Das quatro maiores alegrias coloradas nos anos 90, 50% das mesmas estão diretamente ligadas a Celso Juarez Roth, o amigo do Mau. A saber (indo da mais para a menos importante): título da Copa do Brasil de 92; título Gaúcho de 97; GRENAL dos 5 a 2, também em 97; e o primeiro rebaixamento do Grêmio no Brasileirão, em 91.
Aquele ano de milnovecentosenoventaesete ficou marcado na história do Inter como a temporada da ótima campanha na primeira fase do Campeonato Brasileiro (segunda melhor da competição, atrás apenas do posteriormente campeão Vasco), e da decepção na fase decisiva. Este inclusive é o maior estigma da carreira do ex-bigodudo Roth: desempenho irretocável em momentos mornos e entregadas monumentais na hora da verdade.
Mas aqui e agora quem escreve é o torcedor. Foda-se o determinismo histórico e os gélidos e desalmados números e fatos. Lembro de, não sei como, conseguir ver aquela final de Gauchão de 97 ao vivo na tevê. Naquela época lá na “baia” não tinha essas mordomias de NET, SKY (que era DIRECTV na época), nada. Ou era no estádio, ou era na Guaíba com o Haroldo xingando até a mãe do badanha. Mas aí DO NADA abriram o sinal do jogo! Não consigo saber se foi na RBS ou na TVE. De vez em quando, em caso de jogo importante “em casa”, de Inter ou Grêmio, acontecia esse milagre e abriam o sinal da TV Cultura gaudéria. Com uma transmissão muito clássica, como se fosse rádio na televisão! Mas enfim, vimos aquele GRENAL lá em casa, com a gremistada (minha mãe, meu irmão e minha avó) já contando como certa mais uma vitória. Tempos difíceis aqueles... Mas aí o Fabiano Cachaça acertou um chute violento, um tiro na gaveta do algoz Danrlei. Um arremate que continha a raiva de uma torcida castigada.
E fomos campeões. Em cima “deles”, com gol do Cachaça, com Celso Roth de técnico, Arílson era o 10, Gamarra soberano na zaga. Contra aquele Grêmio de Goiano, Arce, Dinho e o cacete a quatro! 1 a 0, sensacional! E fomos de Fusca, eu e meu pai, comemorar no portentoso centro de Canoas.
No domingo do clássico dos 5 a 2 não tive a sorte nem de ir ao estádio (com 11 anos de idade, GRENAL no Olímpico meu pai não me levaria nem se valesse o título definitivo de “quem é MAIS MELHOR, Inter ou Grêmio”) nem de esbarrar com a transmissão do jogo em alguma tevê aberta. Aí fiquei na Guaíba mesmo... Só que conforme foram saindo os gols, a coloradagem foi enlouquecendo, saindo das casas, berrando na rua! Sei que fui parar na casa do meu primo (que tinha NET!) e ninguém acreditava que aquilo pudesse estar acontecendo de verdade! Meter cinco, NO OLÍMPICO, com o Cachaça, o Sandoval e o MARCELO PADEIRO desossando o Grêmio... Era bom demais pra ser verdade! E quem estava na casamata vermelha, eu pergunto para os amigos?
Sim, este mesmo cidadão que assumiu o mesmo cargo em 2010. E que provocou a maior brochada na torcida rubra desde que estávamos esperando uma solução para a lateral-esquerda e apresentaram o EROS PÉREZ, do qual Dom Elias Figueroa era avalista.
Todo esse relato quer dizer o seguinte: eu só acredito um pouco, BEM POUCO, no Celso Roth, quando a tarefa apresenta-se impossível. E ser campeão da Libertadores com o Alecsandro de centroavante se enquadra nesta categoria.
Pula que é gol do Sóbis!








