terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Semana GRE-NAL
É disso que estávamos falando. Veja, estamos de fato na semana GRE-NAL. Tanto o Tricolor quanto o Colorado falam em preservar seus principais titulares no jogo do meio da semana. Reles confrontos contra Veranópolis e Ulbra, respectivamente.
E eu teria que trabalhar no domingo, na hora e dia do clássico. Não poderia assistir à primeira peleia de 2009. Teria que fazer a cobertura de Criciúma e Brusque para o jornal que trabalho. Ficaria apenas de ouvido ligado no rádio local, rezando pro locutor dar detalhes do GRE-NAL. É a vida do torcedor distante, fazer o quê.
Mas, uma luz pairou e minha colega (colorada, diga-se) de redação pediu para trocar comigo o final de semana. Repare, comigo. Ela poderia ter escolhido qualquer um, mas optou por mim.
_ Mau, tu não poderia trocar o final de semana comigo, é que tenho um casamento para ir no dia 14...
Ela nem terminava de falar e eu já respondia...
_ Sim, sim. Tu trabalha neste então. Este do dia 8. Trabalha?
_ Trabalho – ela respondeu.
E eu vibrei como se o Grêmio tivesse marcado o primeiro.
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Assim, começa a semana GRE-NAL, que meu sócio de Grenalzito já havia antecipado para sexta-feira passada.
Como ele lembrou o último confronto, o mais recente, gostaria de lembrar o primeiro. Até porque, historicamente, este tem muito mais valor. Será sempre o primeiro, ao contrário do último, que mudará a cada novo confronto.
O primeiro foi no dia 18 de julho de 1909. Primeiro ano do Sport Club Internacional, sexto ano do Grêmio Foot-ball Porto Alegrense.
O Tricolor era a máquina da cidade. Na época, eram raras as partidas fora da cidade. Fora do Estado, improváveis. E o Inter, fundado há poucos meses, queria estrear contra o melhor time da capital. Eu sei, vocês já sabem esta história, mas não tenho vídeo para mostrar, então vou contá-la novamente.
O Grêmio então ofereceu seu time reserva para o confronto. O Inter disse “não, queremos o que vocês têm de melhor”.
Daí, o Imortal tratou de fazer as honras da casa. E aplicou os famosos 10 a 0.
Cornetada:
O que eu não sabia é que neste dia o Inter ganhou um mascote. Dizem, que naquele longínquo 1909, o saci-pererê jamais havia aparecido. O vento soprava forte e, metendo gol atrás de gol, o Grêmio ia esfolando o recém criado Internacional.
O Tricolor havia definido seu mascote: um Mosqueteiro forte e bravo empunhando sua espada afiada.
No fim do jogo, como prêmio, o Mosqueteiro apareceu no vestiário gremista com a perna do menino que viria a ser a marca registrada do arqui-rival.
O pernil serviu pro churrasco de fogo de chão, com bastante sal e cerveja gelada.
A humilhação foi tamanha que o clube vermelho quase fechou na sequência. Ficou três meses sem atividade, mas voltou.
As fotos comprovam a história
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Um comentário:
Estou esperando o video deste primeiro ato, ou então o primeiro no Chiqueiro (desculpe) Olimpico.....Abraço.
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