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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Votem Chapa 9 (Movimento 4-4-2 é Obrigação)


Contratações:
Gomes (Tottenham) - Goleiro
Juninho (Figueirense) - Lateral Esquerdo
Diego (Atlético de Madrid) - Meia
Dagoberto (São Paulo) - Atacante

Dispensas e/ou negociações:
Renan e Lauro - Goleiros
Bolívar - Zagueiro
Fabrício e Glaydson - Laterais
Wilson Mathias - Volante
Ricardo Goulart - Meia
Jô - Atacante

Inter 2012. Gonça Presidente.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Glaucoma, miopia e catarata


Porque um time escalado com dois atacantes (Damião e Gilberto) joga no 4-2-3-1? Oscar, D'Ale e Gilberto sem a bola ficavam EM LINHA marcando os volantes e zagueiros do Flamengo. E com a bola, D'Ale distribuía, enquanto Oscar e Gilberto abriam até os limites da linha lateral, isolando Damião. Com isso Alex Silva individualizava no Demonhão e Wellinton ficava na sobra. E mesmo quando o Inter adiantou a marcação, assim que roubava a redonda, os "meias-atacantes" abriam, nunca verticalizando, ou fazendo a diagonal para receber dentro d'área.

Porque um time com Negueba (atacante), Diego Maurício e Deivid (centroavantes) não escala nenhum dos três, isola um PONTEIRO como referência e coloca os dois meias "pensadores" de jogo pelos lados? E fica sem criação ou retenção de bola, perdendo durante os 90 minutos a meia-cancha? Se a aposta é essa coisa ridícula de "confundir a marcação" por não ter ninguém para marcar nos setores, seria caso para demissão sumária do treinador (sic).

Moral da história: Dorival poderia ter substituído um volante por um atacante, pois em nenhum momento o Flamengo teve um meia criador para Guina ou Tinga marcarem. E o Flamengo poderia substituir um meia por um centroavante, para reter a bola no meio.

Ou seja, os caras realmente atiram as camisas pra cima e quem tem um ou dois jogadores que conseguem PENSAR em campo, ganha o jogo.

Sulamericana 2012, aí vamos nós!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Sem frescuras

4-4-2 para ser campeão!


Lembram quando o futebol era assim? Não faz muito tempo, procure na memória. Uma época de poucas frescuras. Mas não veremos este time em campo. Uma pena.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Vai começar tudo de novo!

Ô coisa boa rapá! Libertadores NA VEIA, no ar, no sangue! E vamos ao grupo de jogadores (com prováveis titulares da estreia grifados) e ao possível "esquema tático" Rothiano do atual CAMPEÃO da bagaça:

Goleiros: Lauro, Renan e Muriel.
Zagueiros: Índio, Rodrigo, Sorondo e Bolívar.
Laterais: Kleber, Nei, Daniel e Juan.
Volantes: Guiñazu, Wilson Matias, Bolatti e Glaydson.
Meias: Tinga, D’Alessandro, Andrezinho, Zé Roberto, Oscar.
Atacantes: Leandro Damião, Alecsandro, Alex, Cavenaghi e Rafael Sobis.

Raça não vai faltar com esses malucos aí em cima! (imagem roubada do Blog Vermelho)

Então é isso! Emelec x Inter, quarta-feira, 22 horas. Clima de Copa infestando o cotidiano.

VAMO VAMO INTER!

Vamos com esse 4-5-1 disfarçado e mequetrefe... Mas como de costume nos últimos tempos, as esperanças estão depositadas na qualidade técnica individual das peças. Torceremos!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O Básico

O competente Eduardo Cecconi possui um blog chamado Tabuleiro, no globoesporte.com. Lá ele analisa e comenta os desenhos táticos de times do mundo inteiro.


No post do link acima (que conta com a imagem que copiei...), ele disseca os motivos pelos quais a Inter de Milão, agora sob comando do brasileiro Leonardo, voltou a apresentar o futebol dos tempos de José Mourinho - bem diferentes dos dias em que Rafa Benítez era o Coach dos interistas. O principal motivo, segundo Cecconi, foi a troca do 4-5-1 com 3 meias e apenas um atacante para o 4-4-2 com meio campo em losango (ou diamante). Neste esquema, muito utilizado por Mourinho, três volantes dão sustenção tática à equipe no meio, e liberam o meia de criação - o ponta-de-lança, o 'enganche' - para municiar DOIS atacantes (que jogam em linha ou com um enfiado e outro pelas pontas), no lugar de um avante isolado.

Agora vamos imaginar o Inter nesse esquema, contando que Celso Roth esteja maravilhado com as transmissões do Calccio na RedeTv, todos domingos ao meio-dia, e cogitando imitar o compatriota Leonardo:

Sem ficar muito atento aos nomes da escalação (há necessidade de outro primeiro volante e um jaqueta 9 mais experiente para encarar a Líber11), tentei desenhar o Inter com esse losango no meio, formação utilizada por Tite no primeiro semestre de 2009. O problema do time naquele ano foi a falta de variação tática: o Inter só sabia jogar desse jeito e era facilmente marcado. Agora teríamos o 4-4-2 como na imagem acima, o 4-5-1 usado por Roth em 2010 e um 4-3-3 "disfarçado", empurrando D'Ale (ou Zé Roberto) para jogar junto dos avantes.

Vai lá Roth, nos surpreenda!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

E eu / o que faço com esse 4-5-1?

Na busca desesperada de entender como o Inter se esparrama nas canchas do planeta, a Grenalzito Incorporated finalmente descobriu uma ferramenta GRÁTIS de desenhar times de botão no computador. O bagulho é tão barbada que até um jornalista conseguiria operar, portanto lá vai a primeira saga de esquemas táticos do nosso blogzito! Clique nos estrelões para ampliá-los.

O Modelo: Arsenal de Wenger, início da temporada 2010/2011

Sim Roth, admita. Tu também acorda sábado de manhã pra ver o Arsenal massacrando os BLACKBURNS da vida com seus 10 mil minutos de posse de bola. Wenger ainda joga nesses termos em 2011, mas com outras peças, como Wilshere no lugar de Arshavin e Chamack no lugar de Theo Walcott, liberando Van Persie de enganar como camisa 9.

O lance aqui é o seguinte: Não há centroavante, porém quatro jogadores formam o "ataque". Fergusson "criou" na Inglaterra uma espécie de 4-1-4-1, com Rooney sendo o 1 final. Wenger monta seu Arsenal ainda mais flutuante na frente, pelo fato de Van Persie ser meia de origem. Então Fabregas arma o jogo por trás dos "meias-atacantes", Song é o cabeça de área e Arshavin flutua entre a armação e o ataque, pendendo para o lado esquerdo (o lateral bom no apoio deles é o direito). Um 4-1-2-3.

O que o Inter tentou imitar? Posse de bola à exaustão, não ter referência no ataque, armação por trás dos meias.

A imitação (barata): Inter de Roth, segundo semestre de 2010

Quando Celso falava nas coletivas que estava aperfeiçoando o famigerado 4-5-1 (que muitos chamam de 4-2-3-1, como a seleção brasileira jogou na última Copa), estava dando um migué gigante.

Ele imaginava o Inter nos moldes londrinos dos Gunners: Alecsandro faria o que ele mais gosta (e não sabe fazer): teria liberade para flutuar no ataque, auxiliado por Sóbis aberto na esquerda e D'Ale aberto na direita. Ou seja, três "não-atacantes" em termos de posicionamento, mas com liberdade para criar as jogadas de ataque. Tinga viria por trás, mais centralizado, surgindo como elemento supresa dentro d'área, e Matias e Guina fariam uma linha de volantes, com GUINA MAIS PRESO para cobrir as subidas do Kleber.

Necessário dizer que, já na teoria, isso NUNCA funcionaria? Jogadores tentando cumprir funções que não eram as suas, poder de fogo nulo no ataque, buracos no meio, lado direito ofensivo falecido... 2 a 0 Mazembe!

O Ideal de Roth: Assim que ele pretende armar o time na Libertadores...

Com as saídas quase certas de Giuliano e Alecsandro, este seria o desenho tático de como o Inter pode começar o torneio continental das Américas.

Analisando a imagem, o ÓBVIO seria armar um quadrado no meio, com os volantes em "linha" e Matias (ou qualquer outro primeiro volante do planeta Terra) mais preso que Guina. Tinga e D'ale armando, Sóbis e Damião como uma dupla de ataque, e não isolados e separados por vários metros de grama.

Mas aí gurizada, isso seria um TEMÍVEL 4-4-2 clássico. E propor isso para um treinador MODERNO é quase uma afronta. Ao que tudo indica vamos jogar nesse 4-2-3-1 paraguaio. E sem o Giuliano para nos salvar...

Ps.: Estou tentando pensar num esquema bala pro time em 2011. Mas com as peças disponíveis, tá brabo o negócio! Se alguém tiver alguma ideia, caixa de comentários à disposição.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

TITE?

Para os INFIÉIS e incautos que aventaram a possibilidade do Inter ficar de fora da fase mata-mata da Libertadores '10, a vitória de ontem foi uma resposta digna. 3 a 0 inapelável, com bem menos sustos defensivos do que de costume nestes primeiros 4 meses de temporada.

A melhora no desempenho do time, ao meu ver, passa por dois aspectos: a formatação tática e a gana.

Quando um time comemora os gols se estapeando e se xingando, num bolinho de jogadores, e LONGE da torcida, isso significa que os magnatas 'tão raivosos. Com quem vaia, com a imprensa, com a direção, com os copos de cristal que cortam pulsos, com os astros desalinhados no cosmos, enfim. E quando TODO o plantel sente essa gana de ganhar, nem que seja para "mostrar pra esses ae que nós sêmo bons jogadô", o caminho para as vitórias fica mais aberto. Com golpes de machadinha sem corte, mas mesmo assim mais aberto.

Sobre a questão tática, algo surpreendente ocorreu ontem. O 4-4-2 com meio-campo quase em DIAMANTE ("lôsánGULÔ" pros menos afrescalhados) do nosso saudoso professor Adenor Bacchi recebeu um revival. Sandro na cabeça-de-área, e sem a bola virava quase um terceiro zagueiro (como Edinho fazia por diversas vezes). Guina pela esquerda, com D'Ale e André alternando-se entre terceiro homem de meio, pela direita, e armador um pouco mais centralizado. Walter aberto pelas VEIRADAS e Alecsandro no ilusionismo constante (sempre escondido).

André ensaia um Ruque Raque MAIS desajeitado. Rentería Feellings...


Agora é tudo GRENAL. E depois Banfield pelas oitavas, encardidíssimo time argentino. Quatro jogos emocionantes em duas semanas... Agora o time que Fossati "montou" nesse primeiro semestre vai mostrar se tem um oitão ou uma pistolinha d'água no coldre.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Gargamel W M?


Ontem a atenção ao jogo do Inter seria dividida com a peleia do litoral paulista. Enquanto o PENTACOLOR (quase um arco-íris, ui) "Veranópis" - assim dizia RÉGIS NESTRÓVSKI, o comentarista abominável - recebia o Inter alternativo, na Vila Belmiro o campeão da Copa do Brasil 2010 Santos media forças com o NAUZEABUNDO Palmeiras.

A intenção era dividir as atenções entre as contendas, mas RORRE FOSSÁTI, El Gargamel Fumador, voltou 60 anos no tempo-espaço e conseguiu transformar um jogo que tinha tudo para ser mais um, numa baderna sensacional.

Sabem o que é esquema tático "W M"? É o pai do 3-4-3 holandês! Fossati QUASE ensinou pra nossa juventude como funcionava essa belezinha. Lá no século XX (até meados da década de 50) o W M era quase um "5 atrás, 5 na frente". Vendo a escalação no empate de ontem, dava pra montar o time na parte ofensiva com D'Ale e Andrezinho nas meias, Thiago Humberto na direita, Taison na esquerda e Damião no meio. O jogo podia ser 5 a 0 pro Inter, como podia ser 3 a 3, 4 a 4... Fossati poderia ter "revolucionado" o futebol MUNDIAL do RS, mas aí mandou Mathias atuar na frente da zaga, Andrezinho de segundo volante, Thiago Humberto mais aberto pelo meio-campo, etc. Aquelas coisas do futebol moderno. E depois na coletiva nosso dono da casamata afirmou que só escalou o time daquele jeito por força das circunstâncias, sempre elas.

O que no papel era um W M virou um "pega a bola e toca no D'Ale". Uma pena.

Aliás, como é bom ver D'Alessandro jogando futebol. Pura técnica. Deixem os outros com objetividade, aplicação tática e preparação física. Para D'Alessandro reservem apenas a BOLA, que o resto ele faz.

Sobre a Libertadores: Quinta tem Cerro e Inter, em Rivera. A partir das 19 horas tem blogagem ao vivo aqui no bolicho. Segundo a imprensa, Giuliano sairá para entrada de D'Ale.

Ou seja: já que o negócio é sacar do time quem faz gol na competição continental (Nei guardou um golaço e não jogou em Quito), só falta tirar o POSTE9! Estamos no aguardo Gargamel!

"Vou voando pro banco, professor"

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Palpites da Dupla (errando desde Janeiro de 2009)

Marinho, o enigma dos treinos. Porque não ele como ala? Pelo menos deve saber CENTRAR uma bola n'área!


No domingo o Inter enfrenta o combalido Fluminense no Rio de Janeiro.
No mesmo dia o Grêmio recebe o instável Coritiba na capital gaudéria.
Vamos aos palpites furados do Grenalzito:

No primeiro turno o Inter sapecou 4 a 2 no Fluminense, no Gigante, naquela sequência de jogos tomando dois gols em casa (Barueri, São Paulo e Fluminense). Desde lá, e um pouco antes na verdade, a defesa Colorada nunca mais se acertou. Mário, o Sérgio, pretende escalar um time no mínimo ESTRANHO, pra ficar num adjetivo camarada.

Lauro; Índio, Sorondo e Fabiano Eller; Danny Morais, Sandro, Guiñazu, Andrezinho, D'Alessandro e Kleber; Alecsandro.

4 zagueiros, 2 volantes, 2 meias, 1 lateral e 1 atacante. Danny pela direita, Andrezinho como meia / ala pela direita, Kléber como meia / ala pela esquerda... Tá dando preguiça só de tentar entender esse esquema de jogo!

Como o Fluminense é lanterna e vê as rodadas sumirem e o ano chegando ao fim, é bem possível que essa "armadilha" do Inter funcione nos contra-golpes. Mas empilhar zagueiros e volantes e esvaziar o setor de criação no meio de campo é sempre temerário.

Palpite: 1 a 2 Inter, dando mais (falsa) esperança pra nação vermelha.

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Pela banda azul do RS Autuori enfrenta seu pior momento na casamata gremista. Críticas, vaias, desconfiança. Conforme os resultados não aparecem, volta a velha CELEUMA de que falta "pegada" ao estilo de jogo do professor Paulo.

No fundo se os resultados estivessem aparecendo, mesmo que fossem por 1 a 0 jogando pior que o Uruguai contra os comandados d'El D10S, ninguém falaria nada. Cosas del fútbol, compañero (quando se escreve sobre o Grêmio tem que colocar umas palavras em castillo, tá ligado? Eles curtem, sei lá...). No primeiro turno Marcelinho, El Paraíba, fez um golaço no final do primeiro tempo. Acho que o jogo foi 2 a 1 Coritiba, com gol do Ariel pros alviverdes e do Jonas pro Grêmio. Sei que o Coxa ganhou.

Pois Bueno, lá vai o time que vai à CANCHA nesta domingueira:

Victor; Mário Fernandes, Léo, Réver e Lúcio; Túlio, Rochemback, Tcheco e Souza; Perea e Maxi López.

Falso 3-5-2, já que tem um zagueiro pelo lado do campo (Forrest Mário Gump Fernandes) e um volante que também cai por ali (Túlio, longe de ser Maravilha). Não compreendo sacrificar um promissor zagueiro na lateral direita. Quantas assistências ele tem no ano jogando por ali? É inacreditável a dupla Gre-Nal não ter laterais direitos MINIMAMENTE capacitados...
Do meio pra frente é o 2-2 clássico, se Tcheco conseguir atuar como meia, e não como reclamador oficial de arbitragem. E se essa dupla de ataque foi TREINADA durante a semana, pode dar um caldo.

Palpite: 2 a 2, até porque Marcelinho Paraíba vai querer mostrar pra direção gremista que VELHO é a última coisa que ele é.

Um mar azul de volantes e zagueiros. Coitado do Autuori...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Clássico

Inter:
Lauro, Danilo Silva, Fabiano Eller, Sorondo e Kléber; Sandro (Andrezinho), Guiñazú, Magrão e D'alessandro; Taison e Alecsandro.

Técnico: Adenor Tite Bachi.

Cruzeiro:
Fábio, Jonathan; Leonardo Silva, Gil e Diego Renan; Fabrício, Marquinhos Paraná, Henrique e Gilberto; Thiago Ribeiro (Guerrón) e Wellington Paulista.

Técnico: Adilson Batista.

Talvez um dos maiores clássicos do futebol nacional. Quem viu o jogo pela “pré” Libertadores de 1976, 5 a 4 Cruzeiro no Mineirão, afirma ter visto um dos maiores embates futebolísticos de todos os tempos.

O Gol Iluminado na final de 75


No primeiro turno deste Brasileirão, 1 a 1 no Mineirão. Golaço de cabeça do Magrão Maloka, expulsão dupla de Kléber Gladiator e Lauro. O gol de empate foi do carrasco gremista Wellington Paulista. Vi esse jogo no Bar da Heineken, em Balneário Camboriú, com meu amigo Raphael, o sumido - por motivos óbvios - Raphinha do Flu. Naquele dia o Fluminense ganhou seu jogo (acho que contra o Botafogo). Só pra dar a noção de quanto tempo faz...

Pro jogo de domingo no Gigante, Tite volta com o 4-4-2 com meio de campo em “losângulo”. Com a liberação de Sandro da Seleção que vai ao Mundial Sub-20 no Egito (Giuliano jogará no Saara), provavelmente D'ale ficará encarregado da armação pelo meio, auxiliado por Magrão e Guina pelos lados. O guri que jogou muito bem contra o Chile nas Eliminatórias faz o primeiro volante, ou o tal do box-to-box como gostam de falar na terra do Charles Miller.

Um duelo tático interessante neste grande jogo (domingo, 16 horas, TODOS AO GIGANTE!) pode ser o ESPELHAMENTO DE SISTEMAS. Notem que o meio de campo da Raposa, se confirmado com esta escalação, atua de maneira quase idêntica ao setor Colorado: Fabrício na primeira posição, Marquinhos Paraná pela esquerda, Henrique pela direita e o canhoto (e ex lateral) Gilberto armando as jogadas.
Mas Adilson pode surpreender com a entrada de Guerrón e um falso 4-5-1. Assim como Tite deixa no ar a possibilidade de escalar Andrezinho. Ou na vaga de Magrão, ou no lugar de Sandro (com Maloka cumprindo a primeira função).

De qualquer maneira será um jogo imperdível.

Palpite? 2 a 1 Inter. Com o gol da vitória marcado pelo Taison.

Histórico do Confronto em Brasileiros (retirado do Guia do Brasileirão da Placar)

45 Jogos
16 Vitórias Coloradas
13 Empates
16 Vitórias Celestes

No Beira-Rio

23 Jogos
14 Vitórias Coloradas
7 Empates
2 Vitórias Celestes


Desafio Grenalzito: Quem é o Cruzeirense?

Ps.: Vitória e Avaí jogam com a camiseta rubra por baixo de seus mantos neste final de semana.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Se Liga no Esquema

Mesmo trajando VERDE, Capitão Planeta conseguiu manter ligação estreita com o VERMELHO

O título parece nome de banda de pagode, daquelas nojentamente nojentas. Porém faz alusão à tecla mais martelada pelo escriba vermelho deste blogue: o esquema tático Colorado.

Desde Janeiro só sei dizer que além de um esquema “papai e mamãe”, precisamos de variações! O tradicional é o 4-4-2 com a formatação diamante da meia cancha. A variação era... Sei lá, era mais ou menos como uma posição que tu e a tua digníssima companheira sempre tentam, mas nunca encaixa direito. Vira daqui, estica dali, flexiona acolá, e o máximo que o casal consegue são cãibras e uma meia foda (empate).

Tite já havia testado o 3-5-2 neste ano, mas em casos de desesperança extrema e falta de opções. Ontem foi a mesma coisa. 927 desfalques. Um Goiás com a melhor campanha fora de casa dentre os times da Série A. Léo Lima, FERNANDEUS, PEDRITO IARLEY e Felipe no ataque Esmeraldino. Os zoío da gateada tavam mais pretos que roupa de velório.

E como por milagre, Tite escala Índio na direita, Bolívar na sobra e Eller na canhota. No meio Magrão, Cholo e Giuliano (em tarde de Diego da Vecchia Señora), com Danilo “Peter Crouch” Silva e Kléber nas alas. O ataque completamente reserva: a aposta da base Marquinhos e a aposta da Europa Edu. Dupla que é um perfeito retrato do futebol no Brasil: gurizada medonha querendo sair do país e senhores de 30 anos querendo colher os últimos aplausos na terra do arroz com feijão.

GRRRRRRRRRRROOOOLLLLL

Guiñazú fez de tudo e MAIS UM POUCO, já que guardou o dele. Há algo que o homem mais destemido do futebol mundial não consiga fazer? Kléber jogou como ele DEVE jogar sempre: lançando, fazendo a diagonal lado-meio e abrindo espaços para as descidas de Edu, Guina e no segundo tempo ELLER, como um lateral de origem! Marquinhos é um atacante raro, mas ainda é promessa. Giuliano foi o melhor em campo, e com certeza está torrando a minha língua, já que não achava que o piá pudesse ser o municiador do time. O lado esquerdo titular do Inter até o final do campeonato pode ser: Eller, Kléber, Guina e Taison (ou Edu, que jogou melhor quando caiu pelo lado do campo). Flanco de respeito!

Mas o que fica mesmo deste jogo é: o 3-5-2 OFENSIVO é o melhor esquema de jogo para o elenco que Tite tem nas mãos. Se não quiser mudar agora (e nem deve mesmo), que treine para ALTERNAR o esquema DURANTE os jogos. Dismanjamento, saca?

Fernandão foi expulso injustamente, isto é fato. O jogo já estava 1 a 0, e tanto o Capitão Planeta quanto Iarley receberam os aplausos e as cantorias da torcida antes da bola rolar (inclusive a homenagem a Fernandão foi feita um pouco depois da bola já estar rolando, o que deu um toque a mais de dramaticidade ao delicado momento de enfrentar o ídolo). Só que durante os minutos que esteve no campo, quando pegava na bola o Capitão era vaiado! Não ele, mas o camisa 9 do Goiás, se é que dá pra entender isto... Acho que de uma certa forma esse fato enervou o Capitão, que com certeza queria mostrar MUITO serviço. Não conseguiu, para alegria de todos. Inclusive dele, garanto.

Estatísticas Coloradas no Brasileiro:

21 jogos (40 gols pró / 27 Contra)

11 Vitórias (Corinthians 0 x 1 Inter; Inter 2 x 0 Palmeiras; Goiás 0 x 1 Inter; Inter 2 x 1 Avaí; Inter 3 x 0 Coritiba; Náutico 0 x 2 Inter; Inter 4 x 2 Fluminense; Inter 3 x 2 Barueri; Inter 3 x 0 Sport; Santo André 0 x 2 Inter; Inter 4 x 0 Goiás);

4 Empates (Cruzeiro 1 x 1 Inter; Inter 0 x 0 Vitória, Inter 2 x 2 São Paulo; Santos 3 x 3 Inter);

6 Derrotas (Flamengo 4 x 0 Inter; Atlético-PR 3 x 2 Inter; Grêmio 2 x 1 Inter; Botafogo 3 x 2 Inter; Inter 1 x 2 Corinthians; Palmeiras 2 x 1 Inter).

Gols:

Alecsandro – 10
Nilmar – 5
Taison – 4
Bolaños – 3
Andrezinho – 3
Giuliano – 3
Sorondo – 2
D’alessandro – 2
Danny Morais – 1
Talles Cunha – 1
Magrão – 1
Leandrão – 1
Sandro – 1
Marquinhos – 1
Guiñazú – 1
Kléber – 1

Assistências:

Andrezinho – 6
Kléber – 5
Giuliano – 5
Taison – 2
Alecsandro – 2
D’alessandro – 1
Marcelo Cordeiro – 1
Magrão – 1
Guiñazú – 1
Marquinhos – 1
Edu – 1
Danilo Silva – 1

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Esquemão


Já que Felipe botou las manguitas de fora e propôs seu esquema tático, vou eu e resgato um textículo publicado em blog antigo, mas ainda vivo (pelejador.blogspot.com), para mostrar como yo escalaria mis equipos – continuo sob influenza, perdón.

Texto escrito em 30 de março de 2008 – reparem que a inteligentíssima e necessária reforma ortográfica ainda não existia – ó, que pena.

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“Descobri” o esquema tático da atualidade e por isso preciso escrever urgente sobre.

É que já tem técnico usando meu esquema. Vê se pode. Depois vão dizer que a idéia foi deles.

Outro dia comentei com alguns amigos e eles disseram que não daria certo, mas vou tentar explicar mais uma vez.

É o 4-3-3. Só que não o 4-3-3 de antigamente, aquele da Holanda, puro ofensivismo. É um 4-3-3 mais gaudério, pegador e matador.

Antes de esmiuçá-lo, vamos aos fatos.

Hoje, neste futebol dito moderno, todo jogador da meia-cancha marca e sai pro jogo. Então, ninguém mais é apenas volantão, só marcador. Apesar de que, neste esquema, um homem fará basicamente só isso, só que terá muita qualidade com a bola sob domínio.

Estes meias (Lucas, Ânderson, Josué, Hernanes, Guiñazu, Diego Souza, Ibson, Túlio, Gerrard, Gattuso, Pirlo – só pra citar os mais famosos) marcam e jogam muito bem. Todos roubam bolas e vão ao ataque com naturalidade.

Então, o esquema:

Jogam dois zagueiros e dois laterais (Laterais, laterais mesmo. Não me venha com Ilsinho, Cicinho, Dani Alves, que isso é o faceirinho do Ala). Estes são os quatro primeiros. Depois vêm os três meias. Meias tipo os que citei acima. Aí, tu escolhes o que melhor marca destes, pode ser o Gattuso, dá a camisa 5 pra ele e diz: Tu vais subir menos que os outros dois.

Pro da direita tu entregas a 8 e pro da esquerda a 7. Eles vão proteger e armar o 10, o 11 e o 9, que farão a linha de frente. Dois bem abertos, e o 9 mais enfiado. Quando os laterais subirem, o 5 volta um pouco e o time joga no 3-5-2. Quando o negócio já estiver ganho, um dos outros meias, o 7 ou o 8, podem ficar mais, e o 10 pode voltar pra compor, formando o 4-4-2.

Pela proteção com sete homens, pelo ofensivismo com a bola nos pés, pela característica dos jogadores e pela versatilidade, este esquema, de fato, é o melhor da atualidade. Falta só os técnicos se atinarem. Alguns estão no caminho, mesmo que não saibam.
Preste atenção. Eles vão dizer que é 3-5-2 ou 4-4-2, mas no fundo, ainda não se ligaram do 4-3-3 atual.

Agora escalo “minha” Seleção Brasileira como exemplo:

Júlio César (Inter de Milan) no golo. Lúcio (Bayern), Juan (Roma), Maycon (Inter de Milan) e André Santos (Curíntia) ou Kléber (Inter de POA) (apesar de achar que não existe lateral-esquerdo mais); Ânderson (ManU), Lucas (Liverpool), Ramires (Benfica); Kaka (Real Madrid), Luís Fabigol (Sevilla), Nilmar (ainda no Inter de POA)

*Não preciso explicar como jogar, já expliquei lãincima.

Inter no 4-3-3 mau.

Lauro; Bolívar (ainda improvisado – não tem outro), Índio, Sorondo e Kléber; Sandro, Magrão e Guiñazú; D’alessandro, Alecsandro (até porque o Nilmar já ta vendido – não me contive, perdón) e Taison.

Grêmio no 4-3-3 mau.

Victor; Joilson, Léo, Réver e Fábio Santos; Túlio, Adílson e Tcheco; Souza, Maxi e Herrera – na real é o mesmo time, só que montado diferente.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Cuca e a extinção dos laterais

Nilton Santos, Carlos Alberto Torres, Júnior, Leandro, Branco, Cafu, Roberto Carlos... Esqueça. Nunca mais teremos laterais desse nível, jogadores que tanto defendiam quanto atacavam com eficiência.

Existe um esquema tático que pode corrigir este equívoco do futebol moderno: a utilização de jogadores com características defensivas para auxiliar o ataque. Se for para ajudar o ataque pelos lados do campo, que sejam MEIAS, ou ATACANTES mesmo. Porque deslocar laterais ou volantes para tabelar pelo lado da cancha, e fazer um esforço hercúleo pra levantar a bola pro centroavante? E o pior, deixar ESPAÇOS tanto no meio campo quanto no lado da zaga?

Aqui vou utilizar o exemplo de um treinador que é debochado por muitos, e por muitos motivos reais. Chorão, medroso, derrotado, pé frio... Mas com uma das idéias de futebol mais diferentes utilizadas no Brasil. Daria pra usar de exemplo alguns times do Barcelona e da Seleção da Holanda que já atuaram nesse sistema, embora o 4-3-3 seja utilizado com mais freqüência pelos “faceirinhos” da Europa. Mas fiquemos aqui na nossa República de Sarney.

"Ninguém entende..."


Cuca jogou com o Botafogo, com o Goiás e alguns meses no São Paulo com algo muito parecido com o 3-4-3 clássico. Claro que para ser aceito, na maioria das vezes ele disfarça como se fosse um 3-5-2, mas especialmente no Botafogo de 2007, se a memória ajudar, ele realmente fez o time jogar desta maneira.

Antes que alguém fale sobre o atual trabalho do Cuca no Flamengo, pensem em como atuam Juan e Léo Moura. Eles não são laterais que viraram alas. Eles são ALAS que jogam de MEIAS ou como verdadeiros PONTAS. É disso que precisamos: abandonar a velha idéia de laterais que defendem e “atacam” (ou atacavam, sem as aspas desta vez), por jogadores que realmente saibam fazer triangulações, tabelas e cruzamentos pelos lados do campo. Como montar um bom 3-4-3?

- Um zagueiro técnico como líbero, um “quebrador” de bolas e bom pelo alto e outro que consiga iniciar jogadas pelos lados do campo;

- No meio de campo há várias maneiras de armar o time. Uma delas inclusive é a formação em losango, ou em diamante, utilizada pelo nosso camarada Adenor. Também dá para jogar com dois volantes, um ala de origem e um meia-armador (ou meia-atacante), três volantes e um armador... Infinitas possibilidades, dependendo das características dos jogadores;

- Ataque formado por um centroavante “9”, e dois jogadores abertos pelos flancos. Aqui se pode jogar com dois atacantes velozes e com a perna preferencial “invertida” (exemplo de Messi e Henry, que jogam cortando para a parte interna da área e pegando o marcador pelo lado “cego”). Ou ainda com um atacante de origem por um lado e um meia veloz pelo outro, um centralizando as ações ofensivas e do outro lado a bola rola até a linha de fundo para ser “truviscada no fedor”.

Vou colocar minha teoria caótica na prancheta, usando três exemplos que todos conhecem e utilizando os jogadores disponíveis nos “elencos” dos respectivos times. Quem quiser discordar, aplaudir ou rir da minha cara, comentários à vontade!

Seleção Brasileira 3-4-3:

Júlio César (Inter); Lúcio (Bayern), Juan (Roma) e Alex (Chelsea); Felipe Melo (Fiorentina), Elano (Manchester City), Diego (Werder Bremen) e Kaká (Real Madrid); Robinho (Manchester City), Nilmar (Inter) e Luís Fabiano (Sevilla).

Lúcio pela direita, Juan pelo miolo de zaga e Alex pela canhota. No meio Felipe Melo e Elano encarregados da marcação, ajudados pela marcação pressionada na saída de bola dos laterais adversários, feitas por Nilmar pela direita e Robinho pela esquerda. Diego tabelando com Robinho pela canhota e Kaká e Nilmar pela direita, com Luís Fabiano pelo comando de ataque.

Grêmio no 3-4-3:

Victor; Léo, Réver e Rafael Marques; Adílson, Túlio, Tcheco e Souza; Douglas Costa, Jonas e Máxi Lopez.

Zaga em linha, com mais liberdade para Réver pelo meio. Linha de três volantes pelo meio, com Tcheco e Túlio encostando em Souza pelos lados, para auxiliar na armação das jogadas. Douglas Costa criando jogadas da ponta esquerda para o meio, Máxi enfiado e Jonas bem aberto na direita.

Inter no 3-4-3:

Lauro; Bolívar, Índio e Sorondo; Magrão, Guiñazú, Kleber e D’alessandro; Taison, Alecsandro e Nilmar.

Índio na sobra, Bolívar pela direita e Sorondo pelo lado esquerdo da zaga. Magrão e Guina como volantes, um de cada lado. Kléber armando o time pela esquerda como um meia e D’ale armando pelo centro e tabelando com o atacante do lado direito. Taison na canhota do ataque e fazendo marcação pressionada, Alecsandro como pivô e Nilmar pelo lado direito do ataque.

Pelas características dos jogadores, o time mais difícil de ser montado neste esquema foi o Inter (principalmente pele número muito grande de canhotos numa mesma região do campo). Mas mesmo assim fica um time muito agressivo e que, pressionando os zagueiros do time adversário, poderia fazer muitos gols por jogo.

"Sacaram qual é o lance, seus canalhas?"