quinta-feira, 12 de setembro de 2013

O coitado da vez

Nestas 297 temporadas em que o Inter não ganha o Brasileiro, muitas vezes ouvi a expressão "coitado desse cara". Referia-se a um jogador que estava carregando o time nas costas, se matando em campo muito mais do que seus colegas de equipe, e mesmo assim a torcida sabia que não seria campeão. 

A primeira vez que tive esse sentimento foi com Gamarra. Via aquele craque de bola correndo mais que todo mundo, aparecendo em todas as partes do campo, mesmo sendo zagueiro, e contudo sabia que ele não ergueria o troféu em dezembro. 

"Caralho, coitado do Gamarra, merecia ser campeão brasileiro". 

O coitado da vez chama-se D'Alessandro. O gringo talvez esteja realizando a melhor temporada desde que chegou ao Beira-Rio, melhor até que 2010, quando foi considerado pelo El Pais, do Uruguay, o melhor jogador da América. Nenhuma contusão, gols, assistências, liderança técnica e moral do time. Além de capitão e uma espécie de treinador dentro de campo. 

Ele, por tudo que já fez, e principalmente pelo que está fazendo, merecia ser campeão brasileiro. 

Merecia...

sábado, 24 de agosto de 2013

Copiadores y Plagiadores

De repente, em um agosto tranquilo de 2013, nos deparamos com esta capa da Revista Placar nas bancas.

O plágio do nosso banner de topo é evidente. Por isso, o grupo de advogados associados do Grenalzito já entrou em contato com a Editora Abril e pretende tirar de circulação todas as edições com esta capa.

Grenalzito, pautando a imprensa MAINSTREAM desde os primórdios até hoje em dia. 




terça-feira, 6 de agosto de 2013

Dupla

Nosso sétimo leitor mais legal de todos os tempos (é Campeão, Anônimo!) enviou este belo retrato com o ídolo colorado Fabiano Cachaça.



Notem que Fabio e Fabiano (dupla sertaneja dos anos 90) possuem a mesma altura e o mesmo porte de ex-atletas que se entregaram aos prazeres do álcool, das belas mulheres e das apresentações em power point.

Este é o segundo post em menos de dois meses sobre colorados tirando fotos com Fabiano.

#EstatísticasGrenalzíticas #Nostalgia90's

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Homenagens


Poderíamos ter parado na primeira homenagem. Mas como ainda temos um resto de senso de humor, aí vão todas as opções para o novo banner do Grenalzito.






segunda-feira, 1 de julho de 2013

Uh, Fabiano (Cachaça)


Esse da esquerda, o mais ROBUSTO, é meu pai, Erni Haas, o senhor aquele que prevê resultados cortando BANANEIRAS.

O da direita, de boca cheia, prestes a saborear o frango que está sendo retirado do freezer ali atrás, bem, ele vocês sabem quem é.

Fabiano Cachaça esteve em Itapiranga no fim de semana. Tomou uns tragos, desfilou por lá como ídolo. Contou que o Inter lhe paga GORJETAS para isso.

Como sou gremista e só estou escrevendo este post para provar que não sou doente e porque respeito meu pai, vou me limitar a estes quatro parágrafos. Se quiserem saber mais sobre Fabiano Cachaça pesquisem.

Adiós!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Vitória, Bahia, Criciúma e Portuguesa = 5 pontos

O Inter não vai ser campeão brasileiro de 2013. Quando dezembro chegar, serão inacreditáveis 34 temporadas sem o título máximo do Brasil. 

Se alguém dúvida disso, colorado, torcedor de outro time ou MARCIANO, basta analisar nosso início de competição. Além dos resultados patéticos contra times recém alavancados da segunda divisão, ou candidatos à ela para o próximo ano, as atuações dos comandados de Dunga mostram uma apatia digna de 10º colocado. Tirando o próprio Dunga e três ou quatro jogadores, os outros parecem contagiados com a modorra que permeia nosso comportamento nos últimos anos.

Pois agora conclamo o NOVO colorado a se indignar como nós, a VELHA GUARDA da torcida vermelha. Convoco-te, colorado feliz com o estupro do Beira-Rio, que adorou a mudança de Clube do Povo para Campeão de Tudo, que não se importou com a mudança em nosso SÍMBOLO, que aplaudiu o SUMIÇO do Saci como nosso mascote. Convido-te a exigir o título nacional da nossa direção!

Já que nossa alma está a venda, ou pior, vendida para camarotes, empreiteiras, política interna bizarra e dirigentes que "precisam" vender um jogador por ano para o exterior para manter a "saúde financeira" do clube (e não da família deles!), pelo menos exija uma contrapartida! 

Que tal montarem um time imbatível e terrivelmente caro, como um Manchester City dos Pampas, mas que nos faça sair dessa fila amarga e interminável?

Ou quem sabe contratarem a CONSULTORIA da direção do Lyon, heptacampeão SEGUIDO na França? 

Ou o exercício máximo de humildade: paguem uma babilônia de dinheiro para o MARCO AURÉLIO CUNHA, perguntem como eles fizeram pro São Paulo ser tricampeão seguido nos pontos corridos, e deem uns 3 anos para uma comissão técnica tentar ganhar APENAS o Brasileiro, e nenhuma outra taça.  

Nada disso acontecerá, e no fundo acho que enquanto formos tricampeões e o Grêmio bicampeão, ninguém ficará tão incomodado assim com essa BARREIRA EMOCIONAL que virou o Campeonato Brasileiro, ano após ano. 

Não deveríamos aceitar essa mesmice. Poderíamos pelo menos cobrar um planejamento, uma meta, uma nova diretriz para buscar o título, mesmo que seja algo para daqui 5 anos. Mas algo precisa ser feito, urgente e diferentemente. 

Trinta e quatro anos.... TRINTA-E-QUATRO!!!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Ambiente democrático? II


Sou a favor do fato do Grêmio ter um novo estádio. Sou a favor do avanço, da melhor mobilidade, dos banheiros limpos, das lanchonetes limpas, até das cadeiras mais confortáveis (apesar de achar isso, as cadeiras, secundário). Acima de tudo, sou a favor da ideia de que um esporte como o futebol tem que ser acessível para todos. Por isso condeno os preços cobrados atualmente para se entrar em um estádio.

Quando um time escolhe alguém, como o Grêmio fez comigo, muitas coisas estão nessa influência, menos o quanto de dinheiro eu tinha ou vou ter um dia.

Você torce para um time porque seu pai, seu irmão, seu melhor amigo, seu tio, porque alguém te influenciou. Ou porque você achou aquelas cores bonitas. Ou porque aquele time ganhou tudo quando você estava tomando essa decisão. Talvez porque alguém te obrigou. Mas ninguém (nem mesmo você) perguntou algo do tipo: quanto você ganha?

Portanto, dinheiro é uma coisa secundária em futebol, à princípio. O que vale é a paixão, o sofrimento, a alegria, a dor, a angústia, o entusiasmo, o alívio. Sentimentos. É por isso que alguém torce para um clube. É por isso que um cara que ganha 500 reais por mês e um milionário podem torcer para o mesmo time. É por isso que um guri que nem mesada ganha pode viver a mesma emoção que um adulto atolado em dinheiro quando estão à beira de um gramado riscado.

E quando você tem um time do coração, depois de comemorar uma conquista de taça, ir ao estádio ver seu esquadrão jogar ao vivo é, provavelmente, a maior das emoções.

Só que os gestores do futebol moderno passaram por cima disso tudo. Eles estão selecionando, dizendo que só os torcedores ricos têm o direito de gozar desses prazeres. Só quem é rico pode ir a um jogo de futebol moderno. Os pobres devem se contentar com a memória (o que talvez seja mais emocionante – ironia mode on).

Outro dia tentei ir ao jogo do Grêmio. Era aquele Grêmio X Fluminense, jogo de volta da Taça Libertadores 2013, fase de grupos. O jogo era na quarta-feira e eu tentei comprar ingresso “apenas” na segunda, quando tive a confirmação de que poderia viajar para assistir ao match.

Os ingressos mais baratos custavam R$ 80 e já estavam esgotados. Havia uma segunda opção a R$ 90, que também se esgotaram antes de eu comprar. E a terceira opção estava a R$ 160. Para ir eu e minha mulher (poderia ser meu filho ou meu melhor amigo – nada melhor do que uma companhia pra dividir esses momentos históricos) custaria R$ 320 só de ingresso (e estamos falando aqui de compra com carteirinha de sócio DIAMANTE, que dá um desconto patético de 5%).

Ouvi dizer que o estacionamento nas voltas da Arena custa em torno de R$ 40. E, como moro a 450 quilômetros de POA, precisaria calçar mais uns 250 mangos de combustível. Calculando, a brincadeira sem água, refri ou pipoca, dormindo no carro, custaria 610 Reais imaginários.

610 paus para ver um jogo de bola de um time que ultimamente só me decepciona. É claro que eu não fui. Imagina o cara que vive de salário mínimo (678 Reais).

Antes que me avisem que a Arena terá uma área “popular” (Geral) a R$ 40, eu digo que ainda assim é caro. Esse espaço, em meio a uma torcida organizada, não pode ser seguro para crianças e mulheres. Organizadas são grupos mafiosos cujo principal objetivo é vencer brigas contra organizadas de outros times.

A R$ 80 Reais por jogo, ninguém que tenha um soldo inferior a R$ 3.500 pode ir a todos os jogos de seu time no mês (que são apenas quatro) sem comprometer o orçamento familiar, ou seja, alimentação, saúde, educação e bem-estar de sua família.

Comparo aqui com um esporte de elite, o motocross. Nos Estados Unidos, onde ele é mais difundido, onde ele tem uma aceitação muito boa e ainda assim é um esporte muito menor que o futebol na maioria dos países do mundo (e provavelmente no próprio EUA), o supercross (que é um motocross disputado dentro de estádios) vai para a final no próximo fim de semana.

Lá, o ingresso mais barato para a RODADA FINAL custa 50 dólares (cerca de 100 Reais) e o mais caro, na área VIP, custa 90 dólares (algo em torno de 180 Reais). Em 16 rodadas realizadas até aqui no campeonato, nenhuma teve menos de 35 mil pessoas nas arquibancadas. Algumas tiveram mais de 60 mil espectadores. Isso tudo disputado em estádios moderníssimos, como Georgia Dome, Lucas Oil Stadium, ou Metrodome – repare que são todos, inclusive, cobertos, com sistema de calefação para suportar as baixas temperaturas e modernos assentos, banheiros e todas as mordomias que o mundo elitizado exige. E você sabe que a relação de U$ 50 para quem ganha em dólares é diferente de R$ 50 para quem ganha em reais.

Essa elitização dos templos do futebol está errada. Isso é um absurdo. O futebol não escolhe salário, nem credo, nem cor, nem opção sexual. O cara que antigamente entrava no estádio para ver o jogo com um realzinho tem o direito de ir à Arena do Grêmio, ao novo Beira Rio, ao novo Palestra Itália. E o rico tem a total liberdade para pagar por seu camarote, por sua área VIP com uísque e o escambau. TODOS devem ter acesso aos jogos do seu time, até porque o grito de apoio do rico ou do pobre faz o mesmo barulho neste caso.

Os times deveriam se escorar nas cotas de TV, nos patrocínios, em outras fontes de renda, e não nos ingressos. A renda de ingresso deveria ser mixaria no orçamento de um clube. Deveria, no máximo, pagar as despesas do evento. Clube de futebol não tem que LUCRAR com ingresso. Isso tem que vir de outras áreas, para que o torcedor, qualquer torcedor, possa entrar na sua casa e sentir o cheiro da grama, escutar o som do chute, observar o jogador fora da jogada, ver o goleiro comemorando sozinho, ter a percepção das coisas que a imprensa NÃO mostra.

Saludos desde o mundo imaginário,

Para ver isso, neste lugar, custa R$ 100