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sábado, 24 de agosto de 2013

Copiadores y Plagiadores

De repente, em um agosto tranquilo de 2013, nos deparamos com esta capa da Revista Placar nas bancas.

O plágio do nosso banner de topo é evidente. Por isso, o grupo de advogados associados do Grenalzito já entrou em contato com a Editora Abril e pretende tirar de circulação todas as edições com esta capa.

Grenalzito, pautando a imprensa MAINSTREAM desde os primórdios até hoje em dia. 




quinta-feira, 11 de julho de 2013

Homenagens


Poderíamos ter parado na primeira homenagem. Mas como ainda temos um resto de senso de humor, aí vão todas as opções para o novo banner do Grenalzito.






quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Encontro com o professor

Aí está: demorei, mas escrevi abaixo os principais trechos do que anotei na “aula” do dia 27 de outubro, quando tive este encontro com o professor Dunga em Porto Alegre, numa das aulas do curso Kick Off 2, da Perestroika.

O chamado para a Seleção
Dunga contou detalhes do momento em que foi chamado para treinar a Seleção Brasileira. Disse que não imagina tal convite, achou que, quando o assessor de Ricardo Teixeira lhe telefonou, era para convidá-lo para algum cargo dentro da CBF, não para ser “O” treinador. “Estava jantando com minha família em Porto Alegre. O assessor do presidente me ligou e disse que o Ricardo queria fazer uma reunião comigo. Pediu segredo e avisou que era pra semana seguinte. Desliguei e brinquei com meu filho: ‘vou ser treinador da Seleção’. Rimos e uma semana depois fui ao Rio de Janeiro encontrar o Ricardo. Chegando lá, a primeira coisa que ele me disse: ‘Dunga, pela primeira vez desde que sou presidente da CBF um segredo durou sete dias’. Foi uma atitude normal, mas que me deu moral com o presidente. Fechamos e no outro dia saiu a notícia. Meu filho estava na Bahia. Viu o jornal e me ligou cobrando: ‘pô, pai! Por que tu não me disse nada?’”
Dunga ainda admitiu: “fui escolhido pela minha maneira de ser, não porque era treinador”.

Escalação da Copa
Dunga não deu a escalação com todas as letras, mas pelo que vazou tem os 11 escalados para começar a Copa. Julio César, Maicon, Lúcio, Juan e André Santos; Gilberto Silva, Felipe Mello, Elano e Kaká; Robinho e Luís Fabiano.
Elano, ou Ramires, ou Daniel Alves, são, definitivamente, peças fundamentais no esquema que gosta o professor Dunga. Ele diz que estes jogadores são os homens ideais para a 3ª função do meio-campo. Marcam e armam, além de terem bom chute de fora da área e, nos casos de Elano e Daniel, serem os homens da bola parada.

Outras preocupações com a Seleção
Além de passar os dias assistindo jogos ao vivo ou gravados, convocar, escalar e treinar o selecionado brasileiro, Dunga revelou ter que se preocupar com diversos fatores extra-campo, como a altura do gramado onde a Seleção vai mandar os jogos e com o hino. “Nosso time é rápido, gosta de jogar em velocidade. Pra isso a grama tem que ser baixa. Aí eu peço pra cortar e os caras dizem que não porque na TV vão aparecer as falhas. Não estou preocupado com o que vai aparecer na TV. Quero ganhar o jogo”, disse.
Sobre o hino, Dunga reclamou: “preparo os jogadores para entrarem fervendo, com sangue nos olhos. Aí colocam um artista pra executar o hino nacional numa versão toda melódica. Artisticamente é muito bonito, mas não serve pro jogo. O hino tem que ser tocado por uma banda militar, com toda força que ele merece”, opinou.

Táticas de Dunga
O que ele mais pede é que todos estejam focados na Seleção. Tem que DESEJAR estar lá para estar de fato. Depois, Dunga os põe para jogar. Esta, assim como a pergunta sobre Adriano, tive a oportunidade de fazer para o treinador da Seleção Brasileira. Pedi pra que se levantasse e explicasse no quadro como joga a sua Seleção.
“Eu gosto de duas linhas de quatro e dois atacantes, que é como jogador brasileiro sabe jogar. Este é meu SISTEMA de jogo preferido. A TÁTICA varia de acordo com o jogo. Se sei que o adversário tem um lado mais fraco, vou tentar armar algo por ali”, explicou Dunga. Simples, assim, sem muitas idéias mirabolantes.

Robinho e Kaká
Robinho vem sendo contestado, mas Dunga sequer cogita deixá-lo fora da Copa 2010. “O Robinho sempre me deu a resposta. Quando não foi decisivo individualmente, foi importante taticamente”, disse Dunga. “Ele e o Kaká têm total liberdade dentro do jogo para trocarem de posição. O Robinho, assim como Kaká, joga de meia, segundo atacante e centroavante. Jogador brasileiro tem muito disso. Faz a sua e tem noção de como se faz as outras posições. São muito mais versáteis que os europeus”, analisou Dunga.

Ronaldinho Gaúcho
Por que Ronaldinho Gaúcho não consegue jogar mais o futebol que lhe consagrou? Professor Dunga também tem a sua teoria: “o Ronaldinho perdeu a alegria das coisas simples. Hoje ele não pode ir ao restaurante, não consegue ir shopping sem ser rodeado de gente. E isso afeta ele dentro de campo. Se tu não estás bem fora de campo, dentro de campo não vais estar também”, comentou.

Adriano“Cheguei e conversei com Adriano, pedi pra ele maneirar. Se vai pra festa, vai devagar, não vai todo dia, se comporta. Não toma cinco cervejas, toma duas. Não pega 10 menininhas, pega cinco. Não estou pedindo pra parar – não seria louco de fazer isso – só estou pedindo pra se controlar. E outra: na Seleção, ele é o cara que tenho que tirar do treino, se não fica até de noite”, confidenciou.

Começo suado
Uma namorada ou dois sanduíches
Quando começou no Internacional, aos 14 anos, Dunga cultivava o hábito de treinar ao meio-dia, com um saco sobre o corpo, que era pra aumentar a dificuldade e o suador. “Nos finais de semana, o Inter nos dava dois sanduíches pra passarmos sábado e domingo. Os guris mais abonados iam pra casa. E nós ficávamos. Ficava e roubava a comida deles de dentro dos armários. Virava armário, fazia furo atrás. Limpava. Tinha uma época também que a gente jogava na várzea pra fazer uma grana. Depois, tinha a tática de arrumar uma namorada. Aí, no domingo, ia almoçar na casa dela e levava mais uns quatro jogadores juntos. Assim fomos nos virando”, contou Dunga em meio a risos.

Na balada com roupa consignada
O professor também aprontou umas boas. Quando ainda não tinha dinheiro para comprar roupas novas para freqüentar as festas em Porto Alegre, ia nas lojas, pegava roupa em consignação, usava na noite, depois devolvia.

Pênalti de 94
Dunga foi o quarto cobrador na sequência de batedores brasileiros na final dos pênaltis em 94, contra a Italia. Não era batedor oficial do time e não sabia que seria relacionado por Parreira para as cobranças. Caminhando em sua direção, Parreira chamou: “meu capitão”.
“Gelei na hora. Mas aquele pênalti é o resumo da minha vida. Em 90, quando perdemos, a Era Dunga, tudo aquilo veio na minha cabeça. Numa noite depois de 90, tomando cerveja com meu pai, disse pra ele que precisa de mais uma chance. Uma só. E então veio aquele pênalti em 94. Era o momento de reverter a minha história. Saí do meio de campo, fui caminhando e rezando tanto que estou pagando promessa até hoje. Estava 100% concentrado, não escutava nada. Se não ganhássemos aquela Copa, acho que eu não voltava para o Brasil”, contou.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Compañeros

Perdón.

Tenho que vir aqui e me desculpar pela ausência. Na real, nem sei se alguém realmente a sentiu, mas o trampo e as viagens para fazer o curso em POA têm me consumido.

Hoje mesmo, à 1:12 da matina, escrevo, de volta do trabalho, sem sequer ter me banhado.

Só posso avisar que voltarei nesta semana com as impressões da "aula" que tive com Dunga na terça-feira, quando ele falou de Seleção, da base no Inter, do Ronaldinho, do Kaká, Robinho, Josué, Adriano, esquema de jogo, entre outras coisas.

No mais, argumento contra a falta de texto o fato de nem poder ter assistido o GRE-NAL porque estava trabalhando. Grêmio 3 x 1 Avaí, mesma coisa. Trampo, trampo, trampo.

Ainda bem que o Felipe tá guentando as pontas, mesmo que também esteja cheio de trabalho pra fazer.

Mas não me iludo. Sei que o Grêmio não tem força pra chegar na LA10. Assim como o Inter não tem pra ser campeão. O Grêmio é muito REGULAR - ganha em casa e perde fora. E o Inter é IRREGULAR demais - ganha e perde em sequência.

Té a próxima!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Se não viu, não perca

Quase que eu não vejo essa.
E como tu, leitor do Grenalzito, talvez não tenha visto também, reproduzo abaixo parte da grande entrevista com o Felipão publicada pelo Globoesporte.com.

O entrevistador foi Renato Maurício Prado. E Felipão falou muita coisa, na boa, na caruda, FElipão total.

Copa 2014
- Treinar o Brasil em 2014? Deus me livre! Essa vai ser a pior Copa para qualquer treinador brasileiro. Ninguém vai aceitar outro resultado que não seja o título. Ninguém admite passar outra vez por uma frustração como a de 1950. Pobre técnico...tô fora!

Dunga
- Acho que o Dunga está indo muito bem. Começou um pouco inseguro, o que é natural, pois não tinha experiência. Mas foi se firmando e acredito que possa fazer uma boa Copa. O seu momento mais difícil foi às vésperas daquele amistoso do fim do ano, contra Portugal. Curiosamente, aquela goleada de seis marcou o início da arrancada do Dunga para cima e a do Carlos Queiroz (técnico de Portugal) para baixo.

Importância de Jorginho na seleção
- Há uma peça fundamental para o sucesso do trabalho do Dunga: o Jorginho. E nem é tanto pelo fato de já ter sido técnico, mas por conseguir dar ao Dunga um equilíbrio que dificilmente ele teria caso estivesse sozinho ou com outro assessor que não fosse tão próximo e calmo. Se não houvesse o Jorginho, o Dunga, com certeza, já teria explodido e mandado tudo e todos para o inferno.

Ronaldinho Gaúcho
- Não sei se Ronaldinho Gaúcho vai voltar à seleção. Para mim, antes de mais nada, ele precisava perder quatro quilos, voltar a treinar e jogar com a vontade e a gana que na seleção, antes e durante a Copa de 2002 e nos seus primeiros anos de Barcelona. Com a saída do Kaká, ele tem uma boa oportunidade de mostrar que é capaz de liderar o Milan. Mas precisa emagrecer e recuperar o tesão pela bola.

Ronaldo x Rivaldo na Copa de 2002
- Quem foi o jogador mais importante da Copa de 2002? Rivaldo, disparado! O Ronaldo foi espetacular, fez gols decisivos e tudo mais, mas o cara que desequilibrou foi o Rivaldo. Eles tinham uma briguinha particular naquela seleção.

"Disputa" interna entre os dois
- Um queria sempre fazer mais gols do que o outro. Por isso, muitas vezes não passavam a bola, mesmo quando esta era a melhor opção para o time. Um dia, perdi a paciência, chamei os dois, tranquei no vestiário e disse: "Ou vocês acabam de vez com essa frescura, ou vai jogar um só. E eu ainda não decidi quem será". Falei e fui me embora. Deixei os dois trancados lá. Aí o Rivaldo virou-se para o Ronaldo e disse: "Olha, é melhor a gente se ajeitar mesmo. Esse cara é maluco e é capaz mesmo de barrar um de nós dois". E acabou de vez aquela bobajada.

Fenômeno no Corinthians
- Ronaldo é fora de série. Mesmo estando uns sete ou oito quilos acima do peso com que jogou a Copa de 2006, ele ainda faz a diferença na hora da verdade. Os gols que marcou na final do Paulista foram típicos de um extra-classe. E, no primeiro jogo das finais da Copa do Brasil, contra o Inter, fez a mesma coisa. Se ele perder uns quatro quilos, nem tem o que discutir. Tem que ser convocado e jogar a Copa. Ele é o tipo de cara que só de olhar, o adversário já treme.

Romário
- Romário também era um cara assim. Só não o levei na Copa de 2002 porque ele traiu a minha confiança. Foi depois da Copa América em que perdemos até do Panamá ou de Honduras, não me lembro, e eu estava por um fio. Eu e o time precisávamos do apoio naquela hora e aí surgiu a história da tal operação no olho. Num primeiro momento, me conformei, afinal, tratava-se de um problema de saúde. Mas, depois, o que eu soube? Que ele não ficou de repouso coisa nenhuma: foi fazer amistosos com o Vasco para ganhar uma grande em dólares. Aí, perdi a confiança nele e ele perdeu a Copa.

Possível interferência de Ricardo Teixeira
- O presidente Ricardo Teixeira nunca me pediu para convocar o Romário. Disse: "A decisão é sua. O que você decidir, está decido. Vou te apoiar, mas se você perder a Copa, vai ter que explicar para a torcida". E eu banquei a não convocação. Depois dessa conversa, teve um momento que eu cheguei a balançar. Foi quando ele foi para a TV chorar de dizer que queria disputar o último Mundial. Eu já estava emocionado e quase voltando atrás, quando entrou em cena o Eurico Miranda falando um monte de barbaridades, me xingando disso e daquilo e fazendo ameaças. Aí percebi que era tudo um circo armado para me pressionar e desisti, definitivamente, de levar o Romário.

Kaká e Cristiano Ronaldo
- Kaká é um jogador raro em todos os sentidos. Pelo que faz em campo e fora dele. É uma joia rara esse rapaz. Com toda fama e dinheiro que já ganhou, continua a se entregar em campo como se fosse um juvenil. Tenho certeza de que ele e o Cristiano Ronaldo vão se dar bem juntos. O Cristiano não tem nada a ver com aquela imagem de marrento que todos têm dele. Aposto que ambos serão grandes amigos. O problema do Real Madrid é o Raúl. Ele já é um veterano e continua a ser o "dono do vestiário". E ai de quem ele não gosta. Inclusive o técnico.

Problemas no Chelsea
- Os verdadeiros donos do futebol hoje em dia são os jogadores. O técnico, na maioria dos clubes europeus, não tem força para contrariá-los. Quem os clubes vão preferir mandar embora? Claro que os demitidos são sempre os técnicos. Os principais jogadores já perceberam isso. Esse foi meu problema no Chelsea. O Drogba, o Ballack e o Cech não aceitavam os meus métodos de treinamentos nem minhas exigências.

Saída após o título de 2002
- Não tinha decidido sair da seleção. Se a CBF tivesse aceitado as minhas sugestões, teria ficado. Eu queria mais ingerência nas seleções de base. Queria que os meus auxiliares acompanhassem os treinos e torneios para que pudessem me avisar do potencial que a garotada tinha para substituir os campeões do mundo, que eu já sabia que não teriam como chegar bem em 2006. Eu queria dirigir o time olímpico em Atenas, mas o Ricardo foi contra alegando que já tivera problemas com isso antes, com o Vanderlei. Aí perguntei para o Ricardo: "Se você fosse eu, ficaria ou aceitaria?". E ele disse: "Eu sairia". Foi o que eu fiz. Mas saí numa boa, sem ressentimentos.

Porque não voltou para seleção brasileira?
- No dia da final da Copa de 2006, o Ricardo Teixeira me ligou querendo conversar sobre a minha volta. Marquei um encontro em Barcelona, mas, quando falei com a minha família, todos foram contra. Para não brigar, liguei para o Ricardo desmarcando e abrindo mão do convite. E ele foi atrás do Dunga.

Planos para o futuro
- Vou voltar dentro de um ano e meio. Aí trabalho mais uns dois como técnico e chega! Mudo de função ou me aposento. Chega de discutir com bandeirinha à beira do campo. O Palmeiras queria que eu assinasse um pré-contrato para quando eu voltar. Agradeci, mas não aceitei. Quando voltar, quero estar livre para decidir o que for melhor na ocasião. Houve um dirigente do São Paulo que ligou para o meu empresário querendo o meu telefone.

Os técnicos brasileiros
- Dos novos, gosto muito do Mano Menezes. Vejo futuro no Vagner Mancini e no Dorival Júnior. Mas estes precisam de uns três anos de bons trabalhos para se firmar entre os maiores, como o Vanderlei, Muricy, Autuori...

Vanderlei Luxemburgo
- Técnica e taticamente, o Vanderlei é o melhor. Mas costuma misturar muito as coisas dentro de fora de campo. Eu não consigo engolir essa de história de treinador querer ganhar comissão em cima de atletas que ele revelou ou indicou e que depois foram vendidos. Dá margem a milhares de insinuações. Nunca fiz, nem faria. Se ele se concentrasse no que é melhor, teria ainda mais sucesso. Mas essa é apenas a minha opinião. Ele é maior de idade, bem-sucedido, faz o que quiser.