segunda-feira, 4 de maio de 2009

Beleza de derrota!

*Fotos e Vídeos: Aline "Quase Colorada" Camargo

Pela quarta vez nesses nove anos em que abandonei o pago fui até o estádio Orlando Scarpeli. Saí de Brusque pouco depois do meio dia, camiseta nova do Guina no couro e com a expectativa de finalmente sair com um resultado que não seja derrota ou empate contra o "glorioso" Figueirense. O dia estava com uma temperatura agradável e um solzinho amigo, perfeito para ver futebol no estádio (lembrei de quando era criança e o sol caía bem na frente de quem estava na Inferior do Beira-Rio! Saudades...)
Tá certo que era amistoso, time todo reserva, apenas para dar chance pra gurizada correr, pegar embocadura, ritmo de peleia, etc. Mas a única vitória que eu tenho no meu cartel (no estádio) contra o Figueira na verdade foi um empate! Pela Sul-Americana de 2004, se não me falha a maldita memória, eliminamos eles no Gigante, nos pênaltis (Granja bateu o último)!
Enfim. Rumamos eu e minha digníssima namorada com destino à “ilha da magia”. Bastante gente trajando vermelho, clima tranqüilo (já fui em jogo de Inter e Figueira que o bicho quase pegou...) apesar dos gritos de “ão ão ão segunda divisão”, “pu** que pariu, libertadores o figueira nunca viu” e o costumeiro “gaúcho, viado”. Tudo pronto para uma apresentação segura do nosso time B.
Tite escalou um time reserva bem ofensivo, com Marcelo Cordeiro, Andrezinho, Giuliano, Walter e Leandrão (ataque com dois jogadores fortes e bons no jogo aéreo, mas as jogadas de flanco quase inexistiram, e os cruzamentos só saiam nas faltas e escanteios!). O meio-campo ficou muito aberto, e o Figueirense levava perigo nos contra-ataques.

O time não encontrou o tal do equilíbrio. E pra uma coisa esses jogos com times reservas servem: mostrar que “opções do banco” muitas vezes são apenas isto mesmo, e não soluções para todos problemas de uma equipe. Os 3 gols do Figueirense foram iguais: cruzamento pelo lado direito do ataque (e esquerdo da nossa defesa) e cabeçada de jogadores não muito altos.


Ou seja, Cordeiro não é um lateral consistente defensivamente. E também não é regular no ataque suficientemente para ser titular. Mas é uma boa opção. E Danny Morais é um guri de muito futuro, mas no momento ainda comete falhas na bola aérea e se afoba na saída de bola em vários momentos. O pensamento mágico de que os reservas são sempre melhores que os titulares sumiu em Floripa, para o bem do time no resto da temporada.
- Walter mostrou vontade e que é um jogador diferenciado. Mas ainda não tem maturidade pra guentar o rojão da titularidade. Melhor em campo pelo Inter;
- Sorondo é um baita zagueiro! Mesmo com receio em função das recentes lesões, deu carrinho, dividiu e mostrou que com um pouco mais de confiança, é titular fácil na zaga Colorada;
- Gostei do Paulinho e do Giuliano também. Muita garra e disposição;
- Queria ter visto jogando o piá Marinho, que acabou ficando só no banco. Mas só pela pinta do figura dá pra dizer que entende do riscado;
- Michel Alves é bom goleiro, mas não é o santo milagreiro que muitos pensam. A reserva faz o cara ser visto como solução, mas é bom ir com calma pra não queimar bons jogadores, como ele. Mesma coisa serve pro Andrezinho: bom jogador, mas não serve como solução de todos os problemas do time.

Curiosidade: No time do Figueira jogaram o zagueiro e capitão Régis (aquele mesmo, que fez dupla de zaga com Gamarra e Márcio Tigrão!) e o lateral esquerdo Anderson Pico, ex-Grêmio. Me senti num Desafio Grenalzito - Ao Vivo!
E o bom goleiro do Figueirense que salvou pelo menos três gols certos do Inter é reserva do irregular Wilson. Vai entender... Ou seria ele só mais uma boa opção individual, assim como as nossas?

domingo, 3 de maio de 2009

Novo tempo



Era dia 3 de maio de 1981, como hoje. Todos estavam contra o Grêmio, como era de se esperar.

E o Morumbi com mais de 90 mil pessoas serviu de palco para o primeiro título nacional do Tricolor dos Pampas.

Ali começava um time campeão da Libertadores e Mundial em 1983.

Começava um novo ciclo, onde os regionais passariam a ter papel secundário.

Aliás, não seria mais justo e bonito que os grandes como Grêmio e Inter não disputassem estaduais e sim Copa do Brasil e Libertadores somente e simultaneamente.

O Gauchão, por exemplo, ficaria bem mais parelho e mais interessante para os times do interior. Eles poderiam almejar uma vaga na Copa do Brasil. E o Grêmio, por exemplo, teria a chance de defender seu Tetra na copa nacional. É discutível.

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Na final de 81, o Grêmio teve: Leão, Paulo Roberto, De Leon, Newmr e Casemiro; China, Paulo Isidoro e Vilson Tadei; Tarciso, Odair e Baltazar; Téc: Ênio Andrade.

São Paulo: Waldir Perez, Marinho Chagas, Oscar, Dario Pereyra e Getúlio; Élvio e Assis; Sergino Chulapa, Renato, Zé Sérgio e Paulo César; Téc: Ithon Frietzen.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Desafio Grenalzito VII


ONDE ESTÃO E QUEM SÃO?
Alguns jogadores desse time do Paraná (um dos nossos antigos calos...) dos anos 90 jogaram no Inter, também na famigerada década de 1990. Quem souber os outros jogadores e o ano deste time por favor, divida o conhecimento, mas o essencial é: Qual desses senhores defenderam as cores do Colorado Gaudério?

Vencedores do Desafio 6: Alemão Milano mantendo o título, JefConti e um Anônimo, que inclusive fez um comentário interessante: Nando "Lambada", como o Alemão tinha chamado o cara da foto, foi um jogador do Grêmio do final dos anos 80, que antes havia sido campeão de um dos módulos da Copa União de 87 pelo Sport Recife.

Esse Nando do Inter se chamava Fernando Pereira de Pinho Júnior, jogou no Bangu e no Flamengo antes de chegar ao Beira-Rio. Fazia parte do grupo campeão da Copa do Brasil de 92 e marcou gols decisivos em GRENAIS (jogava bem melhor nos clássicos que em jogos "normais"!)

Aproveitando para atualizar as...

Estatísticas Coloradas na Copa do Brasil:

5 jogos (12 gols pró / 2 gols contra)

1 Derrota (União Rondonópolis 1 x 0 Inter);

4 Vitórias (Inter 2 x 0 União Rondonópolis; Guarani 1 x 2 Inter; Inter 5 x 0 Guarani; Náutico 0 x 3 Inter)

Gols:

Taison – 4

Alecsandro – 3

Índio – 2

Bolívar – 1

Nilmar – 1

Marcelo Cordeiro – 1

Caminho aberto

Ficou teta pro Grêmio as oitavas da Libertadores.

O San Martín do Peru era o adversário que qualquer um queria pegar. Tomou 3 a 0 de um River desclassificado e não apresentou perigo a nenhum. Classificou-se com 8 pontos. Teve duas vitórias por 2 a 1 sobre River e Nacional-PAR. Perdeu mais duas e empatou outras duas.

A responsabilidade é toda do Grêmio. É só não achar que está ganho, e as coisas sairão normalmente.

A primeira, em Lima, é quarta-feira da próxima semana, dia 6, em horário de zona, às 21h50.

Destaque para Palmeiras X Sport e Libertad X Estuantes de La Plata. Além de Caracas X Deportivo Cuenca , que provavelmente também será equilibrado, mas "por baixo".

De resto, tem favoritos:

São Paulo X Chivas
Cruzeiro X Universidad de Chile
Boca X Defensor-URU
Nacional-URU X San Luís

Daí pra diante, a peleja fica braba mesmo.

Se bem que, o Grêmio passando, pega o vencedor de Caracas e Deportivo Cuenca.

O caminho está tranquilo até a semi. Só depende do Imortal não se complicar solito.
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Túlio não deu certo no Curíntia do Mano e o Grêmio contratou. Aparentemente é refugo, mas acho que a contratação cairá bem no Tricolor.

Falta um camisa 5 para o Grêmio e o jogador de 33 anos pode ser esta peça. É experiente e fez grande temporada ano passado no Botafogo, inclusive marcando uma porção de gols.

Vamos esperar e ver. Penso também que ele (ou qualquer outro camisa 5 de qualidade que viesse) era a peça que faltava para montar o time no 4-4-2.

Rafael Marques poderia ir par o banco e com isso teríamos um reserva pra zaga a altura dos titulares. Túlio seria o homem da primeira função e Adilson o da segunda.

Tcheco jogaria na terceira e Souza seguiria solto pra criar.

Caberia aos laterais se policiarem mais, solamente.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Power Trio

D'alessandro, Taison, Nilmar e mais 7!


Gosto do estilo de jogo de Arsenal e Roma, e não de agora. Nas duas últimas temporadas eles vem jogando um futebol voluntarioso, com jogadores esforçados, nada muito além disso. Um futebol sindical, engajado na causa da vitória magra e sem brilho, mas com um suor desmedido.


Os dois times jogam num 4-5-1 disfarçado: Adebayor e Vucinic são os “1” nos esquemas. E os meias são misturados entre laterais disfarçados, volantes apoiadores e meias-atacantes. Arshavin (ou Nasri) pelos Gunners e Totti (ou David Pizarro) na Roma são os meias que chegam, e são muito habilidosos. Van Persie e Júlio Baptista são os pontas-de-lança. Fábregas e De Rossi são os volantes que chegam... Ou Seja, são esquemas muito parecidos, inclusive nas peças que o compõem, mas o time da Roma tem por característica de ataque o chute de longa distância e a força, enquanto o time do Arsenal ataca através de contra-ataques vertiginosos. Futebol moderno, manja?


Pois é, mas existem outros dois times que jogam um futebol velhinho, lá dos anos 70, e que dá vontade de ver todo dia.


Manchester United e Barcelona jogam naquele 4-3-3 quase clássico. Quase porque um dos meias faz papel de volante. Mas olha QUEM SÃO os meias: Xavi ou Iniesta pelo Barça e Scholes ou Carrick pelo ManU. Linha de zaga com um lateral que apóia (Evra pelos ingleses e Daniel Alves pros espanhóis), um volante e dois meias (Toure, Xavi e Iniesta; Fletcher, Carrick e Giggs) e três atacantes, com dois pontas abertos invertendo lados e pernas preferenciais (sente o cutuco: Cristiano Ronaldo, Wayne Rooney e Carlitos Tevez; Lionel Messi, Thierry Henry e Samuel Eto'o). E é aqui que a pelota rola macia: 3 atacantes!


Qualquer dia desses escrevo um texto sobre a fantástica história futebolística do Barcelona (e que orgulho sinto em saber que o Inter foi campeão do mundo em cima de um time tão espetacular como este!), mas por enquanto o que vale é a sua tradição no esquema tipicamente holandês 4-3-3, desde muito antes de Romário, Luís Henrique e Stoitchkov ou Messi, Ronaldinho e Eto'o (Johan Cruyff, alguém?). O futebol jogado com um volante só, meias ofensivos, dois pontas e um centroavante é uma das marcas registradas do clube da Catalunha, seja precisando fazer 6 gols num jogo ou segurar um empate. O Manchester apesar da agressividade do esquema, sabe se defender muito bem e controlar o jogo. O Barça prefere ser uma academia de jogar bola do que empilhar 1x0 todo jogo!


Tudo isso pra dizer que o retranqueiro e mesquinho Chelsea arrancou um empate do Barça no Camp Nou na primeira partida da semifinal da Champions. Pura injustiça. Talvez o time dos grandalhões de Hiddink (Deco e Joe Cole nem titulares são mais para dar lugar a jogadores defensivos) chegue na final, mas será um crime contra o futebol; O United ganhou de apenas 1x0 dos Gunners em Old Trafford na outra semi, mas poderia ter sido 3x0 tranquilamente... Eu gostaria de ver o futebol classudo à moda antiga do Barça contra a modernidade inteligente do Arsenal. Mas como nem tudo é perfeito, que pelo menos o Manchester com seus três atacantes endiabrados coloque (mais uma vez) a retranca sovina do Chelsea no seu devido lugar.


E não é que o Inter, assim como estes gigantes europeus, também tem seu Power Trio de ataque? D'alessandro, Nilmar e Taison não formam a tríade clássica de atacantes (pontas e poste), longe disso, mas são tão mortíferos quanto. O violento Náutico que o diga. Mais uma atuação de luxo de uma equipe forjada para deixar os três mosqueteiros do ataque livres para criar. E aí eles deitam, rolam, driblam, cruzam... e se divertem, como há tempos não via jogadores do Inter fazendo dentro do campo. Os sorrisos dos guris Colorados são a prova de que futebol bonito não garante título, mas foi com este propósito que o futebol foi criado. Não vou cansar de dizer isso: APROVEITEM pra ver esse time do Inter em campo. Oportunidade única de admirar a essência do futebol.


Neste cenário proponho (e torço para) uma final de Copa do Brasil que coloque frente a frente duas maneiras de jogar bola: a alegria habilidosa do falso 4-1-3-2 do Inter contra a rigidez tática do falso 4-2-3-1 do Corinthians. Pela diversão proporcionada pelo futebol bem jogado e bonito de se ver, que Barcelona e Internacional se sagrem campeões!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Ataque gremista

Diz o Felipe que o Grêmio tem duas jogadas preferenciais de ataque: a bola parada e a de flanco esquerdo com Souza e Fábio Santos.

Certo. Estas duas jogadas realmente são as mais fortes, mas não são as únicas.

Nos últimos jogos, depois que Roth saiu, o Tcheco não vem mais cumprindo a função de primeiro volante, como era recorrente na época de Seu Celso - primeiro efeito Rospide. Ele fixou Adilson na primeira função e acabou com o revezamento entre o Tcheco e o Alemão.

Mesmo assim, Tchequito Maestro tem "ficado" mais, para a saída dos laterais Fábio Santos e Ruy.

Se Tcheco avança para apoiar Ruy pela direita, teoricamente o time se desarma, ficando só Adilson na marcação, já que Souza vem sendo liberado por Rospide para flutuar. Pra não correr riscos, Tcheco "guenta" e Jonas volta para armar com Ruy.

Isso quando Souza não inverte de lado ou Léo, Réver ou Adilson saem como elemento surpresa.

É assim que está funcionando. Tcheco aparece menos porque corre menos, anda mais pelo circulo central ajustando, organizando. Joga para o time, entende?

Acho que por enquanto está sobrando zagueiro. No 4-4-2 as coisas seriam melhores. Tcheco teria mais liberdade, chegaria mais e o Tricolor se beneficiaria com seus passes em profundidade. Mas isso é outro papo.

Na frente, Maxi tem sido centroavante mesmo. É sempre o homem mais adiantado, mesmo que abra para algum flanco. É trombador, ganha na raça muitas vezes. Encaixa-se bem no sistema Grêmio de ser. Pode crescer mais e ser a estrela gremista na Continental.

Alex Mineiro voltou e tem, inegavelmente, mais categoria e técnica que Maxi. A briga será boa, se é que não jogarão juntos.

Jonas perdeu dois gols feitos novamente (um deles neste passe em profundidade de Tcheco), mas tem crédito porque cria bastante. Sai pra buscar jogo, esculhamba a zaga, movimenta.

E já que citei um efeito Rospide, têm mais dois a serem destacados. Réver voltou a ser o zagueiro da esquerda e a zaga voltou a ser consistente.

Outro: a linha burra que matou o Grêmio no segundo GRE-NAL 2009, acabou! Contra o Boyacá a chance apareceu e a zaga acompanhou o lance, marcou os atacantes e a jogada deu em nada. Bem mais tranquilo, bem mais coerente, bem menos arriscado.

Nova Enquete

Antes de começar uma nova enquete, os números finais da anterior:

Das 24 respostas que obtivemos em 6 dias, 16 apontaram Paulo Roberto Falcão como mais importante, e 8 elegeram Renato Gaúcho como jogador mais importante. Obrigado a todos que votaram!

E a partir de hoje até o dia 06 de maio (4 dias antes da estréia de Inter e Grêmio no Brasileirão) uma nova enquente estará ali no canto superior direito deste bloguezito.
Sabendo que das últimas quatro edições do certame nacional em TRÊS os times do RS foram vices (2005 e 2006 Inter e 2008 Grêmio), talvez este seja o ano da taça ficar no último estado do mapa! Mas quem serão os principais times a serem batidos na corrida pelo título?

O São Paulo de Hernanes?
O Cruzeiro de Kleber "Gladiator"?
O Corinthians de Nazário?
O Palmeiras de Keirrison?
O Fluminense de Fred?
Ou algum menos cotado?

Aos votos!

E esse ano sem Zveiter, MSI e Márcio Rezende de Freitas!