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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Grêmio fora do G4, OBVIAMENTE

Se tu não existisse, eu te inventaria!

A vitória diante do Coxa por 2 a 0, no Olímpico, é oportuna para que se diga o que está escrito no título. Dizer isso após uma derrota seria muito oportunismo dos fedorentos.

O Grêmio parece decidido a jogar na banguela, na maciota, com o lema “pra quê se mexer?!”.

Ontem, tudo se repetiu. O time foi insosso, lento, errou passes e parecia desinteressado, à exceção de Maxi López e Túlio. É uma equipe amarrada, não no sentido de jogar junto, mas como uma metáfora de quem está preso, sem saída. Os jogadores andam desligados, perdendo bolas por distração, errando passes curtos.

Victor, não podemos esquecer, foi o melhor em campo pelo Grêmio. Salvou o time de perder por 3 ou 4 a 2. Enquanto Tcheco foi o pior e Maxi e Túlio (pela entrega e bom desempenho de suas funções – um criar chances de gol e/ou fazê-los; outro desarmar e iniciar o jogo), Perea (pelo gol) e Souza (pelo mesmo motivo de Perea) foram os que se salvaram.

E olha que no segundo tempo o Grêmio teve 11 contra 10 durante 37 minutos. Mesmo assim, conseguiu tomar sufoco do Coxa, passando a controlar a partida somente após fazer o segundo gol, aos 37 minutos da etapa complementar. Aí sim, Mário e Lúcio (que está devendo) foram ao fundo, Rochemback teve infiltração, e o Grêmio criou um pouco mais.

Pelo lado do Coxa Branca, tudo está em uma defesa bem postada, tendo Pereirão como xerife, e na velocidade e inteligência da família Paraíba. Carlinhos pouco pôde fazer, mas Marcelinho é algo a se destacar. Sua atuação chama a atenção. É raro vê-lo sob marcação. Está sempre livre, desviando-se. Como diria meu pai, “é mais liso que jundiá ensaboado”. Quando seu time recupera a bola, Marcelinho (um cara velho pra contrato de dois anos, como definiu a direção gremista), sai em disparada como um guri de 20 anos, na diagonal, abrindo a defesa adversária, que fica em dúvida entre marcá-lo ou fechar o espaço para a eventual chegada de outro homem. Simples e eficiente. Só não fez gol porque Victor estava lá ou por “descalibre” de seu pé direito, já que poucas sobraram pra preferida canhota.

Diante da maneira que o Grêmio vem atuando, não acredito na classificação para a Libertadores. Acho muito complicado ganhar o GRE-NAL no Beira-Rio sem Maxi (70% do ataque) e Tcheco (experiência e respeito do adversário). Considero muito difícil um time que chega a 30ª rodada sem NUNCA ter entrado no G4, ser um integrante dele no final do 38º jogo.

Enfim, mais um ano que se vai para o Tricolor. Pelo menos, a parte AZUL do Grenalzito ganhou a primeira in loco.

Tiazinha devidamente uniformizada

Outros pensamentos:
**O melhor do dia é a frase do presidente Duda Kroeff depois do jogo: “Vou fazer o que for possível (para manter Victor em 2010). Ele não sai do Grêmio de jeito nenhum. Pode chegar a proposta mais alta do mundo. Não sai. Só sai se ele me disser que faz questão de sair”, disse.

**Tem um negócio engraçado: escuto o Autuori depois do jogo contra o Coxa e ouço ele dizer tudo que eu também diria se estivesse lá no lugar dele. Mas quando vejo um treino, como na terça-feira passada, só enxergo os jogadores disputando um animado futevôlei. E seu Paulo, enquanto isso, caminhando em volta do gramado.

**Renato Cajá tem o que chamamos de deficiência técnica. É limitadíssimo até que prove o contrário.

**Falta perna a Mário Fernandes. O guri é bom de bola, mas se sobe, não volta. Também pudera, sua função é a zaga e não a lateral. Não foi preparado para isso, mas ainda pode ser. Tem capacidade apurada de marcação e está melhorando os cruzamentos. Se derem gás pro Fugitivo, pode ser um bom lateral-direito, material escasso no mercado.

**A torcida marcou Thiego. Quando os atletas desceram do ônibus no Olímpico, ele foi o único vaiado. Veja o vídeo

**A galera também desanimou com o perde-ganha danado. Ontem, apenas 13 mil foram ao Monumental (a média do Grêmio, antes, era de 19 mil por jogo). E olha que o dia tava animal e o horário de verão já tinha chegado.

Las buchas

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Tarde injusta


Já tão dizendo que EU carrego a MAUdição (trocadilho infame do Felipe para com a minha pessoa) do pé-frio só porque cobri três jogos pelo Grenalzito e não ganhei nenhum até agora.

ISSO NÃO é verdade.

A verdade é que o time NÃO ganha quando NÃO joga (beleza, às vezes até acontece). Mas o Grêmio não jogou ontem, no Olímpico, contra o Sport, sob meus olhares.

Logo ontem, quando praticamente madruguei no Monumental porque queria sentir todo um domingo de Grêmio. Almocei por ali, na volta, depois tentei me enturmar, apesar da indiada um tanto arredia e fui curtindo, vendo cada detalhe, cada gremistinha linda passeando de manto tricolor, cabelos ao vento, cintilantes como o sol que pairava sobre Porto Alegre.



No Preliminar, o barzão que esquenta a Geral e outros transeuntes tricolores, troquei uma ideia com o sósia oficial do Alex Mineiro. Careca, olhos fundos, fala mansa e mais de 30 anos. Era tão parecido que tentei arrancar a resposta dele, do porque jogara bem em anos anteriores, e há pouco, no Tricolor, não fizera nada.

Ele não sabia me responder exatamente. No fim, admitiu má vontade.

Desejei-lhe sorte e rumei para as arquibancadas inferiores do Olímpico meia-hora depois dos portões abrirem. Entrei esperançoso e confiante. Tinha certeza que o Grêmio não teria dificuldades para golear o Sport.

Só que nos primeiros 5 minutos de jogo deu pra perceber que as coisas não iam bem. Fazia muito calor em Porto Alegre, o sol queimava a grama e a impressão que passavam os jogadores do Grêmio é que todos desejavam estar em seus apartamentos climatizados.

Corriam pouco, davam poucas opções pra quem conduzia a bola. As exceções foram Maxi e Jonas, que buscaram a redonda no jogo todo.

Mário, um dos melhores zagueiros surgidos no Grêmio nos últimos tempos, teve tarde infeliz. Posicionou-se mal, quando teve a chance de avançar não foi, errou na saída de bola e cansou fácil. E por ali o Sport investiu e chegou com perigo.

Em pé na arquibancada, vi a Geral ainda cantante e pulsante, porém minguada. Via a tal Velha Guarda (foto lá em cima), do lado oposto, mais argentina ainda, pequeña, mas copera e alentadora.
E dentro de campo, o time do Grêmio sonolento, desatento, não se importando com os 19 mil pagantes que o rodeava.

Então começaram as vaias, primeiro para Tcheco e Autuori, depois para Autuori e Thiego, no fim para todo o time. Até eu vaiei no final. Achei injusto um time caminhar em campo com tanta gente querendo e pagando para vê-lo correr. Me senti lesado, apesar de ter desfrutado por três vezes a emoção inigualável de comemorar um gol dentro do estádio. A hora tu enxergas a pelota morrendo na rede, o jogador do teu time correndo euforicamente com os braços levantados, o juiz apontando pro centro do gramado, o bandeira correndo naquela direção, a Geral fazendo a avalanche e teu berro saindo da garganta, parece que tu finalmente chegaste no céu.

O brabo é que o empate no fim deixa um gosto azedo e aquele velho sentimento de que a Libertadores do ano que vem será para assistirmos e não jogarmos. Ainda dá pra classificar, mas se os outros times jogam bem e ganham e o Grêmio joga mal e perde, a perspectiva não tem como ser animadora.

Olha que momento. Pena que Tchequito Maestro errou o canto. Ou seria Magrão que teria acertado?

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

"Lavemo" a égua, tchê!


Minha vida de torcedor quer acreditar que o Grêmio embalou, que agora vai, que o G4 está perto. Quem sabe o título?

Só que por increíble que pareça, não vou escorar o otimismo nas vitórias em cima dos cambaleantes Fluminense e Náutico.

Este Flu, que tem mais técnicos neste Brasileirão do que vitórias, que já está na Série B 2010, serve no máximo pro "esquenta" da festa da Revolução Farroupilha, ou da Oktoberfest.

O relógio não tinha dado meia volta no jogo de ontem e o Grêmio já metia três “bago” nos cariocas! Sem falar que o time de Cuca, Luiz Alberto, Conca, Kieza, Diogo e Ruy Cabeçudo tá com tanta liga pra perder que o time adversário não precisa nem jogar para derrotá-lo. Ontem foram dois gols-contra e o juizão ainda marcou um pênalti bem mediano a favor do Grêmio. E mandou voltar quando Jonas perdeu! Wré-e-eu!

Nem vale, pelo adiantado da hora e pela óbvia superioridade dos pampeanos, falar da tática, do jeito do jogo. Vale mais atualizar as estatísticas (Jonas artilheiro do Br09! - imagine se ele fizesse tudo que perde!), “embar” o vídeo do massacre, escolher uma fotinho e pensar na pauta de amanhã.



Se o Grêmio quiser mesmo o G4 terá que carpir muito ainda, a começar pelo campo ingrato do Serra Dourada. Não preciso (mas vou) dizer que uma vitória contra o esmeraldino goiano é fundamental. A briga é direta, o jogo vale seis pontos. E na sequência os gaudérios têm mais um rebaixável em casa, o Sport, atual vice-lanterna.

Números do lado azul no Br09:

Brasileirão 2009
25 jogos


11 vitórias: Grêmio 2 x 0 Botafogo; Grêmio 3 x 0 Náutico; Grêmio 4 x 1 Atlético-PR; Grêmio 3 x 0 Corinthians; Grêmio 2 x 1 Inter; Grêmio 3 x 2 Santo André; Grêmio 4 x 1 Cruzeiro; Grêmio 4 x 1 Flamengo; Grêmio 4 x 1 Atlético-MG; Náutico 0 x 2 Grêmio; Grêmio 5 x 1 Fluminense

6 empates: Grêmio 1 x 1 Santos; Fluminense 0 x 0 Grêmio; Grêmio 2 x 2 Goiás; Palmeiras 1 x 1 Grêmio; Botafogo 3 x 3 Grêmio; Grêmio 1 x 1 Vitória

8 derrotas: Atlético-MG 2 x 1 Grêmio; Vitória 1 x 0 Grêmio; Sport 3 x 1 Grêmio; Coritiba 2 x 1 Grêmio; Avaí 1 x 0 Grêmio; São Paulo 2 x 1 Grêmio; Barueri 1 x 0 Grêmio; Santos 1 x 0 Grêmio

Gols (48 pró/29 contra): Jonas (13); Souza (8); Maxi (7); Réver (4); Tcheco (4); Herrera (3); Rafael Marques (3); Perea (2); Fabio Santos (1); Alex Mineiro (1);

Assistências: Souza (7); Tcheco (6); Fabio Santos (3); Jadilson (2); Alex Mineiro (2); Perea (1); Maxi (1); Joilson (1); Hélder (1); Adilson (1); Mário Fernandes (1)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Perde-ganha danado!


Alguém ainda terá a brilhante ideia de estudar este Grêmio ambíguo. Este Grêmio perde-ganha. Deve ter alguma explicação científica que desvende este Grêmio duas caras. Deve ter.

E se houver um disgramado de uma figa pensando nisso mesmo, ele deve estar fazendo preces diurnas para que o Grêmio perca o próximo jogo, lá no Engenhão, contra o Botafogo, Botafogo, campeão só em 1910, aumentando as suas chances de nota 10 no final do TCC.

Mas eu rezo do contra a sei que o Grêmio pode almejar algo mais se vencer o Fogo no domingo. Porque jogador é supersticioso e, vencendo uma, se livra da zica pra sempre e vence duas, três. E vencendo três fora, mantendo o inapelável desempenho caseiro, podemos pensar outra vez em Libertadores 2010, o que realmente importa.

E na sequêcia do Bota, tem o Vitória, meia-boca e no Olímpico, onde todos sabem, só dá Grêmio.

E depois tem Náutico, fora. Mas Náutico fora, pelo menos para o Grêmio, é mesma coisa que fazer churrasco na casa da praia. É fora, mas é em casa. E o Grêmio em casa é o Grêmio em casa.

E mais adelante tem Fluminense em casa. Que, além de ser em casa, é contra o Fluminense. E aí, nem o Raphinha do Flu sonha com uma vitória do lanterna das Laranjeiras.

12 em 12. Esta só pode ser a meta.

Mas, como estou tentando diurnamente ser um repetidor de palavras e um escriba do futebol, vou deflagrar minhas análises (im)pertinentes sobre o jogo de Grêmio 4, Atlético Mineiro 1.

Só que este texto intitúla-se:
ôôôôô, o Celsão voltôôôôô


- ôôôôô, o Celsão voltôôôôô, o Celsão voltôôôôô, o Celsão voltôôôôô

Odeio este cântico aí de cima, seja lá com qual for o time ou o objeto de destaque. Boto ele no nível de Olêêê, olê, olê, olê, Brasiiil, Brasiiiil. Mas se estivesse no Monumental ontem à tarde o teria entoado em homenagem ao Celsão.

Este cidadão foi tão mencionado aqui no Grenalzito que jamais será esquecido. Servirá sempre de exemplo, será relembrado em momentos críticos e bons, estará para sempre marcado na história gremista como o garotão sabe-tudo que perdeu um campeonato brasileiro ganho por não saber substituir e por não conseguir “dismanjar” sua equipe em duas ou três rodadas apenas, só pra dar uma confundidinha no adversário e ganhar mais um joguinho.

Por isso, se pudesesse, lá estaria eu, homenageando-o com cânticos e palavras de afeto, respeitando-o e empilhando golos em seu time (outro que assustou no começo e vai morrer na praia). Mas o Grêmio me representou muito bem (e ainda tem gente que não entende porque eu pago mensalidade).

Só que, se tu te lembrares bem, nem tudo foi musiquinha e golos. No início, quase tomamos uns dois tentos porque o sistema defensivo estava desajustado. O que pode ser perdoado pela falta de entrosamento entre Réver, Mário Fernandes, Colaço e Thiego.

Ajustado isso, o Grêmio conseguiu jogar. Ainda mais depois que marcou o primeiro e abriu o balaio. Foi aquele negócio que já estou cansado de escrever. Em casa, o Grêmio marca, morde, tem cotra-ataque, joga pelos lados, cava faltas perto da área, quebra os contra-golpes adversários, rouba a bola, se recompõem, tem determinação, não se abala, busca a meta adversária o tempo todo, sabe administrar um jogo ganho, etc, etc, etc.

E nem seu Celso, tão conhecedor do Grêmio, do Olímpico, o homem que iniciou esta série invicta em casa, aquele que sabe como o Tcheco joga, como o Souza bate falta, que o Réver subindo livre é uma metralhadora, pôde armar um time para parar o Tricolor em casa.

Dá-le! Vamos comemorar o que é nosso de direito!