo estava bem até Eduardo Costa (acho que ele não tava a fim de enfrentar o Gêmio) ser expulso aos 44 minutos do primeiro tempo por segunda falta violenta.

O time paulista mostrava sua experiência, sua calma, e tentava trabalhar a bola. Mas o Cruzeiro marcava bem e levava perigo nos contra-golpes.

No segundo tempo, Muricy bem que tentou ajeitar as coisas colocando Hernanes para das consistência ao meio-campo, e Dagoberto para puxar os contra-ataques junto do Marlos (é bom esse guri).

Mas o Cruzeiro fez primeiro (que golaço do Henrique!). E aí, meu amigo, é que eles começaram a jogar. Com a vantagem no placar, o time de BH dobra de qualidade.

É disso que o Grêmio tem que cuidar. Tomar um gol do Cruzeiro é mortal. Tem que marcar MUITO, ainda mais que o primeiro jogo é no Mineirão. Se bobear, os caras metem o segundo e o terceiro.

Não fizeram mais no SP (que ainda teve André Dias expulso justamente no pênalti que resultou no gol do Kléber), porque tiraram o pé, respeitaram.

Uma coisa é certa: alguém será TRI, ou será o TETRA. Confrontos dignos da 50ª edição da Copa.


Que final teremos! Isso não sai da minha cabeça.
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Outros detalhes de Grêmio e Cruzeiro:
*Em Libertadores foram 4 confrontos. Duas vitórias pra cada lado na história. O Cruzeiro ganha no saldo.Fez 5, o Tricolor fez 4.

*Os dois times são bi da Libertadores. O Grêmio ganhou em 83 e 95. O Cruzeiro em 76 e 97.

*Os dois são os maiores vencedores de Copa do Brasil, com 4 títulos pra cada.

*O Grêmio está na 12a. Libertadores. O Cruzeiro na 11a.

O Estudiantes tem o maestro Veron