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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Explicando pra patroa

Olha aquele gremista ali, que liiiiiindo!!!

Imagine o Silas chegando em casa domingo à noite.

- Ô xina veia, dá um susto naquela gelada e bota aquele teu shortinho piriguéti que hoje meu dia tem que terminar alto padrão.

E chutando os sapatos para detrás da porta da sala encaminha-se para o chuveiro, deixando a cueca no CLOSET, a camisa sobre a cama.

Já no banho, deleitando-se com a água morna, lembrava dos lances do GRE-NAL 380 (corrigido às 15h43), o primeiro vencido com ele na casamata.

Bastava vencer o GRE-NAL para dormir plenamente sossegado desde que chegou ao Olímpico. Mas neste primeiro duelo da final de 180 minutos do Gauchão 2010 (que não vale nada, não vale nada, mas vai perder pra ver) o Grêmio não só venceu, como GOLEOU, e dominou o Inter.

Enxugado, de samba-canção e corrente no pescoço, Silas começa a explicar para sua digníssima como fez pra vencer o Inter. Precisava fazer isso. Sentia falta de reviver os momentos que antecederam o clássico até a glória final.

- Quando o Fábio Santos se machucou, eu pensei em chamar o Bruno Collaço. Desisti porque o guri ainda não me convenceu e é muito baixinho. Aí lembrei do (finado) Joilson. Mas acabei entrando num site aí, um tal Grenalzito, e vi que o cara lá não me perdoaria se eu ressuscitasse o lateral e então cheguei ao nome do Neuton. E o guri respondeu. E eu me safei deste problema.

- Mas tu não vai me dizer que o Neuton resolveu o jogo... diz a esposa, enfiando-se no shortinho jeans por cima de uma calça preta:

- Não, claro que não. Ele foi só uma peça. E foi destaque porque era estréia. Ganhei o jogo mesmo foi na insistência, na boa articulação do Hugo, na movimentação do Jonas, na marcação de Ferdinando, Magrão, Adilson e Rochemback e nas falhas de marcação deles. Teve o oportunismo do Borjão também, a presença de área do Rodrigo...

- E o Inter não teve nenhuma chance?

- Teve. E boas. Mas só o Walter levou perigo. Sempre em bolas de longe. Pauladas. Verdadeiros petardos. Ah, o Sandro também mandou uma bomba que passou raspando. Mas o Victor esteve MUITO bem, como sempre. Hoje ninguém se lembra mais daquele montinho artilheiro de outrora.

- Hum...

- E tem mais, meu CHERO. Foi ducacildis ver o estádio deles lotado e moribundo no final, sem força, cabisbaixo. Me viciei. Vou querer o time jogando sempre com esta determinação, peleando por todas as bolas, preocupado na defesa, ousado no ataque. O Jonas hoje foi demais. Se ele faz aquele gol com dois caras do Inter DEITADOS no chão. Diós mio!!! Seria o Armagedom!!!


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Nota da redação: O Silas me ligou pra dizer que eu estava totalmente equivocado com aquela ideia de três volantes que falei no vídeo. Ele me mandou confiar mais no Hugo e deixou escapar que o Adilson tá recuperando a vaga no time.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Invictor

As frases são meio palhas, mas a intenção e a causa são boas. Eu mesmo já puxei o coro aqui outras vezes. Então apoie o que pede o vídeo aí abajo.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Aqui NÃO!

A foto da semana

Não vibro só com gols, até porque nem só deles são feitos os grandes jogos de futebol. Vibro, e bastante, quando um zagueiro desarma um atacante com um carrinho voador, ou quando um goleiro livra o time de perder operando milagres.

Geralmente, nestes lances de defesa, grito com vontade: Aqui não, seu pelado! E ontem, contra o Flamengo, aproveitei pra treinar bem o chavão (vai que um dia eu vire um narrador, que tal? Vou poder lançar esta!).

Friamente, índio missionero, o Grêmio só não perdeu para o ajeitado Flamengo porque o Victor, Ave Victor, salvou a pátria tricolor. Aquelas cinco/seis defesas impossíveis que ele fez, nos deu tempo para errar, voltar para o jogo e virar. Enquanto isso, o Victor ia salvando, derrubando imperadores e xeiques, além de seus oreias secas.

Aos fatos: O Grêmio abriu o placar quando a peleia tava parelha. Mas o Flamendo tava bem, chegando, jogando no espaço (e que espaço) nas costas do Jadilson. Sem falar que nossa zaga não tava lá aquelas coisas.

E numa dessas, só que do outro lado, o direito da defesa tricolor, apareceu Everton,
livre como uma borboleta, pra receber passe preciso de Adriano, pelo meio da zaga. Empate. Justo.

Aí vieram as chances do Flamengo. O Grêmio tava meio perdido, com furos na defesa, apesar de Réver estar bem na posição de cabeça-de-área.

Esta opção, ao lado da entrada de Bruno Colaço na lateral-esquerda foram as boas notícias do jogo, além da vitória e de Victor, claro. Colaço preencheu bem o setor, correu muito e esteve algumas vezes, com qualidade, na frente. É guri, e por isso temos que esperar pra ver se dá certo.

Réver, de volante, foi um gigante. Ninguém duvida de sua qualidade e, talvez, seja uma boa ser aproveitado ali. No próximo jogo, quarta-feira, 19h30, na Vila Belmiro contra o Santos, os dois estarão em campo desde o primeiro minutos, isto é certo.

O que não deu pra entender foi a mudança de Autuori. Tirar Douglas Costa, mesmo que este não estivesse uma maravilha, pra por Joilson, não colou. Joilson esteve perdidaço em campo. Ora tava na lateral, ora de volante, ora de meia, ora na ponta esquerda. Não se encontrou, mas cavou o segundo pênalti, não podemos esquecer.

No balanço de tudo, o Grêmio teve sorte e competência dentro do Olímpico, como sempre neste ano. Ainda falta isso fora de casa. Infelizmente, tenho que repetir isso outra vez.

domingo, 26 de julho de 2009

Plano Victor

Pela perpetuação (e não à venda) dos ídolos

Há dias falam em sondagens de clubes do exterior tentando tirar Victor e Réver do Grêmio.

Acho natural acontecer, já que os dois são jovens e estão em grande fase.

Então eu, na pele de Duda Kroeff, daria a maior cartada de “minha” gestão: deflagraria o “Plano Victor”.

Chamaria o goleiro e faria uma proposta de R$ 200 mil mensais (com possibilidade de aumento gradativo) e contrato de 10 anos.

Achou demais, um absurdo?

Então responda: onde o Grêmio achará goleiro igual se vender Victor?

Ele é ídolo da torcida, tem a cabeça no lugar, provavelmente seguirá na Seleção, está há dois anos mantendo-se em alta. Victor pode ser o Marcos do Grêmio. Ou o substituto de Danrlei, como preferir.

Pode parecer maluquice. Mas eu, se fosse o presidente, ao menos tentaria.