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domingo, 30 de agosto de 2009

Leandro era certeza e não vem...

...Rochemback não tava nem nos planos e se apresenta segunda - chegou a hora de falar dos reforços gremistas.

A malfadada Janela de Agosto (já virou nome próprio, por isso com iniciais maiúsculas) mexeu com o Grêmio, mas não levou nenhum jogador embora. A menos que surja algum negócio Kinder Ovo neste domingo, o Grêmio usou a Janela para se reforçar, não para desmanchar-se.

Ficaram Léo, Réver, Adilson, Mário Fernandes, Victor, Victor e Victor – é porque ele vale por três. E vieram Renato Cajá, Lúcio e Fábio Rochemback.

Cajá

Depois de Grêmio e Ponte Preta pelearem nos bastidores pelo cara, espero que ele jogue ao menos pra pagar os advogados. O nome dele tá lá no BID como jogador do Grêmio, ele já treina com o grupo, vai estrear no time B e deve ser banco, obviamente. Foi destaque na Macaca, mas terá que brilhar pra passar a frente de Douglas Costa e sua “força política” dentro do Grêmio e da imprensa. Vem sem grife alguma, mas outros que vieram assim levaram o Tricolor a Tókio. Torcerei por ele a morir. E esperarei jogar antes de cornetear.

Lúcio

Nem escreveria sobre o Lúcio, apenas postaria o vídeo dele tocando terror na zaga colorada naquele GRE-NAL do Beira Rio. Mas este blog é sério e tenta, como avisamos lá no início, ser mais jornalístico que torcedor.
O Lúcio é um destes renegados que desembarcaram na Azenha. Chegou em 2007 depois de fazer nada no Palmeiras e no SP. Mano Menezes o ensinou a marcar e a subir como um BlackBird subiria atrás de uma nave afegã. Tinha bola que nem o tira-teima da Globo dizia que ele poderia alcançar e ele não só chegava nela como achava o Tuta dentro da área com um cruzamento de primeira. Tenho certeza que será baita acréscimo para o time. E, se quiser, pode jogar pela meia-esquerda. Não é má ideia.
E, só para constar, acho ele parecido, e melhor que o Patrice Evra, do Manchester United.

Fábio Rochemback

A maior incógnita das contrataçõe - mais até que Cajá - porque Rochemback cria expectativa boa. Apareceu como muito bom jogador no Inter. Era um baita volante, um cara que entraria no time na vaga de Túlio. Mas este é o Rochemback de meia década atrás.
O de hoje apresentou-se gordito no início da temporada européia e estava pegando banco nos últimos tempos de Sporting.
Tem gente achando que ele jogaria até na função do Tcheco. Eu acho que não. Rochemback pra mim é volante. Foi um ótimo volante. Pode voltar a ser.

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Quanto a peleja de hoje, contra o Botafogo, Botafogo, campeão só em 1910, é aquela velha história do BR09: ganhar fora de casa como meta única.
1 a 0 e eu soltarei foguetes.

domingo, 26 de julho de 2009

Plano Victor

Pela perpetuação (e não à venda) dos ídolos

Há dias falam em sondagens de clubes do exterior tentando tirar Victor e Réver do Grêmio.

Acho natural acontecer, já que os dois são jovens e estão em grande fase.

Então eu, na pele de Duda Kroeff, daria a maior cartada de “minha” gestão: deflagraria o “Plano Victor”.

Chamaria o goleiro e faria uma proposta de R$ 200 mil mensais (com possibilidade de aumento gradativo) e contrato de 10 anos.

Achou demais, um absurdo?

Então responda: onde o Grêmio achará goleiro igual se vender Victor?

Ele é ídolo da torcida, tem a cabeça no lugar, provavelmente seguirá na Seleção, está há dois anos mantendo-se em alta. Victor pode ser o Marcos do Grêmio. Ou o substituto de Danrlei, como preferir.

Pode parecer maluquice. Mas eu, se fosse o presidente, ao menos tentaria.

sábado, 25 de julho de 2009

100 anos, 100 mil sócios, sem Nilmar

Hoje tem Grêmio X Santo André no Olímpico e Botafogo X Inter no Rio.

Primeiro, os palpites: o Grêmio ganha (2 a 0) e o Inter (sem Nilmar) também (2 a 1).

Mas como o assunto mais importante de ontem foi a venda de Nilmar, reproduzo abaixo um bom comentário que raciocina logicamente.

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100 ANOS, 100 MIL SÓCIOS, SEM NILMAR

Por Hiltor Mombach, do jornal centenário Correio do Povo

O Inter vendeu Nilmar. O Inter pode ter vendido um sonho, o sonho de conquistar o Brasileiro no ano do centenário.

Todos os quero-queros do Beira-Rio sabiam que Nilmar seria vendido, mas havia um vestígio de esperança que isto fosse acontecer em 2010, dentro de seis meses. O Inter vendeu Nilmar no ano do seu centenário, quando atingiu 100 mil sócios. 100 mil sócios! No ano em que atingirá sua maior arrecadação da história, o Inter vendeu Nilmar. No ano em que precisava manter todos os seus melhores jogadores para ganhar o Brasileiro, vendeu o melhor atacante em atividade no país.

O Inter vendeu Nilmar, vendeu o jogador mais importante do time. Nilmar jogava para o Inter e o Inter jogava para Nilmar. Como se sabe, o sistema de jogo deste Inter é chutão para frente que na frente tem gente, no caso Nilmar. Vejam que fato incrível: 100 mil sócios pagando em dia não conseguiram sustentar as finanças da instituição, não conseguiram manter Nilmar por mais seis meses. 100 mil sócios!

O Inter poderia ter vendido Índio, D’Alessandro, Taison, Alecsandro... Só não poderia ter vendido o maior fiador do sonho da conquista do Brasileiro. Imagino a decepção dos colorados que pensavam que pagando em dia as mensalidades estavam mantendo Nilmar.

A pergunta que me faço é esta: se 100 mil sócios, mais o dinheiro da TV e outras tantas receitas não pagam a folha e demais pendengas, quantos associados serão necessários para o Inter manter sua finanças sem ter que vender anualmente um ou dois ídolos? Quantos? 200 mil, 300 mil... O Inter vendeu Nilmar. Pode ter vendido o sonho do Brasileiro.

Que temporada! Depois de perder a Copa do Brasil, a Recopa, de perder a liderança do Brasileiro e cair para o terceiro lugar, o Inter perde Nilmar. Ainda há tempo para salvar o ano do centenário, sei, mas os indicativos são de que 2009 será um ano para ser esquecido, um ano pífio.