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domingo, 9 de agosto de 2009

Não, não era uma reação

Tcheco vem sendo regular (e bem), além de saber o que se passa

O que dizer da 7ª derrota longe de casa neste BR09? Contra o líder Palmeiras parecia que o Grêmio seria capaz de encaminhar uma crescente fora do Olímpico. Aí vem o Barueri na sua arena e ganha do Tricolor. E ganha jogando melhor, o que é bem pior.

Falta ao Grêmio o que nunca faltou, nem nos piores anos (2003 e 2004). Falta força, vontade, determinação, pegada, raça. Parece piegas ficar falando nisso, mas não podemos contrariar a história. Grêmio, aquele copero e peleador, marca, corre 90 minutos, se não ganha no jeito, engrossa na marra, no coice, aperta a chincha e combate. Bate se for necessário.

Hoje (no sentido ESTE ANO FORA DE CASA) o Grêmio é mole, preguiçoso, vadio, tudo que NUNCA foi. Joga desinteressado, marcando de longe, dando espaços, sem reclamar, sem vibrar. É aquele tal time de escritório que o Felipe inventou aqui outro dia.

O tal Fernandinho, do Barueri, joga muito, eu sei. Pelo menos é uma promessa. Mas em tempos passados ele pegaria na bola uma ou duas vezes, alguém do Grêmio lhe daria um conselho, e ele diminuiria o ímpeto, ainda mais com a marcação dobrada que os “laterais” fariam nele. Só que o que aconteceu foi o contrário. O Grêmio, manso, olhou o guri jogar e ele tocou terror pra cima da zaga.

A questão não é jogador, peças. Acho que com este time dava até pra ser campeão brasileiro. Tradicionalmente, não montamos times galáticos para sermos campeões. Geralmente, com refugos levantamos canecos. Sabe por quê? Pegada, amigo! Pegada! Gana pela vitória.

– Desde que comecei a jogar no Grêmio, sempre peguei o time mordido, aguerrido. Está nos faltando um pouquinho disto. Temos isto em casa – disse Tcheco depois da derrota por 1 a 0 para o Barueri.

Se sabem o que está errado, por que não mudam?

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Os números do BR 09 – Estamos em 9º agora

18 jogos

7 vitórias: Grêmio 2 x 0 Botafogo; Grêmio 3 x 0 Náutico; Grêmio 4 x 1 Atlético-PR; Grêmio 3 x 0 Corinthians; Grêmio 2 x 1 Inter; Grêmio 3 x 2 Santo André; Grêmio 4 x 1 Cruzeiro

4 empates: Grêmio 1 x 1 Santos; Fluminense 0 x 0 Grêmio; Grêmio 2 x 2 Goiás; Palmeiras 1 x 1 Grêmio

7 derrotas: Atlético-MG 2 x 1 Grêmio; Vitória 1 x 0 Grêmio; Sport 3 x 1 Grêmio; Coritiba 2 x 1 Grêmio; Avaí 1 x 0 Grêmio; São Paulo 2 x 1 Grêmio; Barueri 1 x 0 Grêmio

Gol (29 pró / 21 contra):
Maxi > 7

Jonas > 5
Souza > 4
Herrera > 3
Rafael Marques > 3
Tcheco > 3
Réver > 2
Fábio Santos, Alex Mineiro (já não joga mais no Grêmio) > 1

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Considerações póstumas:

*Jadilson fez um bom jogo, principalmente se levada em conta a sua média. Não comprometeu atrás, apesar de continuar “fominha”.

*Souza não jogou o primeiro tempo. Se alguém o viu em campo, me avise.

*Tirar o Maxi no intervalo foi a primeira grande besteira que Autuori fez – póstuma do póstumo – tô vendo agora que Maxi sentiu a coxa no primeiro tempo - se for verdade, Autuori está perdoado.

*Douglas Costa merece mais que Jonas ser titular?

sexta-feira, 31 de julho de 2009

3 pontos e pouco mais


Uma vitória que valeu... pela vitória! O filme (de terror) dos últimos jogos repetiu-se: Primeiro tempo bom, não excelente como disse o Saci Cover Andrezinho. 2 a 0 de vantagem. Em casa, essa é a hora de AMASSAR o adversário, seja ele quem for. Mas não para este Inter anêmico.

Dizer que o Barueri fez os dois gols só porque foram dois lances FORTUITOS, de bola parada e em falhas do Michel Alves, é muito simplista. O time Colorado parou, começou a recuar (antes eu achava que era inconsciente, agora acho que isso já está no SUBCONSCIENTE do grupo) e cedeu espaços ao decepcionante time paulista.
Aos 85 minutos de jogo Andrezinho bate uma falta com maestria, no ângulo. O fraco goleiro Renê (que para o narrador do PFC é GUENÊ) faz um milagre. A redonda se apresenta limpa para Sorondo. O gigante uruguaio empurra pro fundo do barbante, fecha os punhos, mostra os dentes em sinal de raiva e faz o típico sinal “VAMO CARAJO”!

É isso que falta pro Inter reencontrar-se.

Agora uma breve análise dos comandados de Adenor nesta partida que QUASE decretou uma hecatombe de protestos no paleolítico Portão 8 do Gigante:

Michel Alves – Não dá para “tampar” o sol com a peneira. Foi mal, muito mal. E por pouco não causou a derrota por seus erros individuais. Como ganhamos, todo mundo diz que “foi falta de ritmo”. Se terminasse 2 a 2, coitado do cara... Nota 4.

Bolívar – Como de costume, levou um cartão amarelo, tentou umas quatro jogadas no ataque e colaborou bastante na marcação. Como o Barueri subiu pouco pela esquerda de seu ataque, foi discreto no jogo todo. Nota 5,38.

Índio – Sem explosão na defesa e com dificuldades na bola aérea ofensiva, uma de suas especialidades. Enfrenta má fase, mas é um jogador muito confiável. Nota 6,12.

Sorondo – Melhor em campo. Ganhou praticamente todas jogadas pelo alto, marcou firme, desarmou, cobriu espaços e fez o gol da vitória, segundo depois de sua recuperação física. Unanimidade na agora frágil defesa Colorada. Nota 8,49

Kléber – No primeiro tempo de jogo algo mágico aconteceu: Kléber ATACOU. Foi até emocionante de ver... Os torcedores nas sociais viam aquele FOGUETE negro rasgando a lateral esquerda e enchiam os olhos de lágrimas! No segundo tempo voltou ao normal de sempre... Nota 6,87.

Sandro - Voltou a ser o Sandro marcador e que desarma na bola. É um primeiro volante diferenciado, mas que precisa de um esquema sólido no meio de campo para atuar bem. Nota 7,05.

Guiñazú - O dublê das cenas perigosas do filme 300 foi o guerreiro incansável de sempre. Num lance comum no segundo tempo, fiquei cuidando só a movimentação do Cholo: percorreu o lado direito INTEIRO do campo, de um extremo ao outro, sem que a bola saísse e sempre apertando a marcação nos adversários. Nota 8,02.

Giuliano - Confesso a minha má vontade com o futebol do piá. Ainda é garoto, eu sei, mas enfeita demais, tenta fazer tudo de primeira... Precisa de um orientador SÉRIO para que desenvolva todo o potencial. Nota 5,98.

Andrezinho - Foi o jogador mais importante da partida, mas não o melhor. Participou dos três gols e no primeiro tempo ditou o ritmo da equipe. No segundo sucumbiu diante do esquema 7-1-2. Mas é um jogador interessante e que qualquer elenco deveria ter. Nota 8,35.

Taison - Tudo bem, não está AQUELE Taison ainda... Mas nota-se a melhora, principalmente no ÂNIMO e na vontade do atleta. Precisa recuperar a confiança de olhar na cara do marcador e dizer "tô passando Zé"! O que não dá é pra queimar um talento nato como o nosso 7... Nota 6,67.

Alecsandro - Confesso a minha má vontade (volume II) com o nosso centroavante. Se ele tentasse ser apenas isso, o 9, beleza. Mas tenta umas jogadas sem propósito, que aposto que nem nos treinos com os juvenis funcionam. Mas guardou mais um, e isso que importa. Já é o artilheiro do time no Brasileiro e tem 16 gols na temporada. Nota 7,41.

Bolaños, Danny e Leandrão - Entraram nos finalmentes. Mas Leandrão conseguiu tomar um amarelo!

Notas Vermelhas:

- O time começa a viagem para o Japão nesta sexta dia 31. Dia 5 de agosto (quarta) enfrenta o Oita Trinita, campeão da J-League (abraço Nakamura) pela Copa Suruga. 17 jogadores vão se bandear pras terras de Musashi. Álvaro, D'ale e Magrão ficam em Porto Alegre “aprimorando a parte física”. Mesmo com a recente morte de seu pai, Tite comandará a comissão técnica. Prova de profissionalismo de Adenor.

- O Capitão Planeta pode (e DEVE) estar voltando! Mais sobre o assunto na semana que vem!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

A culpa

Existe um pensamento mágico no futebol gaúcho que diz o seguinte: “Quando o time vai mal, a culpa é da ESTRELA DO TIME”.

Não que o principal jogador da companhia seja sempre um craque, um extraclasse. Mas geralmente é quem “ganha mais”, quem tem “mais privilégios” em relação aos medianos porém esforçados jogadores do elenco.

Geralmente quando um treinador bate de frente com o jogador mais importante de uma equipe (e isso quase sempre acontece nos maus momentos), quem baila na curva é o chefe da casamata.

Isso no resto do mundo, não na Província de São Pedro!

Na Dupla o que impera é a inversão da idéia de que a estrela do time é que deve ser essencial, principal. A lógica (da imprensa, da torcida e dos dirigentes, generalizando nos três casos) é que quem deve se sacrificar é ele em prol do BEM COMUM. Querem implantar uma idéia de igualdade comunista no futebol moderno! Apesar dos treinadores serem fuzilados em vários momentos, quando há uma medida forte, de “vestiário”, contra o destaque do time que “não está rendendo”, em favor de um jogador mais esforçado, ele é aplaudido! Para adquirirem exemplos é só puxar pela memória, gremistas e colorados.

E nem vou falar do que se faz com jogadores das categorias de base que sobem para o profissional na Dupla. Com aval dos dirigentes e com a corneta de muitos torcedores...

Campanha "Pra que se destacar?"


Esse desabafo meio sem nexo foi para ilustrar que em uma semana o Inter conseguiu perder dois craques, Nilmar e D'alessandro. Um em definitivo e o outro quase. O caso de Nilmar é complexo, mas não deixa de ser uma forma de abrir mão de um jogador diferenciado. E que (pasmem) durante muito tempo era criticado por muitos setores da torcida (principalmente na internet)!

Ou seja, ao invés do Inter ter um ESQUEMA TÁTICO que privilegie as características de seus dois principais jogadores, passamos 6 meses vendo o famigerado 4-3-1-1-SE VIRA NILMAR... E lembrando que os 1's ali significavam “CORRE TAISON” e “TE VIRA SOZINHO NA ARMAÇÃO AÍ D'ALE”!

E tem gente que consegue dizer “mas eles são os maiores salários, tem que jogar mais mesmo”! Se o Corinthians tivesse pensado assim em relação à Nazário, não teria sido campeão da Copa do Brasil. (Não estou comparando Ronaldo à Nilmar e D'alessandro, só fiz a relação pois são/eram os principais jogadores dos citados elencos).

D'alessandro foi AFASTADO com mil desculpas esfarrapadas. Assim como Tite é MANTIDO sob a égide de milhões de desculpas fajutas. Mas como isso acontece no Rio Grande do Sul, um fato parece não ter relação com o outro. E a maioria aplaude de pé a medida enérgica do clube de privar-se de um craque. Afinal o que conta é dar carrinho em placa publicitária.

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Hoje tem Inter e Barueri, às 21 horas, no Gigante. Um jogo perigoso, pelo momento do time e pela equipe irresponsável, no bom sentido, do interior paulista. Palpite? Não faço a menor idéia! Mas ainda acho que por ser em casa o Inter consiga uma vitória magra, 2 a 1. E depois vem as “férias” do Brasileirão. Mais sobre isso no pós-jogo de hoje, que será escrito amanhã ou sexta.

INTER
Michel Alves; Bolívar, Índio, Sorondo e Kléber; Sandro, Guiñazu, Giuliano e Andrezinho; Taison e Alecsandro.
Técnico: Tite

BARUERI
Renê; André Luiz, Xandão e Leandro Castan; Franciscatti, Ralf, Ewerton, Thiago Humberto e Márcio Careca; Otacílio Neto e Val Baiano.
Técnico: Estevam Soares.


Ps.: Especulações sobre uma possível negociação envolvendo Magrão. Ou seja, começa o planejamento para 2010 com medidas baseadas nas escolhas técnicas e táticas de... TITE! Algo precisa ser feito.