terça-feira, 27 de julho de 2010

Para não zicar

Post apenas de imagens e legendas.
Dois motivos: nervosismo é MATO; e o Mau inventou de escrever um monte sobre o Grêmio nas últimas duas semanas, olha só o que aconteceu pras bandas de lá!

Não vamos botar pressão no Invisible Moustache (Roth), por favor!

Quando a fase é boa, todo mundo esquece dos COPOS, das FESTAS e dos LEANDROS! Mas sem sacanagem, botaram o Pele Vermelha pra treinar e ele tá muito bem! Tem que durar mais QUATRO JOGOS essa tua fase Índião!

Cholo não está mais sozinho no meio! Agora o ALIEN COLORADO (que ganhou mais funções ofensivas com Roth) tem a companhia do...

PREDADOR DA RESTINGA! O que esse cidadão joga de bola é uma grandeza, um absurdo. Sabe todos os atalhos, sabe proteger, tem passe qualificado, combativo, armador de jogadas, garçom... E ficam enchendo a bola desse tal de XAVI da Espanha... A sorte do espanhol foi que o Tinga não jogou a final do Mundial em 2006!

Tão vendo esses dois locos discutindo? Continue arrastando a BARRA DE ROLAGEM pra baixo...

Pois é! Se o mundo é redondo e dá voltas, imagine o mundo da BOLA!

Fotos retiradas da INTERnet (e do site oficial do Inter).
Vamo Inter! É amanhã! Nada mais importa!

COLORADO COLORADO NADA VAI NOS SEPARAR!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Ajude a salvar o Grêmio

Tem nova enquete na área. Ajude a direção tricolor a tomar uma atitude e escolha uma das alternativas ao lado.

Da enquete antiga, sobrou o resultado.

Perguntamos quem levava a taça da Copa do Mundo.

E descobrimos que nossos sábios leitores são uns ASNOS. Só um acertou em cheio, na Argentina, campeã moral.

Veja como ficou:
Alemanha: 3
Argentina: 1
Brasil: 4 (ai que burros!)
Espanha: 1
Holanda: 2
Inglaterra: 1
Itália: 0
Outra (tá de sacanegem, né!): 2

Só com armas de verdade

Meto un balazo em quem primeiro: Silas, Meira ou Duda?

Copiar não é uma das atitudes mais nobres. Mas copiar e dar a fonte, apesar de um tanto maculador, é aceitável.

Desestimulado para escrever devido as atuações LAXANTES do Grêmio em 2010, escuto uma voz sábia e PRUDENTE vinda lá do Impedimento (clica ali e vai lá ver), escrita por Iuri Müller. Segue:

"Para salvar um Grêmio que não adentra o gramado fora de casa e não sabe como vencer o Vitória nem com o minuano mais gelado da década riscando o Olímpico, exige-se bastante. Aceitar que talvez jogadores como Hugo, Douglas, Leandro e Rochemback não subirão de nível é um começo, assim como pensar em um substituto para Silas. Mesmo que beire a revolução, começar um outro grupo – sem a menor grife e a partir do que vem da base – para trabalhar ainda no Brasileirão, mantendo os que costumam se salvar, não deixaria a torcida descontente. Na pior das hipóteses, surgem uns cinco ou seis cumpridores para 2011. Já é mais do que temos hoje."

No aguardo.

sábado, 17 de julho de 2010

A mesma inhaca de antes

Não existe legenda que explique

Até a Jabulani sabe que o que salvou essa Copa do Mundo foi Lari Riquelme. O resto, tudo decepção. Até o Uruguai, franco favorito a levantar a Jules Rimet, amargou uma desastrosa quarta colocação, perdendo na mão grande para Holanda e Alemanha.

Por tudo isso, graças ao bom Dío, o Russão 2010 voltou. Futebol de alta qualidade, gramados congelados, jogadores uniformizados com cerolões por baixo dos calções e palas como verdadeiros mantos sagrados – isso no inverno, claro. Agora, que é verão lá na terra da Raiska, o certame até perde um pouco a graça, mas é melhor que nada.

O Rubin Kazan sim, time de guerreiros! Detonou o limitadíssimo Spartak Moscow dos enganadores Alex e Ibson na retomada nos negócios. 1 a 0, gol do volante Noboa, chute despretencioso, bola desviando na zaga. Triunfo! 3 puntos!

Ao mesmo tempo, aqui nas terras do Zé Carioca, resolveram reativar o Robertão. E, dizem, o Grêmio entrou em campo lá num tal estádio Olímpico, que outrora foi palco de glórias monumentais.

Não mais, amigo. A mediocridade vista – e registrada logo abaixo - em Floripa na Copa da Hora, se repete no campeonato nacional. Decepcionante o empate em 1 a 1 com o Vitória. Precisamos de um gol contra pra não perder. Ridículo!

Não há luz. Passamos 30 dias sedentos de Grêmio para ver um arremedo de time voltar, para assistir uma direção repetir equívocos, um técnico teimar em velhas apostas que não deram certo. O Grêmio pré-Copa, vadio e moribundo, é o mesmo agora, quando deveria ser revigorado, reconstruído, reforçado, robusto, encorpado, possante.

Por que não operaram o Mário na parada da Copa?
Por que o Leandro é titular?
Por que o Grêmio perdeu Eder Luis pro Vasco?
Por que o time não tem brio, sangue?
Por que até o Inter de Celsão vence, fora de casa, e o Grêmio sofre pra empatar em casa com o Vitória?

Veremos se neste domingo, contra o COPIÃO de Prudente, algo melhora

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Fica Roth?

"Lá vem esses locos falar mal de mim DE NOVO..."

Das quatro maiores alegrias coloradas nos anos 90, 50% das mesmas estão diretamente ligadas a Celso Juarez Roth, o amigo do Mau. A saber (indo da mais para a menos importante): título da Copa do Brasil de 92; título Gaúcho de 97; GRENAL dos 5 a 2, também em 97; e o primeiro rebaixamento do Grêmio no Brasileirão, em 91.

Aquele ano de milnovecentosenoventaesete ficou marcado na história do Inter como a temporada da ótima campanha na primeira fase do Campeonato Brasileiro (segunda melhor da competição, atrás apenas do posteriormente campeão Vasco), e da decepção na fase decisiva. Este inclusive é o maior estigma da carreira do ex-bigodudo Roth: desempenho irretocável em momentos mornos e entregadas monumentais na hora da verdade.

Mas aqui e agora quem escreve é o torcedor. Foda-se o determinismo histórico e os gélidos e desalmados números e fatos. Lembro de, não sei como, conseguir ver aquela final de Gauchão de 97 ao vivo na tevê. Naquela época lá na “baia” não tinha essas mordomias de NET, SKY (que era DIRECTV na época), nada. Ou era no estádio, ou era na Guaíba com o Haroldo xingando até a mãe do badanha. Mas aí DO NADA abriram o sinal do jogo! Não consigo saber se foi na RBS ou na TVE. De vez em quando, em caso de jogo importante “em casa”, de Inter ou Grêmio, acontecia esse milagre e abriam o sinal da TV Cultura gaudéria. Com uma transmissão muito clássica, como se fosse rádio na televisão! Mas enfim, vimos aquele GRENAL lá em casa, com a gremistada (minha mãe, meu irmão e minha avó) já contando como certa mais uma vitória. Tempos difíceis aqueles... Mas aí o Fabiano Cachaça acertou um chute violento, um tiro na gaveta do algoz Danrlei. Um arremate que continha a raiva de uma torcida castigada.

E fomos campeões. Em cima “deles”, com gol do Cachaça, com Celso Roth de técnico, Arílson era o 10, Gamarra soberano na zaga. Contra aquele Grêmio de Goiano, Arce, Dinho e o cacete a quatro! 1 a 0, sensacional! E fomos de Fusca, eu e meu pai, comemorar no portentoso centro de Canoas.

No domingo do clássico dos 5 a 2 não tive a sorte nem de ir ao estádio (com 11 anos de idade, GRENAL no Olímpico meu pai não me levaria nem se valesse o título definitivo de “quem é MAIS MELHOR, Inter ou Grêmio”) nem de esbarrar com a transmissão do jogo em alguma tevê aberta. Aí fiquei na Guaíba mesmo... Só que conforme foram saindo os gols, a coloradagem foi enlouquecendo, saindo das casas, berrando na rua! Sei que fui parar na casa do meu primo (que tinha NET!) e ninguém acreditava que aquilo pudesse estar acontecendo de verdade! Meter cinco, NO OLÍMPICO, com o Cachaça, o Sandoval e o MARCELO PADEIRO desossando o Grêmio... Era bom demais pra ser verdade! E quem estava na casamata vermelha, eu pergunto para os amigos?

Sim, este mesmo cidadão que assumiu o mesmo cargo em 2010. E que provocou a maior brochada na torcida rubra desde que estávamos esperando uma solução para a lateral-esquerda e apresentaram o EROS PÉREZ, do qual Dom Elias Figueroa era avalista.

Todo esse relato quer dizer o seguinte: eu só acredito um pouco, BEM POUCO, no Celso Roth, quando a tarefa apresenta-se impossível. E ser campeão da Libertadores com o Alecsandro de centroavante se enquadra nesta categoria.

Pula que é gol do Sóbis!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Hora do espanto

Larissita jamais me perdoará

Pior que eu e mais uma meia dúzia de gremistas doentes saíram de casa pra ver a tal Copa da Hora, que rolou em Flops nos últimos dias.

Larguei os últimos 15 minutos do paralisante Larissa Riquelme 0 x 1 Sara Carbonero pra ver Grêmio 3 x 0 Vasco. E não me conformo.

Pra ti ter uma ideia, aos 10 minutos do segundo tempo, quando o Grêmio já enfiava 3 (dois de Jonas e um de Borges), meu tio olhou pra mim, bocejou, e disse: “esse jogo tá chato pra caralho! Vamos tomar mais uma cerveja!” E a lata custava 5 pau!

Pior ainda é chegar em casa, ABRIR A INTERNET, e ver o Silas dizendo, orgulhoso: “Isso é o Grêmio”.

Tchê, se AQUILO que vi é o Grêmio, podem botar suas esperanças na sacola mais próxima e decolar pra 2011. Não vamos a lugar nenhum com aquele futebol de mierda que vi os GUERREIROS tricolores jogarem no sábado à noite.

Entendo que era amistoso. Compreendo que qualquer time, naquela circunstância (3x0 / amistoso / balada depois do jogo), não jogaria a morir. Mas o treinador e a direção exaltar uma apresentação daquelas no dia seguinte é de doer.

Na noite desta segunda, pra fechar, tomamos 3x2 do Avaí e acabamos a tal Copa da Hora na lanterna, atrás do CAPENGA Vasco, do DEBOCHANTE Avaí e do REBAIXADO Coritiba.

Estamos bem! Isso é o Grêmio!

Vamos acordar, minha gente! Tem cara ali que já devia ter voado! Vi um Grêmio morto em campo. Em três jogos, contra esses baita times, tomamos CINCO gols e fizemos cinco. Era pro Grêmio passar por cima, convenhamos.

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A se considerar:
Como a torcida avaiana não foi pra Ressacada no sábado, quando seu time jogou contra o Coxa, gremistas e coxas brancas mandaram no Aderbal Ramos da Rosa.

O estádio, aliás, teve uma reforma interessante recentemente. Os caras puxaram as cadeiras rente ao gramado e meteram um alambrado daqueles de acrílico, estilo Bombonera. Ficou daóra.

Outra: chegar e sair da Ressacada é sempre um PÂNICO. Desta vez, como não tinha torcida, conseguimos ir e voltar sem engarrafamento. Melhor, pudemos comprar ingresso, tomar uma bereja dentro do estádio, entrar, sentar, assistir ao jogo, e vazar, tudo numa boa. Pelo menos deu pra saber como funciona num estádio onde as coisas são feitas com respeito ao torcedor. Não que ali seja, é que as circunstâncias proporcionaram isso.

A Copa da Hora poderia ser legal. A ideia era boa. Mas a torcida não encampou e os times muito menos. Legal foi ver duas torcidas sentadas no mesmo setor do estádio sem conflitos, como os dois guris aí da foto. Irmãos, um gremista (Jonas), outro vascaíno (Jonatas), como os dois que estavam em campo.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Finalmente URUGUAI


O Uruguai está numa semifinal de Copa do Mundo depois de 40 longos anos. Quando Asamoah Gyan mandou aquele balaço no travessão de Muslera, aos 15 minutos do segundo tempo da prorrogação, comemorei como se gol do Inter fosse.

Domingo o Inter venceu o Peñarol (outro gigante do futebol que um dia voltará aos holofotes) nas penalidades, num amistoso no país vizinho. E na sexta-feira passada, o mundo voltou a ver o Viejo Uruguay.

Estas linhas que seguem foram publicadas no Tisserand na cabalística data de 11 de Setembro (de 2009). E hoje fazem muito sentido.


De Artigas a Enzo
setembro 11, 2009 por - Tisserand Futebol Clube -

O estádio Centenário, construído de forma hercúlea nos idos da década de 20 para abrigar a primeira Copa do Mundo – 1930 –, receberá uma partida digna do tamanho de sua história. Ainda que em circunstâncias melancólicas.

Uruguai e Argentina decidirão uma vaga direta (ou “repescada”) para o Mundial de 2010. Para tanto, os discípulos d’El Diez necessitam da vitória diante do combalido Peru (perdão pelo involuntário trocadilho) e os comandados de Oscar Tabárez precisam de pelo menos um empate com o Equador, nas nuvens de Quito.

Com esta combinação de resultados (ou algumas outras, levando em conta que nada menos que SEIS seleções disputam TRÊS vagas nas duas últimas rodadas das Eliminatórias Sul-Americanas) o embate do dia 14 de outubro em Montevideo será épico. Não como a final dos Jogos Olímpicos de 1928, na Holanda, ou na própria final do Mundial de 1930, ocasiões em que o Uruguai maravilhou o mundo com seu futebol assombroso para aqueles tempos amadores. E de quebra venceu a rival Argentina. Mas ainda assim este confronto no próximo outubro será épico em sua (dupla) decadência.

Quarta-feira o cimento do Centenário ameaçou ruir, mais uma vez, quando o palmeirense Pablo Armero cruzou da esquerda e o dublê de arqueiro, o botafoguense Castillo, saltou algo entre 2 e 5 centímetros para interceptar um cruzamento. 1 a 1 no placar, Colômbia muito melhor em campo, platenses com um jogador a menos. Era possível sentir a desesperança de um povo pela tela da televisão.

Os 3 a 1 acabaram saindo tão suavemente quanto uma prisão de ventre de sete dias e noites suarentas ao trono. Muito em função da historicamente irresponsável Colômbia, que também ficou com um homem a menos em campo, do que pela qualidade técnica dos colegas do Diego Forlán.

O que fica claro para quem é amante do esporte bretão é que um dia, ninguém imagina quando ou como, o Uruguai voltará a ter uma seleção forte (não apenas no aspecto físico) e campeã. O último esquadrão Charrúa que ergueu uma taça foi o time de Francéscoli e Bengoechea, que bateu o Brasil na final da Copa América de 1995, no Centenário e nos pênaltis. Querer que a Celeste volte aos tempos de glória é uma espécie de desejo romântico de quem já chutou uma bola.

Apesar dos sabidos desmandos na administração das “coisas do futebol” no país vizinho ao Rio Grande do Sul, a justiça está sendo aplicada muito severa e longamente com o pessoal da Banda Oriental. O Inter é um bom exemplo do que tento dizer: teve suas glórias em décadas longínquas, passou por longos anos de inverno espesso, com uma torcida que aprendeu a carregar uma tristeza inerente ao uniforme rubro. Dilapidaram o clube e o nome da instituição, até que um dia a grandeza histórica do gigante ferido veio à tona (culminando em dezembro de 2006).

Isso acontecerá para a Celeste Olímpica, e o povo com ar derrotado daquele pequeno e brioso pedaço do Pampa poderá sentir o que seus antepassados sentiram. Assim como o Botafogo um dia voltará a ser Botafogo.