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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Se Liga no Esquema

Mesmo trajando VERDE, Capitão Planeta conseguiu manter ligação estreita com o VERMELHO

O título parece nome de banda de pagode, daquelas nojentamente nojentas. Porém faz alusão à tecla mais martelada pelo escriba vermelho deste blogue: o esquema tático Colorado.

Desde Janeiro só sei dizer que além de um esquema “papai e mamãe”, precisamos de variações! O tradicional é o 4-4-2 com a formatação diamante da meia cancha. A variação era... Sei lá, era mais ou menos como uma posição que tu e a tua digníssima companheira sempre tentam, mas nunca encaixa direito. Vira daqui, estica dali, flexiona acolá, e o máximo que o casal consegue são cãibras e uma meia foda (empate).

Tite já havia testado o 3-5-2 neste ano, mas em casos de desesperança extrema e falta de opções. Ontem foi a mesma coisa. 927 desfalques. Um Goiás com a melhor campanha fora de casa dentre os times da Série A. Léo Lima, FERNANDEUS, PEDRITO IARLEY e Felipe no ataque Esmeraldino. Os zoío da gateada tavam mais pretos que roupa de velório.

E como por milagre, Tite escala Índio na direita, Bolívar na sobra e Eller na canhota. No meio Magrão, Cholo e Giuliano (em tarde de Diego da Vecchia Señora), com Danilo “Peter Crouch” Silva e Kléber nas alas. O ataque completamente reserva: a aposta da base Marquinhos e a aposta da Europa Edu. Dupla que é um perfeito retrato do futebol no Brasil: gurizada medonha querendo sair do país e senhores de 30 anos querendo colher os últimos aplausos na terra do arroz com feijão.

GRRRRRRRRRRROOOOLLLLL

Guiñazú fez de tudo e MAIS UM POUCO, já que guardou o dele. Há algo que o homem mais destemido do futebol mundial não consiga fazer? Kléber jogou como ele DEVE jogar sempre: lançando, fazendo a diagonal lado-meio e abrindo espaços para as descidas de Edu, Guina e no segundo tempo ELLER, como um lateral de origem! Marquinhos é um atacante raro, mas ainda é promessa. Giuliano foi o melhor em campo, e com certeza está torrando a minha língua, já que não achava que o piá pudesse ser o municiador do time. O lado esquerdo titular do Inter até o final do campeonato pode ser: Eller, Kléber, Guina e Taison (ou Edu, que jogou melhor quando caiu pelo lado do campo). Flanco de respeito!

Mas o que fica mesmo deste jogo é: o 3-5-2 OFENSIVO é o melhor esquema de jogo para o elenco que Tite tem nas mãos. Se não quiser mudar agora (e nem deve mesmo), que treine para ALTERNAR o esquema DURANTE os jogos. Dismanjamento, saca?

Fernandão foi expulso injustamente, isto é fato. O jogo já estava 1 a 0, e tanto o Capitão Planeta quanto Iarley receberam os aplausos e as cantorias da torcida antes da bola rolar (inclusive a homenagem a Fernandão foi feita um pouco depois da bola já estar rolando, o que deu um toque a mais de dramaticidade ao delicado momento de enfrentar o ídolo). Só que durante os minutos que esteve no campo, quando pegava na bola o Capitão era vaiado! Não ele, mas o camisa 9 do Goiás, se é que dá pra entender isto... Acho que de uma certa forma esse fato enervou o Capitão, que com certeza queria mostrar MUITO serviço. Não conseguiu, para alegria de todos. Inclusive dele, garanto.

Estatísticas Coloradas no Brasileiro:

21 jogos (40 gols pró / 27 Contra)

11 Vitórias (Corinthians 0 x 1 Inter; Inter 2 x 0 Palmeiras; Goiás 0 x 1 Inter; Inter 2 x 1 Avaí; Inter 3 x 0 Coritiba; Náutico 0 x 2 Inter; Inter 4 x 2 Fluminense; Inter 3 x 2 Barueri; Inter 3 x 0 Sport; Santo André 0 x 2 Inter; Inter 4 x 0 Goiás);

4 Empates (Cruzeiro 1 x 1 Inter; Inter 0 x 0 Vitória, Inter 2 x 2 São Paulo; Santos 3 x 3 Inter);

6 Derrotas (Flamengo 4 x 0 Inter; Atlético-PR 3 x 2 Inter; Grêmio 2 x 1 Inter; Botafogo 3 x 2 Inter; Inter 1 x 2 Corinthians; Palmeiras 2 x 1 Inter).

Gols:

Alecsandro – 10
Nilmar – 5
Taison – 4
Bolaños – 3
Andrezinho – 3
Giuliano – 3
Sorondo – 2
D’alessandro – 2
Danny Morais – 1
Talles Cunha – 1
Magrão – 1
Leandrão – 1
Sandro – 1
Marquinhos – 1
Guiñazú – 1
Kléber – 1

Assistências:

Andrezinho – 6
Kléber – 5
Giuliano – 5
Taison – 2
Alecsandro – 2
D’alessandro – 1
Marcelo Cordeiro – 1
Magrão – 1
Guiñazú – 1
Marquinhos – 1
Edu – 1
Danilo Silva – 1

terça-feira, 4 de agosto de 2009

(Preservar a...) ...Imagem é tudo

Jamais esqueceremos!

Fernandão voltou... para seu clube de origem, o Goiás Esporte Clube.

O sentimento que fica para a torcida colorada é de que enquanto os outros ponteiros do Brasileirão se reforçam (ou ao menos lutam para manter suas principais armas), o Inter não pensa grande. Parece contentar-se em LUTAR pelo título, e não em GANHÁ-LO. E comemorar vaga somente não faz o estilo da torcida Colorada.

Em um mês Nilmar foi negociado, D'alessandro afastado e Fernandão não acertou seu retorno. Ou seja, as pretenções do clube no campeonato não valem alguns riscos? Pelas atitudes da direção, o que fica evidente é que o título nacional não vale um "desvio de planejamento", mesmo que esse já não surta efeito algum.

Se daria certo esta segunda passagem de Fernandão, se arranharia sua imagem de ídolo junto à torcida... Nunca saberemos. Mas fica no ar o sentimento de que das três partes envolvidas nesta minissérie (direção, atleta e torcida), a única que realmente QUERIA o retorno era a nação vermelha. Queria pela esperança de uma novidade capaz de mudar os rumos do time. Queria por ter em Fernandão um dos 3 jogadores mais importantes da HISTÓRIA centenária do clube.

Diretoria e Fernandão passam (e passaram durante esses dias) uma sensação de que não gostariam de estragar uma história irretocável, com uma tentativa que poderia ser frustrada, até pela espectativa gerada. Temos de respeitar, são profissionais do esporte ao qual devotamos paixão. Mas nada me tira esta sensação de falta de atitude, de apatia, de letargia na qual o clube encontra-se nessas últimas semanas.

Com Fernandão e uma boa estrutura de time e clube, muitos ousam dizer que o Goiás candidata-se a ficar entre os 4 primeiros colocados lá em dezembro, no final do campeonato. Os mesmos que premeditam o encolhimento das forças coloradas com a saída de Nilmar. Pode ser que sim, pode ser que não. Mas que ATITUDES como contratações ou vendas denotam as PRETENÇÕES de um clube numa competição, é inegável.

Boa sorte ao nosso eterno Capitão neste novo (e talvez derradeiro) momento na sua carreira. A torcida será grata para sempre pelos anos de entrega e títulos que dedicou ao Internacional.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Imortalidade

Aquele empate em 2 a 2 com o Goiás em casa serviu só pra manter a invencibilidade de 23 jogos no Olímpico e pra mostrar que sempre que for requisitada, ela, a imortalidade tricolor, aparecerá.

Gol de Maxi aos 47 do segundo tempo é pra mudar opinião até dos secadores que estão botando na enquete que o Grêmio não tem time pra ser campeão da Libertadores número 50.

Tudo que o Tricolor precisava era não perder em casa. E isso aconteceu. É complicado jogar Brasileirão no meio de decisão (até rimou). Veja o Cruzeiro, ou o Inter.

A cabeça tava (e tá) no Cruzeiro. Não poderia ser diferente. E no jogo contra o Esmeraldino o Grêmio teve revolta e indignação, fatores fundamentais para conquistar títulos. Não pode é apanhar e achar normal. O Goiás pulou duas vezes na frente e o Tricolor buscou duas vezes, mesmo jogando mal. Parabéns! Isso é força, reação!

Que venha o Todo Poderoso Cruzeiro!

Grêmio no Brasileirão:

7 jogos

2 vitórias: Grêmio 2 x 0 Botafogo; Grêmio 3 x 0 Náutico

3 empates: Grêmio 1 x 1 Santos; Fluminense 0 x 0 Grêmio; Grêmio 2 x 2 Goiás

2 derrotas: Atlético-MG 2 x 1 Grêmio; Vitória 1 x 0 Grêmio

Gol (9 pró / 6 contra): Souza e Maxi (2); Jonas, Herrera, Réver, Tcheco e Fábio Santos (1)
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Próximo jogo no Brasileiro: Sport, na Ilha do Retiro, - domingo, dia 28, às 18h30.