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terça-feira, 15 de março de 2011

Leandros

Nos anos 90 Leandro Machado foi um achado (rima involuntária). Depois da morte prematura de Gérson, ficamos sem centroavante. E não ter um 9 confiável num time do Rio Grande do Sul é o equivalente a não ter um meia firulento nos times do Rio de Janeiro.

Baixa esses braço ô cururu ingrato do cara**o!

Neste momento não estou indo ao oráculo internético perguntar de que time veio Leandro Machado, mas minha memória de araque diz que ele começou em algum time catarinense (ou era base do Inter?). Inclusive suspeito que ele seja catarina e fale como carioca. Diferente de Damião, que é paulista, surgiu num time catarinense e é o mais novo "achado" da centroavância colorada - apesar de jogar bem há pelo menos um ano e meio.

Entre os dois Leandros dos parágrafos anteriores houve Leandrão. Acho que era carioca e também perigrinou por Santa Catarina. Mas desse Leandro não precisamos lembrar...

Que "saudade"...

Alecsandro foi nosso centroavante por um longo tempo. Um reinado de tirania com gols em cima da linha, números na coxa, posicionamento no segundo pau e atrás dos zagueiros, muita chiripa, firula e marra. Estes tempos estão no passado.

Leandro Damião é (adjetivos de cronistas dos anos 70) sagaz, movediço, espigado e TENAZ. Nesse começo espetacular de 2011 (tanto no gaúcho quanto na libertadores) tudo nele está potencializado. Talvez não seja um centroavante tão técnico quanto nestas últimas 6 apresentações, mas com certeza é veloz, brigador, FUÇADO (gíria do nordeste) dentro d'área e no embate com os zagueiros, além de ter os FUNDAMENTOS muito bem trabalhados. Chuta forte, cabeceia com técnica e tromba na área. Ou centroavantes precisam fazer mais alguma coisa? Se souberem fazer estas três coisas, nem caminhar ou escrever eles precisam saber.

Pois o destino de Leandro III será a europa. Tem estofo suficiente para meter gols no campeonato italiano, tipo de jogo que parece talhado para seu estilo. Mas acabará vendido para um Shaktar qualquer coisa. Mas não sem antes despachar Alecsandro para o México.

Damião no momento em que mostrará as jóias da família...

terça-feira, 8 de junho de 2010

Tem que rir...

Se não fosse o bom humor...


JURO que esta faixa não recebeu patrocínio e/ou apoio do staff vermelho do Grenalzito...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Ramu metê eles, tchê!


Semana Grenalzitos vem com as pérolas de Souza e as ponderações de Alecsandro.

Ontem a noite foi de bate-papo com Souza, que mostrou ainda mais irreverência longe dos microfones, e Alecsandro, um cara muito mais comedido, mais centrado, mais profissional, apesar de ter largado umas frases bem legais, tipo:

- Eu não “dibro” nem meu filho em casa, imagina jogador – referindo-se a sua falta de habilidade com a gorduchinha nos pés e ao início da carreira, quando era escalado como meia, principalmente nas categorias de base.

Mesmo que, na maioria da vezes, eles mantiveram um discurso politicamente correto, por vezes mandaram ver nas respostas e explicaram coisas bem interessantes.
Souza, por exemplo, quando disse que trabalhou com dois técnicos de Seleção Brasileira, Leão e Lazzaroni, comentou o seguinte sobre eles:

- São duas desgraças! – depois elogiou Autuori como um dos melhores que já trabalhou.
Alcsandro, entre as coisas mais polêmicas, falou que já atuou em time que se reunia depois da preleção e falava:

- Esquece tudo que o treinador falou e vamos fazer assim...

Ele também lembrou do início, quando ganhava R$ 500 no interior paulista e recebeu uma proposta de 9 mil Euros para jogar na segundona da França. Tinha 17 anos e, chegando lá, descobriu que teria que lavar sua roupa de treino se quisesse ela limpa no outro dia. Ficou três meses e voltou pros 500 pilas.

O camisa 9 do Inter e artilheiro do Brasileirão ainda comentou que pretende ser treinador no futuro e que já é “dono” de 25 jogadores brasileiros junto com seu procurador. Aliás, Alecsandro revelou que paga 10% de seu salário para este tal procurador que, segundo ele, “cuida” de suas coisas, como arrumar apartamento, contratos, negociações, “tudo”.

Quanto aos contratos, Souza vazou que no Grêmio se paga 70% na carteira de trabalho e 30% como “direito de imagem”, enquanto no São Paulo acontece o inverso.

Os empresários, que “nada fazem além de intermediar as negociações” e são diferentes dos procuradores, levam, geralmente, 10% dos valores de uma transferência.

Concentração
Na Europa, alguns times não fazem concentração. Os jogadores chegam de suas casas duas ou três horas antes da partida, se reúnem e vão pro jogo. Questionados sobre isso, Souza e Alecsandro foram enfáticos:

- Não tem como acabar com a concentração – disseram. A referência foi clara: jogador cai na gandaia ou, não dorme cedo, ou come demais, se não estiver trancado e sob os olhares da comissão técnica.

Treino fechado
No Inter, os treinos fechados foram recorrentes neste ano. Num passado recente, Mano Menezes fechava quase todos os dias os portões do Olímpico. Souza disse que “não tem nada a ver fazer treino fechado”. Já Alecsandro justificou:

- É um saco treinar com aquelas menininhas berrando o tempo todo. Não dá pra se concentrar no trabalho. Por isso muitos treinos são fechados.

Sobre o mesmo tema, Alecsandro também disse que tem muito jogador, dirigente e assessor que entrega o que foi feito no treino fechado.

Seleção
Ambos almejam uma vaga na Seleção Brasileira. Alecsandro, pela quantidade de gols no ano (27) colocou-se no patamar de Adriano e Diego Tardelli. Souza pediu para que Dunga olhasse mais para os atletas que atuam no Brasil.
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Frases de Willamis de Souza Silva
- “Ramu” metê eles, hein, tchê! – sobre o que mais escuta nas três semanas que antecedem um GRE-NAL.

- Quando eu parar de jogar futebol vou comprar uma rede. E só. Quero morar em Maceió. Ou Porto Alegre.

- O “se” não entra em campo. “Se” minha mãe fosse homem, eu teria dois pais –velha, mas espirituosa.

**Pra encerrar, leia o diálogo que o Souza teve com seu filho Kevin, de 7 anos, após o jogo de domingo.

- Cheguei depois do jogo contra o Coxa no domingo e meu filho veio me perguntar:
“pai, agora é o GRE-NAL, né?”

É, respondi.

Aí, ele perguntou:

“Vai ser no Olímpico ou no Beira-Rio?”
Beira Rio.

“Baaaah!” – ele me respondeu.... A pressão começa em casa, mesmo.
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E, o "fecha" do post é o QUIZITOS, que o Souza, ao ler, mandou mais uma:

- Eu tiraria zero nesta porra!

1. Em 1950, na primeira Copa do Mundo realizada no Brasil, quantas cidades foram sede do evento?
a) 10 (RJ, SP, POA, Salvador, Recife, BH, Curitiba, Goiânia, Cuiabá e Manaus
b) 6 (RJ, SP, POA, BH, Recife e Curitiba)
c) 9 (RJ, SP, BH, POA, Floripa, Fortaleza, Recife, Salvador e Curitiba)

2. Quais partidas foram jogadas em POA?
a) França 4x2 México e EUA 2x1 Suíça
b) Iuguslávia 4x1 México e Argentina 4x1 Russia
c) Iuguslávia 4x1 México e Suíça 2x1 México

3. Em qual estádio se jogou em POA?
a) Estádio da Baixada
b) Estádio Força e Luz
c) Estádio dos Eucaliptos

4. Qual clube teve a maior média de público na última temporada do futebol europeu?
a) Barcelona (82.306)
b) Real Madrid (76.239)
c) Manchester United (75.304)

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Dois parêntesis


O Inter fez um grande jogo ontem contra o Santos. Poderia até ter vencido, mas considero que o 3 a 3 fez justiça ao que foi o duelo.

Justo porque ambos os times tiveram chances de fazer 3 pontos. Nos primeiros 10 minutos parecia que o Inter iria vencer. Mas o Santos marcou dois gols embolados, em duas panes na zaga (a primeira, de Bolívar, bem maior) e o Colorado se perdeu.

Dos 15 aos 25 minutos do primeiro tempo, parecia que o Inter tomaria um balaio de gols. Mas fez um, em contra-ataque, numa jogada explêndia de Taison. Drible veloz, agudo, e passe preciso para o dono da noite: Alecsandro. O centroavante só empurrou para o barbante, marcando o primeiro dos três que faria no jogo.

E aí o Inter se arrumou, apesar de Andrezinho estar pouco inspirado, de Kléber pouco apoiar e de o estreante lateral-direito, Daniel, apresentar um futebol sofrível. Aliás, aqui cabe um parêntesis: não sei da onde veio, não sei quem é, mas se sua carreira depender deste jogo, o coitado está na pior. Não marcou, não apoiou, o segundo gol do Santos foi em cima dele, e no final ainda foi expulso. Que atuação!

Mas, com a cabeça no lugar, o Inter repetiu o Santos e embolou num gol de bola parada em seguida do primeiro, empatando a bagaça. 2 a 2 e jogo equilibradíssimo.

Lá e cá. Só que o Inter precisava de uma mexida pra ameaçar o Santos com mais perigo na etapa complementar. Mas sem D’Alessandro, suspenso, ficou sem opção para a vaga de Andrezinho, mal na partida. Tinha opção para Giuliano (Magrão), que também estava mal no segundo tempo, mas Tite não trocou de pronto. E não tinha opção para o desastrado Daniel, assim como não tinha opção para Alecsandro (não que ele devesse sair).

Outro parêntesis: aí me pergunto: cadê o elenco colorado? Este ataque anda capenga depois que Nilmar saiu. Capenga no sentido de não ter banco - gosto da dupla Taison e Alecsandro. O mesmo no meio. D’Alessandro foi afastado, suspenso, e o Inter não tem mais dois articuladores. Só resta Andrezinho. Pra um time que gasta 4 milhas por mês em salários no futebol é pouco, deficitário, não achas? Se bem que tem Edu chegando pra dar uma opção pro ataque. E Eller para ajudar a zaga. Mas e o meio? Bom, tem D’Ale voltando, o que não é pouco.

Bom, voltando pra partida. O empate foi bom pro Inter. Além de ser fora de casa, o time se manteve no G-4, mesmo tendo um jogo a menos, mesmo saindo perdendo o jogo de 2 a 0.

Se há algo amargo neste 3 a 3 para os Colorados, é o fato de que o Inter virou (e o Santos sentiu a virada), porém não segurou. O Inter mostra bom futebol. Foi assim contra na derrota para o Corinthians há poucos dias e em tantas outras oportunidades. Tem cancha pra chegar, apesar de eu não querer acreditar no título.

Tem grandes chances de se aproximar da liderança nos próximos jogos, contra Goiás e Atlético-MG, dois jogos de seis pontos no Beira Rio. Um divisor de águas? Depende. Se perder os dois, tragédia. Se ganhar os dois, glória.