sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Clássico

Inter:
Lauro, Danilo Silva, Fabiano Eller, Sorondo e Kléber; Sandro (Andrezinho), Guiñazú, Magrão e D'alessandro; Taison e Alecsandro.

Técnico: Adenor Tite Bachi.

Cruzeiro:
Fábio, Jonathan; Leonardo Silva, Gil e Diego Renan; Fabrício, Marquinhos Paraná, Henrique e Gilberto; Thiago Ribeiro (Guerrón) e Wellington Paulista.

Técnico: Adilson Batista.

Talvez um dos maiores clássicos do futebol nacional. Quem viu o jogo pela “pré” Libertadores de 1976, 5 a 4 Cruzeiro no Mineirão, afirma ter visto um dos maiores embates futebolísticos de todos os tempos.

O Gol Iluminado na final de 75


No primeiro turno deste Brasileirão, 1 a 1 no Mineirão. Golaço de cabeça do Magrão Maloka, expulsão dupla de Kléber Gladiator e Lauro. O gol de empate foi do carrasco gremista Wellington Paulista. Vi esse jogo no Bar da Heineken, em Balneário Camboriú, com meu amigo Raphael, o sumido - por motivos óbvios - Raphinha do Flu. Naquele dia o Fluminense ganhou seu jogo (acho que contra o Botafogo). Só pra dar a noção de quanto tempo faz...

Pro jogo de domingo no Gigante, Tite volta com o 4-4-2 com meio de campo em “losângulo”. Com a liberação de Sandro da Seleção que vai ao Mundial Sub-20 no Egito (Giuliano jogará no Saara), provavelmente D'ale ficará encarregado da armação pelo meio, auxiliado por Magrão e Guina pelos lados. O guri que jogou muito bem contra o Chile nas Eliminatórias faz o primeiro volante, ou o tal do box-to-box como gostam de falar na terra do Charles Miller.

Um duelo tático interessante neste grande jogo (domingo, 16 horas, TODOS AO GIGANTE!) pode ser o ESPELHAMENTO DE SISTEMAS. Notem que o meio de campo da Raposa, se confirmado com esta escalação, atua de maneira quase idêntica ao setor Colorado: Fabrício na primeira posição, Marquinhos Paraná pela esquerda, Henrique pela direita e o canhoto (e ex lateral) Gilberto armando as jogadas.
Mas Adilson pode surpreender com a entrada de Guerrón e um falso 4-5-1. Assim como Tite deixa no ar a possibilidade de escalar Andrezinho. Ou na vaga de Magrão, ou no lugar de Sandro (com Maloka cumprindo a primeira função).

De qualquer maneira será um jogo imperdível.

Palpite? 2 a 1 Inter. Com o gol da vitória marcado pelo Taison.

Histórico do Confronto em Brasileiros (retirado do Guia do Brasileirão da Placar)

45 Jogos
16 Vitórias Coloradas
13 Empates
16 Vitórias Celestes

No Beira-Rio

23 Jogos
14 Vitórias Coloradas
7 Empates
2 Vitórias Celestes


Desafio Grenalzito: Quem é o Cruzeirense?

Ps.: Vitória e Avaí jogam com a camiseta rubra por baixo de seus mantos neste final de semana.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Eu acredito na mística dos Aflitos

Acredito mesmo, até porque tá mais fácil apegar-se ao insólito do que imaginar uma vitória Tricolor fora de casa. Depois daquele 1 a 0, gol de ÂnderSHOW indelével cortando a zaga do Timbú com apenas seis camaradas na cobertura contra 10 atacantes do outro lado e milhares de secadores esparramados pela terra, ACREDITO que os Aflitos viraram a casa de praia do Grêmio. E o Grêmio em casa vocês sabem como é.

Aqui não, seu bando de pelado. Aqui quem manda é nóis!

Por isso espero que o Grêmio mande carnear um novilho de carne tenra, de paletas nem tão magras, nem tão gordas, e que a costela tenha ripas estreitas. Porque se esta ida à casa de praia não for proveitosa, mano véio, ACHO que não ganharemos nunca mais fora de casa.

O jogo dos Aflitos tem que ser o da redenção. É lá que Maxi vai voltar, que Jonas vai assumir a artilharia isolada do Br09, que as desconfianças implantadas pela imprensa nesta semana sobre Adilson cairão por terra, que Lúcio mostrará porque voltou, que Tcheco e Souza serão TUDO o que esperamos que sejam. Digo isso porque (confesso com o rabinho entre as pernas que nem cusco em dia de chuva) não agüento mais ser derrotado fora de casa, não suporto mais o perde-ganha danado e tenho MEDO que a derrota no Olímpico venha antes da vitória longe dele.

Espero AFLITO (inevitável) como um guri de 8 anos pelo GRE-NAU de domingo, 18h30.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A primeira a gente nunca esquece!

Desde que estou habitando longe do Pago, mais especificamente em Santa Catarina, esta foi a primeira vitória do Inter que vi aqui no estado (uma derrota para o Joinville pela extinta Sul-Minas, três derrotas e um empate com o Figueirense e um empate com o Marcílio Dias, num amistoso). A Equipe Grenalzito S/A tinha visto dois jogos por estas paragens este ano. Duas derrotas: Inter para o Figueira e Grêmio para o Avaí.
Finalmente o primeiro triunfo aconteceu. E foi vermelho!

O Dia

Pai, namorada, primos, tia... Três carros, dez pessoas, dez horas e um domingo inteiro. Duas faixas de um tecido tosco escrito INTERNACIONAL por 5 pila, dois chapéus malucos por 10 pilas. Camiseta número 5 do Cholo El Capitán Guiñazú no couro pela segunda vez em 2009 (a primeira foi neste jogo). Águas, refris, salgadinhos, pipocas, pastéis, chocolates... 7 Colorados, 2 Botafoguenses e UMA GREMISTA, que inclusive comemorou o gol do Magrão Maloka e está quase sendo convencida a bandear-se para o lado Vermelho da Força.

A caravana de Brusque (ABRAVANEL, Senor) encontrou-se na capital manezinha de Cacau Menezes e Jacaré por volta das 14 horas. O trânsito para chegar à Ressacada era de uma tranqüilidade anormal. Ingressos comprados com antecedência, o jeito era se posicionar no portão destinado para a torcida visitante e aguardar. Tendo experiência no outro estádio de Florianópolis, a agourenta residência da BOBGUEIRA também conhecida como Orlando Scarpeli, circular nas imediações da arena com camisetas rubras é algo desaconselhável. Não na casa dos Avaianos. O clima em volta do estádio era calmo, inclusive com vários casais de Avaianos(nas) e Coloradas(dos) passeando calmamente. Lógico que com a chegada da cavalaria montada da Polícia Militar por volta das 17 horas, e após o jogo com o nível de adrenalina e BIRITA nas veias de alguns excedendo os limites, algumas correrias aconteceram. Mas nada que estragasse o clima de respeito entre as torcidas.

O céu nublado anunciava frio e chuva. Pouco mais de quatro da tarde as catracas foram liberadas pra coloradagem adentrar no módico espaço dedicado aos vermelhos. Gurizada de Roca Sales (levando a sério a estrofe “E A CACHAÇA NA MÃO!”), Tambores de Yokohama, Guarda Popular, Consulados de Porto Alegre... Gente de tudo que era canto! Fanáticos pelo Clube do Povo que por motivos variados não possuem mais o privilégio de todo domingo sentar no cimento sagrado do Gigante. Outros que saem do Rio Grande do Sul e seguem o Inter por toda parte. E ainda aqueles torcedores que mesmo não sendo gaúchos, amam o vermelho e o branco de maneira incondicional.

Faltando menos de uma hora pro início da peleja, o céu que antes ANUNCIAVA frio e chuva cumpriu sua propaganda. Minha rinite, a gripe dos meus primos e a dor de garganta da minha distinta companheira não deixam mentir. Mesmo assim o movimento no lado de fora da Ressacada era intenso, e o espaço destinado aos Colorados cada vez mais apertado. A diretoria do Avaí com certeza está aproveitando a estadia do clube na Série A para vender o maior número de ingressos possíveis. Só que finge esquecer a capacidade total do estádio!

O Jogo

Com meu afilhado Thiago (6 anos) e minha prima Caroline (9 anos) sabendo todas músicas e palavrões de cor e salteado (Muito mais que amoooor / Não é o **** do grêmio / É o Rolo Compressooooor / ÔÔÔÔÔÔ), a Academia do Povo entra em campo!

Faltando apenas algumas dezenas de minutos pro início da partida, a torcida do Avaí lotou as arquibancadas. Com muito sinalizadores, fez um belo espetáculo antes da bola rolar. O problema é que o Inter não deixou os jogadores do Leão empolgarem a torcida manezinha. Nos primeiros 45 minutos a supremacia técnica e tática colorada foi claríssima. Embora o ataque não tenha conseguido concluir muitas vezes a gol, a posse de bola deve ter passado dos 60%.

Kléber, Taison e Giuliano faziam a bola rodar de um lado ao outro. Mas quem impressionava pela classe e tranqüilidade era Fabiano Eller. E como prêmio, inaugurou o marcador do jogo. Após a (exagerada) expulsão de Índio e o final da primeira etapa, era esperado que o Avaí voltasse melhor no segundo tempo. Nada disso.


Oferecendo o contra golpe aos vermelhos, o time de Silas não encontrava maneiras de furar o bloqueio defensivo colorado. E aí a qualidade monstruosa de André D’alessandro surgiu. Segurou a bola, driblou, lançou, tabelou com Kléber pela canhota, armou o meio de campo com Guina e Magrão... Fez de tudo El Cabezón! Bolívar ainda foi expulso no final do jogo, deixando a contenda ainda mais épica. Só que antes disso, numa das milhares de jogadas trabalhadas com toques rápidos e de primeira (parecia que o Verón tava treinando o Inter tchê!), Magrão fuzilou a meta do goleiro de pijama, Eduardo Martini. 0 a 2 e a Ressacada virava o Beira-Rio!

Os destaques do time foram: Lauro e pelo menos dois milagres; Giuliano com muita habilidade; Guina extra-terrestre; Magrão voltando a ser aquele Magrão Maloka; D’alessandro e um show de futebol; e Eller o melhor em campo.

Um domingo perfeito para ser Colorado! E rumo ao Tetra!

Ps.: Ao final do jogo, Tite vibrou muito antes de descer para o vestiário do Inter, bem na frente do local da torcida Colorada. Ganhou a simpatia de muitos que sempre desconfiam do Seu Adenor.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Gosta de números, magnata? Então divirta-se

Pra não ficar atrás da parte bermeia aqui do Grenalzito, fiz um levantamento histórico das partidas, das vitórias, das derrotas, dos golos e das assistências deste Grêmio perde-ganha de 2009.

Mira que, de acordo com la matemática, somos um time mediano, com apenas 53,08% de aproveitamento no ano. Isso contando Gauchão e tudo, o que nos dá uma noção bem clara da dificuldade que é chegarmos à Libertadores 2010.

Os números aí abajo remetem a realidade desde 21 de janeiro até hoje:

54 jogos

26 vitórias - Grêmio 5 x 0 Esportivo; Novo Hamburgo 1 x 5 Grêmio; Grêmio 2 x 0 Juventude; Avenida 1 x 2 Grêmio; Grêmio 3 x 0 Brasil de Pelotas; Grêmio 2 x 0 Juventude; Grêmio 1 x 0 Veranópolis; Sapucaiense 0 x 2 Grêmio; Grêmio 6 x 1 São José; Grêmio 2 x 0 São Luís; San Martín 1 x 3 Grêmio; Grêmio 2 x 0 San Martín; Boyacá Chicó 0 x 1 Grêmio; Aurora 1 x 2 Grêmio; Grêmio 3 x 0 Aurora; Universidad de Chile 0 x 2 Grêmio; Grêmio 3 x 0 Boyacá Chicó; Grêmio 2 x 0 Botafogo; Grêmio 3 x 0 Náutico; Grêmio 4 x 1 Atlético-PR; Grêmio 3 x 0 Corinthians; Grêmio 2 x 1 Inter; Grêmio 3 x 2 Santo André; Grêmio 4 x 1 Cruzeiro; Grêmio 4 x 1 Flamengo; Grêmio 4 x 1 Atlético-MG;

13 empates - Inter de Santa Maria 1 x 1 Grêmio; Grêmio 1 x 1 Ypiranga; Ulbra 1 x 1 Grêmio; Caracas 0 x 0 Grêmio; Grêmio 1 x 1 Caracas; Grêmio 2 x 2 Cruzeiro; Grêmio 0 x 0 Universidad de Chile; Grêmio 1 x 1 Santos; Fluminense 0 x 0 Grêmio; Grêmio 2 x 2 Goiás; Palmeiras 1 x 1 Grêmio; Botafogo 3 x 3 Grêmio; Grêmio 1 x 1 Vitória;

15 derrotas - Veranópolis 3 x 1 Grêmio; Grêmio 1 x 2 Inter; Inter 2 x 1 Grêmio; Santa Cruz 3 x 2 Grêmio; Caxias 4 x 0 Grêmio; Inter 2 x 1 Grêmio; Cruzeiro 3 x 1 Grêmio; Atlético-MG 2 x 1 Grêmio; Vitória 1 x 0 Grêmio; Sport 3 x 1 Grêmio; Coritiba 2 x 1 Grêmio; Avaí 1 x 0 Grêmio; São Paulo 2 x 1 Grêmio; Barueri 1 x 0 Grêmio; Santos 1 x 0 Grêmio;

Gols (100 pró/58 contra)
Jonas - 21
Souza - 16
Maxi - 12
Tcheco - 9
Réver - 6
Herrera - 6
Rafael Marques - 5
Alex Mineiro - 5
Léo - 4
Makelele - 4
Fabio Santos - 3
Ruy - 3
Reinaldo - 3
Perea - 2
Orteman - 1

Assistências
Souza - 15
Tcheco - 9
Fabio Santos - 7
Alex Mineiro - 6
Jadilson - 5
Herrera - 4
Ruy - 4
Maxi - 3
Perea - 1
Joilson - 1
Adilson - 1
Mário Fernandes - 1
Léo - 1
Jonas - 1
Makelele - 1
Hélder - 1
Reynaldo - 1
Róberson - 1


***Agora só o Brasileirão 2009***

23 jogos

9 vitórias: Grêmio 2 x 0 Botafogo; Grêmio 3 x 0 Náutico; Grêmio 4 x 1 Atlético-PR; Grêmio 3 x 0 Corinthians; Grêmio 2 x 1 Inter; Grêmio 3 x 2 Santo André; Grêmio 4 x 1 Cruzeiro; Grêmio 4 x 1 Flamengo; Grêmio 4 x 1 Atlético-MG

6 empates: Grêmio 1 x 1 Santos; Fluminense 0 x 0 Grêmio; Grêmio 2 x 2 Goiás; Palmeiras 1 x 1 Grêmio; Botafogo 3 x 3 Grêmio; Grêmio 1 x 1 Vitória

8 derrotas: Atlético-MG 2 x 1 Grêmio; Vitória 1 x 0 Grêmio; Sport 3 x 1 Grêmio; Coritiba 2 x 1 Grêmio; Avaí 1 x 0 Grêmio; São Paulo 2 x 1 Grêmio; Barueri 1 x 0 Grêmio; Santos 1 x 0 Grêmio

Gols (41 pró/28 contra): Jonas (11); Maxi (7); Souza (6); Réver (4); Tcheco (3); Herrera (3); Rafael Marques (3); Perea (2); Fabio Santos (1); Alex Mineiro (1);

Assistências: Souza (6); Tcheco (4); Fabio Santos (3); Jadilson (2); Alex Mineiro (2); Perea (1); Maxi (1); Joilson (1); Hélder (1); Adilson (1); Mário Fernandes (1)

***Só a Libertadores***
1ª fase (melhor campanha da competição)
6 jogos

5 vitórias: Boyacá Chicó 0 x 1 Grêmio; Aurora 1 x 2 Grêmio; Grêmio 3 x 0 Aurora; Universidad de Chile 0 x 2 Grêmio; Grêmio 3 x 0 Boyacá Chicó

1 empate: Grêmio 0 x 0 Universidad de Chile

Gols (11 pró/1 contra): Souza (3), Maxi e Léo (2), Jonas, Tcheco, Rafael Marques, Réver(1).

Assistências: Souza (2), Alex Mineiro, Herrera (1)

Mata-mata - uma única derrota
6 jogos

2 vitórias: San Martín 1 x 3 Grêmio;Grêmio 2 x 0 San Martín

3 empates: Caracas 0 x 0 Grêmio; Grêmio 1 x 1 Caracas; Grêmio 2 x 2 Cruzeiro

1 derrota: Cruzeiro 3 x 1 Grêmio

Gols (9 pró/7 contra): Souza (3); Maxi (2); Jonas (1); Herrera (1); Fabio Santos (1); Réver (1)

Assistências: Souza (2); Tcheco (2); Fabio Santos (1); Maxi (1);

***Pra fechar, o ruralito 2009***

19 jogos

10 Vitórias: Grêmio 5 x 0 Esportivo; Novo Hamburgo 1 x 5 Grêmio; Grêmio 2 x 0 Juventude; Avenida 1 x 2 Grêmio; Grêmio 3 x 0 Brasil de Pelotas; Grêmio 2 x 0 Juventude; Grêmio 1 x 0 Veranópolis; Sapucaiense 0 x 2 Grêmio; Grêmio 6 x 1 São José; Grêmio 2 x 0 São Luís

3 Empates: Inter de Santa Maria 1 x 1 Grêmio; Grêmio 1 x 1 Ypiranga; Ulbra 1 x 1 Grêmio

6 Derrotas: Veranópolis 3 x 1 Grêmio; Grêmio 1 x 2 Inter; Inter 2 x 1 Grêmio; Santa Cruz 3 x 2 Grêmio; Caxias 4 x 0 Grêmio; Inter 2 x 1 Grêmio

Gols (39 pró / 22 contra): Jonas (8); Tcheco (5); Souza, Alex Mineiro e Makelelê(4); Ruy e Reynaldo(3); Herrera e Léo (2); Maxi López, Rafael Marques, Orteman e Fábio Santos (1).

Assistências: Souza (5); Ruy (4); Tcheco, Alex Mineiro, Fábio Santos, Herrera e Jadilson (3); Reynaldo, Róberson, Léo, Jonas, Makelelê e Maxi López (1)

domingo, 6 de setembro de 2009

Xoxo por xoxo (ou comentando aleatoriamente - part II)

Tem gente botando toda culpa na cola do Autuori. O que não tá errado, pelo menos no caso do jogo de ontem, empate em 1 a 1 com o Vitória, no Olímpico. Só que os jogadores também têm parte na atuação, não esqueçam disso.

Mais uma vez o Grêmio foi moribundo, xoxo. Nem Rochemback, que "acabou com a cordialidade nos treinos" (só não sei porque ela existia), mostrou virilidade dentro de campo, extenuadas duas ou três divididas massomeno.

E quando vi o Grêmio marcando de longe, aceitando as infiltrações do Vitória, vi (mas não quis acreditar) que a coisa iria ser complicada, diferente do que vinha acontecendo em casa. E até a torcida, exemplo de alento, murchou. Ouviu-se pouco pelos microfones do PFC além da narração empolgante daquele narrador de madrugadas boêmias que inventou o jeito mais tosco de se gritar “gol” na TV brasileña : é rediiii.

Enfim, o Grêmio fez dois jogos, contra Botafogo e Vitória, tão ruins que comecei a ficar assustado.

O Tricolor conseguiu repetir os 2.514 passes errados. A zzzzzzzaga, ou melhor, a defesa (a exceção de Mario Fernandes) deixou o grande Berola vir, entrar, deitar e rolar. Lúcio foi mal. Réver foi horrível, talvez o pior em campo. Adilson não jogou metade do que vinha mostrando. Rochemback foi normal, cansou no segundo tempo. E Túlio, com a faixa de capitão (!), não foi água nem vinho.

Falando nisso, devo dizer que demorei um bom tempo pra acreditar que Tcheco estava no banco. Eu gosto do gurizinho, o dublê do cara da série "Eu, a Patroa e as Crianças", mas prefiro ele entrando no segundo tempo, contra os caras cansados, do que o Maestro tendo que entrar pra arrumar as coisas nos minutos finais. Tudo bem que Tcheco vinha mal (fora de casa), mas não há no elenco tricolor alguém que o substitua à altura.

E tem mais. No segundo tempo, quando Autuori tirou Douglas Costa pra colocar Tchequito, errou, porque Souza estava muito mal na partida e merecia sair, mesmo sendo um cara diferenciado. E o guri deveria ter ficado, porque estava razoável, tentando ao menos.

Outra. Por que o Joilson entra SEMPRE? E cada vez numa posição diferente? Ora lateral, ora volante, ora meia de armação.
Sei que quando Autuori mandou o Joilson pro campo, tirou Túlio e deixou Rochemback com a língua arrastando nos garrão em campo. Errou de novo! Devia ter deixado o Túlio, que tem ritmo de jogo, tirado o Roca e colocado o Joilson, que seja. O erro estava no substituído mais do que no substituto.

Então, veja: não tinha defesa. Não tinha meio (Souza estava mal e Douglas Costa estava médio). E no ataque a bola não chegava. Jonas até tentava, mas saía demais da área, tinha que vir buscar e Perea se anulou. Quem entrou depois, entrou na média.
Não tem o que dizer, tá ficando cada vez mais complicado achar uma explicação. Só sei que foi uma jornada que NÃO devemos esquecer. Pelo menos pra NÃO repetí-la. Dos 12 pontos em 12 que tínhamos chance de fazer, já perdemos 4. Restam 6. TEM QUE FAZER 6, cacildis!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

2,27 gols por jogo

AGUANTE!

Terminar a primeira metade do Brasileiro de pontos corridos em primeiro, significou taça no armário no final do ano em 5 dos 6 anos que a fórmula vigora no país.

O Inter tem no momento:

- 40 pontos (um a menos que o Palmeiras);

- 43 gols marcados (ataque mais positivo e saldo 16);

- 27 gols sofridos (terceira melhor defesa);

- Um lado esquerdo que tem Eller, Kléber, D'ale e Taison (além do Guina);

- Variação de esquema, inclusive DURANTE o jogo (ontem passamos do 3-5-2 para um falso 3-4-3, o melhor esquema do futebol atual);

- Jogadas pelos flancos;

- Dois atacantes com ótimo poder de finalização no jogo aéreo (Alecsandro e Edu);

- E agora tem novamente D'alessandro, com certeza um dos 3 jogadores mais habilidosos atuando no futebol nacional.

A hora é agora, o ano é 2009. O Brasileiro NÃO PODE escapar!


Estatísticas Vermelhas (de Janeiro a 03 de Setembro):

59 Jogos (134 gols pró / 58 gols contra);

9 Empates (Inter 0 x 0 Santa Cruz; Ypiranga 0 x 0 Inter; Juventude 3 x 3 Inter; Flamengo 0 x 0 Inter; Cruzeiro 1 x 1 Inter; Inter 0 x 0 Vitória; Inter 2 x 2 Corinthians, Inter 2 x 2 São Paulo; Santos 3 x 3 Inter);

12 Derrotas (União Rondonópolis 1 x 0 Inter; Figueirense 3 x 1 Inter; Coritiba 1 x 0 Inter; Corinthians 2 x 0 Inter, Flamengo 4 x 0 Inter; Inter 0 x 1 LDU; LDU 3 x 0 Inter; Atlético-PR 3 x 2 Inter; Grêmio 2 x 1 Inter, Botafogo 3 x 2 Inter; Inter 1 x 2 Corinthians; Palmeiras 2 x 1 Inter);

38 Vitórias (São José 1 x 3 Inter; São Luiz 0 x 1 Inter; Inter 4 x 0 Sapucaiense; Inter 4 x 1 Ulbra; Grêmio 1 x 2 Inter; Inter 5 x 1 Caxias; Inter 2 x 1 Ulbra; Inter 2 x 0 Novo Hamburgo; Inter 2 x 1 Grêmio; Inter 2 x 0 União Rondonópolis; Inter 4 x 0 Veranópolis; Brasil de Pelotas 0 x 7 Inter; Inter 1 x 0 Inter-SM; Inter 4 x 1 Novo Hamburgo; Esportivo 2 x 6 Inter; Inter 3 x 0 Avenida; Inter 2 x 1 Grêmio; Guarani 1 x 2 Inter; Inter 4 x 0 Ulbra; Inter 8 x 1 Caxias; Inter 5 x 0 Guarani; Náutico 0 x 3 Inter; Inter 2 x 0 Náutico; Corinthians 0 x 1 Inter; Inter 2 x 1 Flamengo; Inter 2 x 0 Palmeiras; Goiás 0 x 1 Inter; Inter 3 x 1 Coritiba; Inter 2 x 1 Avaí; Inter 3 x 0 Coritiba; Náutico 0 x 2 Inter; Inter 4 x 2 Fluminense; Inter 3 x 2 Barueri; Oita Trinita 1 x 2 Inter; Inter 3 x 0 Sport; Santo André 0 x 2 Inter; Inter 4 x 0 Goiás; Inter 3 x 0 Atlético-MG).

Gols ---> 26 Taison; 22 Alecsandro; 19 Nilmar; 14 Andrezinho; 8 D'alessandro; 6 Magrão; 5 Índio; 4 Giuliano; 3 Bolaños; 3 Walter; 3 Alex; 3 Marcelo Cordeiro; 2 Edu; 2 Guiñazú; 2 Talles Cunha; 2 Sorondo; 2 Leandrão; 1 Danilo Silva; 1 Rosinei; 1 Álvaro; 1 Bolívar; 1 Danny Morais; 1 Sandro; 1 Kléber; 1 Marquinhos.

Assistências ---> 15 Kléber; 13 Andrezinho; 10 Alecsandro; 10 Taison; 9 D'alessandro; 8 Marcelo Cordeiro; 8 Giuliano; 8 Nilmar; 6 Magrão; 3 Guiñazú; 2 Walter; 1 Talles Cunha; 1 Alex; 1 Álvaro; 1 Bolívar; 2 Danilo Silva; 1 Marquinhos; 1 Edu.

Estatísticas Coloradas no Brasileiro:

22 jogos (43 gols pró / 27 Contra)

12 Vitórias (Corinthians 0 x 1 Inter; Inter 2 x 0 Palmeiras; Goiás 0 x 1 Inter; Inter 2 x 1 Avaí; Inter 3 x 0 Coritiba; Náutico 0 x 2 Inter; Inter 4 x 2 Fluminense; Inter 3 x 2 Barueri; Inter 3 x 0 Sport; Santo André 0 x 2 Inter; Inter 4 x 0 Goiás; Inter 3 x 0 Atlético MG);

4 Empates (Cruzeiro 1 x 1 Inter; Inter 0 x 0 Vitória, Inter 2 x 2 São Paulo; Santos 3 x 3 Inter);

6 Derrotas (Flamengo 4 x 0 Inter; Atlético-PR 3 x 2 Inter; Grêmio 2 x 1 Inter; Botafogo 3 x 2 Inter; Inter 1 x 2 Corinthians; Palmeiras 2 x 1 Inter).

Gols:
Alecsandro – 10
Nilmar – 5
Taison – 4
Bolaños – 3
Andrezinho – 3
D’alessandro – 3
Giuliano – 3
Sorondo – 2
Edu – 2
Danny Morais – 1
Talles Cunha – 1
Magrão – 1
Leandrão – 1
Sandro – 1
Marquinhos – 1
Guiñazú – 1
Kléber – 1

Assistências:
Kléber – 7
Andrezinho – 6
Giuliano – 5
Taison – 2
Alecsandro – 2
D’alessandro – 1
Marcelo Cordeiro – 1
Magrão – 1
Guiñazú – 1
Marquinhos – 1
Edu – 1
Danilo Silva – 1

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Comentando aleatoriamente

Tentativa de repetir uma história de muito sucesso


Numa lista dos 10 melhores jogadores que eu vi IN LOCO vestindo o manto rubro (de 92 pra cá), Fábio Rochemback ocupa uma honrosa 12ª posição. Lembro claramente de um jogo no Brasileirão de 2000, contra o Flamengo no Gigante. Adriano já chamava atenção do outro lado, muito forte pra um piá recém saído do ninho do urubu. Fábio arrebentou com o jogo, fazendo um gol de fora d'área inclusive. Eu e meu dindo Paulo fizemos elogios tresloucados ao então guri que atuava com muita desenvoltura para um volante recém promovido aos profissionais. Acho que o jogo terminou 3 a 0, mas aí estou exigindo demais da minha pobre memória.

Portanto creio que o Grêmio fez uma boa contratação / aposta repatriando o volante. Resta saber de suas condições, física (precária, dizem) e técnica (quem sabe andar de bicicleta não desaprende). Pode ser a resposta azul ao sucesso de "ah, arrá, nêgo Tinga é popular". Ou pode ser o novo Orteman, contratado pelo que realizou em primaveras longínquas...
Aguardemos.

Mudando de saco pra mala, como diz a minha vó, hoje tem Inter e Atlético Mineiro, "o Galo mais lindo do mundo", como diz o Milton "Boneco de Olinda" Neves. Num universo bizarro e inimaginável onde o Sport Club Internacional não existisse, eu seria torcedor do Galo, sem dúvida alguma. Informação inútil, mas é que tenho muita simpatia pelo clube de Minas.
E o Atlético no Beira-rio traz a lembrança do gol da tabela de cabeça!

Quem nunca viu, por favor aperte o play!



Se o Colorado confirmar a boa fase e emplacar três pontos na TÁBUA de classificação, fica com o simbólico título do primeiro turno (o cobiçado Troféu Osmar "GAROTINHO" Santos). Ano passado a honraria coube ao co-irmão. Gauchada apavorando!

Olhando as possíveis escalações dos times para o MATCH, um fato salta "nas vista":

INTER
Lauro; Bolívar, Sorondo e Fabiano Eller; Danilo Silva, Magrão, Guiñazu, Giuliano e Kléber; Marquinhos e Edu.
Técnico: Tite

ATLÉTICO-MG
Bruno; Werley, Alex Bruno e Thiago Cardoso; Carlos Alberto, Renan, Corrêa, Renan Oliveira e Thiago Feltri; Éder Luís (Rentería) e Diego Tardelli.
Técnico: Celso Roth

Wáson Libardo Rentería Cuesta, o Saci Tipo Colômbia, o endemoniado dançarino do Ruque-Raque de Quibdó, retornará ao Gigante. Só que desta vez trajando outras cores. Honestamente, ficarei mais estarrecido em ver o autor do gol mais lindo que eu vi do Inter (de 92 pra cá) jogar por outro clube do que no jogo passado, com Fernandão e Iarley no Goiás. Explico melhor (e coloco o vídeo do gol contra o Nacional, no Uruguai) no pós-jogo.

Personificação


Ps.: Sandro e Giuliano serão mesmo retirados do elenco colorado na fase mais decisiva do campeonato? Esta é a hora de romper com a CBF! Aguardemos.

Ps.2: Será que Celsão, o amigo do Mau, tomará novo arrodião em Porto Alegre?