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terça-feira, 18 de maio de 2010

Vídeos para aliviar o nervoso

Papai?

Semana nervosa pra baralho, como diria Van Der Lei Luxburguer. Depois da vitória por 1 a 0 no Gigante, testada do Sorondo, Fossati ameaça meter um 3-6-1 bem GOSTOSO lá na Ar-rren-tina! Como analisar esse Inter maluco de 2010 taticamente? Cada jogo é uma surpresa! A maior delas aconteceu contra o muito bom time do Estudiantes: a zaga colorada conseguiu ir bem tanto na bola aérea ofensiva, quanto na defensiva! Incrível!




E depois do Walter meter 2 gols, cavar um penal, e jogar como um VERDADEIRO centroavante (fazendo gols, perdendo alguns, mas sempre brigando e aparecendo pro jogo) Fossati ameaça tirá-lo da equipe pro jogo do ano! Logo contra uma zaga um pouco lenta e que joga com um na sobra... Aí é DEMOOOOOIIISSS!




FUZILA Waltão!


E agora vamos ver como classificar na quinta:




Videozinho motivacional! Vamo Vamo INTER CARAJO!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Presságio

Na postagem de número 308 da história Grenalzítica, falemos de mau agouro.

Walter virou titular - com aumento de salário - e foi fundamental nas últimas três partidas do Inter: participou nos dois gols da vitória contra o Cerro, que deu a liderança do Grupo 5 da Libertadores ao Colorado;
Mandou uma SAPATADA lá do meio da rua contra o Novo Hamburgo para, naquele momento, virar o jogo;
e nas semifinais da Taça Fabio VOTEM EM MIM Koff, contra o Ypiranga, fez SÓ os dois gols da vitória.


O guri tem ímpeto, é ousado. Acerta, erra - por vezes bastante - mas nunca por omissão. Pode não ser o jovem mais talentoso ou com maior potencial de marketing (vulgo EUROS) do futebol brasileiro, mas Walter definitivamente é um forte. Indispensável um cara como ele no time titular, para mostrar aos nossos "experientes" que um pouco de fome e loucura não matam ninguém.

Pois nesta quarta-feira próxima o Inter terá o maior pega-ratão desta temporada 2010. Enfrentará um Emelec desmotivado, eliminado por antecedência da Líber10 e sem a menor responsabilidade na partida: se os equatorianos perderem será normal, se ganharem será um feito. E o pior, provavelmente com um time reserva. Ou seja, este é o jogo em que a pressão pela vitória para o Inter será tão ou mais forte do que nas partidas no Gigante.

Não há outro resultado cabível que não a vitória contra um clube que somou incríveis zero pontos em 4 partidas no torneio continental. E não há sinal mais AGOURENTO que este. O favoritismo completo é o pai das derrotas desmoralizantes, que implodem o tal do planejamento (citando o Meira).

E o Gauchão desta ano é uma prova irrefutável disso.

Manda dois Xis Picanha completo pra concentração, ô abestado!

terça-feira, 23 de março de 2010

Jealous Guy


A paixão e o amor andam de rostinhos colados e braços dados com a inveja e o ciúme. Quanto maiores os dois primeiros sentimentos, mais difícil de controlar os dois últimos.

Jogadores de futebol estão para nossa relação de amor com nossos times de coração, como cunhados estão para namoros. Tu até quer gostar daquele cara, mas infelizmente ele faz coisas inomináveis com tua irmãzinha.

Neste verão, dois casos foram notórios para entender o mecanismo de ódio que o torcedor “moderno” nutre por aqueles que deveriam ser ídolos, e acabam transformando-se em parias sociais: Walter e Adriano.

Quem acompanha futebol foi bombardeado por notícias desses dois rapazes de origem humildade, de salários fora da realidade do Zé Povinho e de futuro tão incerto quanto o de qualquer um de nós.

Pro senso comum, Walter é apenas um bom jogador, com problemas de peso, superestimado pela mídia, que ganha abusivos 15 mil reais a cada trinta dias, tendo pouco mais de 18 primaveras somadas na identidade. É considerado burro, ignorante, retirante nordestino que não consegue se enquadrar na normalidade do sul (Minas para baixo), de um trabalhador normal.

Adriano seria uma extensão de Walter, só que com mais de 25 anos, mais talento comprovado e muito mais verdinhas na conta bancária. É visto como um craque desperdiçado por influência de más companhias, falta de comprometimento com a vida de trabalhador do futebol e principalmente pelos Euros, que subiram a sua cabeça. “Tinha tudo pra ser um dos melhores do mundo, mas não adianta...”, alguém já disse isso perto de ti. As reticências silenciosas querem dizer “... mas é FAVELADO e preto”.

Todos estes conceitos são propagados por nós, classe média consumidora do esporte número um do mundo. E o que há por trás destas verdades magnânimas e imutáveis? A mais pura inveja, que nutrimos por estes jovens que ganham dinheiro para chutar bolas pelos gramados do planeta. Se eu treinasse todo dia jogava melhor que eles, alguns dizem. Só fazem isso da vida e ainda reclamam, bradam outros. Pra jogar pelo (insira o clube da sua preferência), jogava até de graça, e ainda assim corria mais que esses desgraçados, insultam milhares.

No fundo dizemos isso pela total incapacidade de estar na posição daqueles que deveriam ter nosso apoio.

Esse sentimento assusta. Pelo simples fato da esmagadora maioria dos jogadores de futebol do Brasil saírem da condição de pobres, iletrados, oprimidos, desfavorecidos de oportunidades melhores na vida, enfim, CRUCIFICADOS PELO SISTEMA, mereceriam nossa mais devota simpatia. Mas não. Eles abandonam nossos clubes ao menor sinal de proposta do exterior, nós enchemos a boca e socamos a mesa do bar. E se te oferecessem pagamento em Euros, pra fazer o mesmo trabalho que tu exerce hoje, agora, aqui no Brasil?

No lugar da empatia, os potenciais ídolos do povo, que poderia vê-los como gente como a gente, recebem julgamentos morais que não impomos a outras pessoas de “nível social” mais elevado.

Vemos jogadores de futebol como ricos enfastiados, que afirmam que chutar uma bola é trabalhar, vejam só! Mas na infância, antes de sonhar em ser bombeiro ou astronauta, o que a gente queria ser mesmo?

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

LaBoratório(s)

Antes de comentar e apresentar os números do Inter B nestas três primeiras rodadas do Ruralito ’10, falemos da mais nova traquitana grenalzística:

ÓIA AS CUNVÉRSA!


Parodiando a expressão idiomática criada pelo GIGANTE Paulinho Silva – mais conhecido universalmente como Paulinho Mixaria, o melhor humorista do interior de Taquari – o Grenalzito inicia este... QUADRO, momento, VIRAL, que seja, para dar vazão às milhares de bobagens e/ou obviedades que ouvimos, lemos e vemos no mundo do futebol. Mais precisamente envolvendo nossa querida dupla, mas isto não exclui um óia as cunversa EXTRACLASSE!

A frase utilizada pelo humorista em seu “chô”, uma espécie de COMÉDIA DIM PÉ, como virou moda dizer, é usada para descrever absurdos que a gente escuta todo dia, toda hora, mas acaba nem percebendo.

Agora alguns exemplos pra gurizada pegar o SPRÍTO da coisa:

- Meira declara que Máxi nunca foi tão importante assim pro Grêmio... ÓIA AS CUNVÉRSA!

- Carvalho afirma que Inter não precisa de outro atacante... ÓIA AS CUNVÉRSA!

- Píffero GARANTE que só precisa vender um jogador por ano pra fazer caixa... ÓIA AS CUNVÉRSA!

- Grêmio paga mais para Túlio do que para Victor... ÓIA AS CUNVÉRSA!

Então é isso! A partir de agora eu e o Mau postaremos alguns Óia as Cunvérsa, mas os comentários estão livres para sugestões (inclusive utilizando o recurso para tirar uma onda da nossa cara quando escrevermos asneiras... só não façam TODA VEZ...).





Pois bueno, aos números da caminhada do time laBoratorial do Inter neste primeiro mês de doismílidéiz:

Jogos (2V, 1E, 0D)
Inter 4 x 2 Ypiranga; Porto Alegre 0 x 1 Inter; Inter-SM 1 x 1 Inter.

Gols (6 Pró / 3 Contra)
3 Leandro Damião – 2 de cabeça e 1 de dentro da área.
1 Ytalo – Fora da área.
1 Walter – Fora da área.
1 Daniel – Dentro da área.

Assistências:
2 Leandro Damião
1 Juan
1 Josimar

Depois desta campanha no Gauchão, que começou em alta velocidade contra o Ypiranga e terminou em ritmo de Rubens Barrichello ao final do jogo contra o xará de Santa Maria, a dupla de avantes Leandro Damião e Walter foi integrada ao grupo principal, a pedido do treinador Jorge Fossati (e do departamento de futebol, lógico). Houve outros destaques, como já dissemos, dentre eles Wágner Libano, Josimar, Ytalo e o goleiro Agenor. Todos com muitos defeitos para corrigir, mas com potencial para agregar o tal FATO NOVO ao grupo vermelho.



Na real a experiência deste ano com o Inter B foi muito satisfatória. Alguns previam uma catástrofe no nível Gauchão 2007. Outros SE EMPOLGARAM-SE demasiadamente depois do primeiro jogo, encontrando soluções mágicas para as carências do grupo de cima em nomes pouco experimentados no mundo dos adultos. Nem uma coisa nem outra.

A lição que fica é que com tempo, pensamento estratégico objetivo e uma dose de ousadia, Inter e Grêmio podem sim atuar no certame gaudério com jogadores "renegados" ou jovens ainda imaturos. Além de garimpar novos nomes, existe a possibilidade de realizar uma pré-temporada minimamente decente e coerente, no que diz respeito a datas, trabalhos técnicos, físicos e táticos.

O Inter deu um passo enorme ao ganhar estes dias de preparação.

Que sirva de exemplo.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Pegando experiência


Inter 4 x 2 Ypiranga (estatísticas 2010 iniciam depois do jogo de quarta, contra o LAMI de Assis Moreira)

O time?

Agenor; Daniel, Wagner Silva, Igor e Juan; Josimar, Paulinho, Wagner Libano (João Paulo) e Ytalo; Walter (Léo) e Leandro Damião (Elton).

Esse é o Inter 2010! Nos jogos do Gauchão, lógico...

A piazada fará os primeiros jogos e a maioria dos jogos no interior dos Pampas. Na opinião do Grenalzito, este “planejamento” é correto, mas antes do começo da Líber10 o grupo principal DEVE ser testado. O GRENAL de Erechim é um exemplo, mas APENAS testar o time neste jogo é loucura. Vejamos a seguir os rumos tomados pela comissão técnica, mas deixar os ajustes apenas para treinos e clássicos é maluquice.

O centroavante que falta?

Dito isso, vamos ao primeiro jogo oficial da temporada (amistosos em Bento não são sérios). Inter e Ypiranga no ano passado fizeram o confronto dos então líderes do Gauchão no Colosso da Lagoa. 0 a 0 e uma boa atuação do então badalado garoto Walter. Ele e Alex criaram inúmeras chances de gol, especialmente no primeiro tempo, mas nada de gol do “novo Bigorna”.

Uma grave lesão no joelho, um ano depois e uma “blindagem” maior no que diz respeito à BABAÇÃO DE OVO no guri do nordeste brasileiro, e Walter retorna ao Beira-Rio. E jogando muito!

Sim, foi contra um time pequeno, pelo estadual, no PRIMEIRO jogo da temporada e ainda com o time Lado B. Mas alguns fatos são independentes de outros fatores, como por exemplo os 7 chutes de fora da área, e que foram no gol, desferidos pela GAROTADA (gírias Roberto Justus). E destes, QUATRO foram de Walter. Ou seja, reservas ou não, time pequeno ou não, o guri mostra vontade e evolução em seu futebol. É um atacante raro, e que deve ser melhor trabalhado que Taison, pra citar um caso recente de deslumbramento prematuro (inclusive deste que vos escreve).

E ainda pode jogar como atacante pelos lados, como neste jogo...

Destaques?

Sobre os “destaques” do jogo, o único de quem dá para dizer alguma coisa é Wagner Líbano. Explico: Ytalo e Leandro Damião foram muito bem. Juan foi bem e pode ser aproveitado no Inter A pela total falta de “sombra” para Kleber. Mas quais as outras referências que alguém tem dos guris, além deste jogo que fizeram? Vão muito bem em treinos (segundo relatos), são jovens promessas e fizeram um belíssimo jogo de estréia no Gigante. Mas aguardemos os próximos capítulos. Líbano chegou a ser utilizado por Abel e Tite como segundo atacante e meia de ligação. Mas ao que tudo indica Wagner pode ser um bom terceiro homem de meio-de-campo pela direita, completando uma linha de volantes adiantados no estilo inglês. Talvez ache seu futuro nesta posição, já que bons fundamentos ele possui.