quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
"Que tu colha sempre todo dia...
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Origens
Tive minha temporada de Taffarel – meu grande ídolo de infância – em 1999. Aos 13 anos já jogava há pelo menos duas “temporadas” com adultos (quando faltava goleiro nas peladas do meu pai e dos amigos dele, adivinha quem segurava a bronca?), e cada vez mais ficava confiante nas minhas habilidades como guarda-metas. O time da minha sala treinou um ano inteiro, durante a educação física e em jogos de final de semana, para o campeonato de futebol de salão do colégio.
(Escalação titular: Felipe no gol; Marcelo de fixo; Eladio “Peruca” e Vicente “Saco” nas alas; Lucas “Jucão” de pivô. Assim como todo grande time, goleiro e zagueiro não precisam de apelidos. Fomos vice-campeões, mas legítimos campeões morais).
Para chegar ao ginásio do SESI no qual o técnico/professor Betinho treinava os times A e B, era obrigado a passar pelo Parque Getúlio Vargas. Em Canoas todo mundo conhece o local por Capão do Corvo. Depois das seis da tarde era perigoso passar por aquelas bandas, mas o goleiro da 81 caminhava por lá de manhã cedo, uma tranqüilidade só. Amplo, arborizado e com várias quadras e campos de futebol, o Capão era utilizado por famílias, idosos, desocupados e atletas, profissionais ou não.
Por diversas vezes naquele ano pude ver o time profissional do Canoas Futebol Clube treinando no campo principal do parque. Naquela hora da manhã os jogadores apenas trotavam ao redor do gramado ou faziam rodas de bobo. Todos trajando preto e laranja, cores do extinto clube, muitos de abrigo em função da baixa temperatura. Mas os goleiros já cumpriam sua rotina demolidora de treinamentos. Primeiro a entrar, último a sair.
Paulo Roberto, o Coelho, lateral que jogou no Grêmio e no Cruzeiro, dava seus últimos cruzamentos rumo à aposentadoria no clube canoense. Gostava de observar os jovens do elenco conversando com ele, a atenção que ele despertava em todos.
Ficava lá vários minutos olhando as saídas dos goleiros, a maneira de bater tiro de meta, a interceptação nos cruzamentos laterais, o treinamento de explosão. E depois seguia para o meu treinamento, a minha preparação, a minha meta daquele ano: ser campeão.
Assim como nosso time, o Canoas foi vice-campeão naquela temporada. Da terceira divisão do Campeonato Gaúcho. Não que na época eu soubesse disso, todas minhas atenções estavam voltadas pro Inter. Nunca vi um jogo de futebol profissional na minha cidade, até porque o Gigante da Beira-Rio estava apenas alguns minutos de distância. Minha infância futebolística foi no concreto da geral ou da superior do estádio Colorado. Para me informar sobre esporte lia o Correio do Povo, nunca o Diário de Canoas. Mas aqueles treinos nunca sairão da minha memória. Aqueles caras jogavam num time modestíssimo, mas eram JOGADORES PROFISSIONAIS DE FUTEBOL! E vê-los ali, correndo na mesma pista atlética que eu corria para os (matadores!) testes físicos do colégio, alimentava minhas esperanças pré-adolescentes de um dia jogar bola de verdade.
Amanhã o Inter recebe a Ulbra (que agora muitos chamam de Ulbra Canoas). Alguns anos depois do encerramento das atividades profissionais do clube da minha cidade, a Universidade Luterana do Brasil resolveu abraçar o futebol de campo em Canoas. O estádio fica dentro do campus, no bairro Igara (perto da casa do Marcelo, fixo do nosso time!), e as cores da equipe são as mesmas do símbolo da faculdade: branco, azul e vermelho. Uh! Fabiano jogou lá até outro dia, a equipe canoense já se sagrou vice-campeã do Gauchão (2004, Inter campeão), mas... Sei lá, não é o time da cidade, é o time da faculdade!
Ainda falta empatia do Sport Club Ulbra com o povo da cidade para que ele seja aceito como “segundo time” no coração dos torcedores. Tomara que isso seja adquirido com o passar dos anos, mas não nessa quinta-feira.
2x0 pro expressinho Colorado, com destaque pras estréias dos laterais Arílton (incógnita total, vindo do Coritiba) e Kléber (esperança de qualidade na esquerda). Além disso, será a primeira chance como titular pro prata da casa Talles Cunha. Com os laterais mais soltos, vamos ver como Tite vai armar o meio de campo. Boa chance pro elenco como um todo pegar ritmo de jogo e pro Taison continuar jogando bem e pegando confiança.
Ulbra 1 x 2 Inter- Tricampeonato Gaúcho em 2004. Bolívar, Nilmar, Clemer e Edinho faziam parte do time comandado por Muricy Ramalho. Nilmar fez o gol do título.
www.ulbra.br/esporteErechim
Mas, sabe onde fica Erechim?
Procure no mapa, lá perto da divisa com SC, nas proximidades de Chapecó. (Clique na imagem para vê-la maior)
Por que levar um GRE-NAL, tipicamente e originalmente portoalegrense, para um lugar tão distante da capital? Ainda mais sendo o primeiro GRE-NAL do ano do centenário do confronto, este sim, o "GRE-NAL do Século".Difícil de entender, se você também é um portoalegrense, ou um rapariga morador das redondezas. Mas, fácil,se tu passaste anos torcendo de longe, sonhando com o dia que terias grana para pegar a estrada no sábado, alugar um hotelzinho de quinta perto da rodoviária, acordar e ir cedo pro estádio, visitar a sala de troféus, o museu e entrar quando os portões abrissem para pegar um bom lugar.
Foi assim a minha vida toda. Nasci a 550km de POA. Sempre sonhei em ver um GRE-NAL. Só consegui o feito com 18 anos na cara, tendo que percorrer 600km para assistí-lo. Pior, vi o Grêmio perder de 3 a 1, no Olímpico. E, pra indignação maior, o único gol tricolor, marcado aos 44 minutos do segundo tempo pelo ainda promissor Ândershow, eu não vi. Estava de costas, esbravejando, caminhando pra fora do Monumental.
Só pode ter sido esta a intenção "limpa" da Federação Gaúcha: dar uma chance aos fanáticos (tanto quanto os da capital) torcedores do interior.
E, o mais bonito disso tudo, é que o estádio voltará a ser metade azul, metade vermelho. Porque no estádio Colosso da Lagoa, nem Grêmio, nem Inter, poderão impedir a massa adversário de assistir ao vivo. Os ridículos 2 mil ingressos para o rival não terão vez. É fifty-fifty.
Palhaçada mesmo, é o preço dos ingressos. A FGF, ao mesmo tempo que dá uma chance, quebra o caboco. Cobrar 100 paus por um ingresso de futebol é uma das maiores injustiças do mundo. Futebol é do povo, da galera, do camarada que ganha um salário mínimo por mês (agora valiosos R$465) e não abandona seu time. Tá certo, é do playboy também, que passa o dia sentado no F5 esperando uma notícia nova. Mas, R$60 pra geral e R$150 pra cadeiras, não dá.__________
Sobre o treino de logo mais
Não gosto desta mania de poupar. É a mesma história quando se está na Libertadores e Brasileirão ao mesmo tempo. Pra que poupar, apostar tudo num jogo, se os dois são importantes. Tá certo, entre Gauchão e Libertadores, até dá pra dar uma poupadinha, mas no caso desta semana, as coisas não batem.
Roth disse que os dois times vão "fora do ritmo ideal" para o GRE-NAL. Se falta ritmo, coloca pra jogar, não poupe. Ritmo só se consegue com sequência de jogos.
Mas quem manda é ele, o homem 3-6-1 de R$220 mil mensais. Me sobra torcer e ver nisso a oportunidade de observar Jadilson nos 90 minutos e a gurizada da base. É pra isso que serve a "balada" de hoje à noite.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Semana GRE-NAL

É disso que estávamos falando. Veja, estamos de fato na semana GRE-NAL. Tanto o Tricolor quanto o Colorado falam em preservar seus principais titulares no jogo do meio da semana. Reles confrontos contra Veranópolis e Ulbra, respectivamente.
E eu teria que trabalhar no domingo, na hora e dia do clássico. Não poderia assistir à primeira peleia de 2009. Teria que fazer a cobertura de Criciúma e Brusque para o jornal que trabalho. Ficaria apenas de ouvido ligado no rádio local, rezando pro locutor dar detalhes do GRE-NAL. É a vida do torcedor distante, fazer o quê.
Mas, uma luz pairou e minha colega (colorada, diga-se) de redação pediu para trocar comigo o final de semana. Repare, comigo. Ela poderia ter escolhido qualquer um, mas optou por mim.
_ Mau, tu não poderia trocar o final de semana comigo, é que tenho um casamento para ir no dia 14...
Ela nem terminava de falar e eu já respondia...
_ Sim, sim. Tu trabalha neste então. Este do dia 8. Trabalha?
_ Trabalho – ela respondeu.
E eu vibrei como se o Grêmio tivesse marcado o primeiro.
_______________
Assim, começa a semana GRE-NAL, que meu sócio de Grenalzito já havia antecipado para sexta-feira passada.
Como ele lembrou o último confronto, o mais recente, gostaria de lembrar o primeiro. Até porque, historicamente, este tem muito mais valor. Será sempre o primeiro, ao contrário do último, que mudará a cada novo confronto.
O primeiro foi no dia 18 de julho de 1909. Primeiro ano do Sport Club Internacional, sexto ano do Grêmio Foot-ball Porto Alegrense.
O Tricolor era a máquina da cidade. Na época, eram raras as partidas fora da cidade. Fora do Estado, improváveis. E o Inter, fundado há poucos meses, queria estrear contra o melhor time da capital. Eu sei, vocês já sabem esta história, mas não tenho vídeo para mostrar, então vou contá-la novamente.
O Grêmio então ofereceu seu time reserva para o confronto. O Inter disse “não, queremos o que vocês têm de melhor”.
Daí, o Imortal tratou de fazer as honras da casa. E aplicou os famosos 10 a 0.

Cornetada:
O que eu não sabia é que neste dia o Inter ganhou um mascote. Dizem, que naquele longínquo 1909, o saci-pererê jamais havia aparecido. O vento soprava forte e, metendo gol atrás de gol, o Grêmio ia esfolando o recém criado Internacional.
O Tricolor havia definido seu mascote: um Mosqueteiro forte e bravo empunhando sua espada afiada.
No fim do jogo, como prêmio, o Mosqueteiro apareceu no vestiário gremista com a perna do menino que viria a ser a marca registrada do arqui-rival.
O pernil serviu pro churrasco de fogo de chão, com bastante sal e cerveja gelada.
A humilhação foi tamanha que o clube vermelho quase fechou na sequência. Ficou três meses sem atividade, mas voltou.
As fotos comprovam a história
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Evolução
Tudo errado. Não com o Grêmio, comigo, que errei desde a escalção, passando pela formação e concluindo com o placar.
Ainda não foi o jogo da consistência, como imaginava, mas foi o melhor de todos até aqui, o que é normal. Evolução, tudo que podemos esperar.
Deste quase-mês de trabalho, podemos tirar mais conclusões indivuais que coletivas. Tá certo, metemos duas goleadas de cinco, mas os adversários, coitados.
Certo é que o Celso Juarez Roth continua com as suas. Apavorou um 3-6-1 e tentou se fazer em cima do Nóia. Não gosto do esquema e, se funcionou bem, penso ter sido muito mais pela fraqueza do adversário que pela tática proposta. Quero ver jogar assim contra um time que marca bem, que não deixa os meias se aproximarem. Quero ver.
Então, das individualidades.
Ruy ficou abaixo das partidas anteriores. Não só porque não fez gol, ele não vai marcar sempre. Mas, foi apenas normal.
Quem esteve bem abaixo foi William Magrão. Errou muitos passes e furou feio no meio da área, dando o gol para o Novo Hamburgo.
Souza e Tcheco foram perfeitos. No bar onde assisti ao jogo, Tcheco foi condecorado por nosso amigo castelhano com o nome de "Tcheco 2.9 - versão acelerada". Apareceu correndo numa velocidade que nunca vi. Provou no golaço que fez que vem com tudo para 2009. E Souza lançou, driblou, fez gol, correu nos dois lados do campo. Maravilha. Não têm substitutos à altura no Olímpico.
Léo tem que melhorar. Está na pior fase dos três zagueiros. Rafael Marques é titular, fez seu primeiro gol, e Réver é Seleção.
Boa também foi a estreia de Diogo. Além de honrar o apelido, o Tanque desarmou, foi à frente, chutou e fez o papel de guardião da zaga. Tem que dar sequência pro guri, seu Celso.
Jonas é brigador, tem boa qualidade técnica e não sei porque foi emprestado no ano passado. Tínhamos ele e ficamos com o André Luís. Vai entender.
E, por fim, Jadilson, dos que entrou no segundo tempo é o que merece comentário: Acho que o Fábio Santos tá com medo.
Números da temporada:
Jogos oficiais: 3
Vitórias: 2
*Grêmio 5 x 0 Esportivo
*Novo Hamburgo 1 x 5 Grêmio
Empates: 1 (Inter de Santa Maria 1 X 1 Grêmio)
Gols
3 do Souza
3 do Tcheco
2 do Ruy
1 do Alex Mineiro
1 do Rafael Marques
1 do Jonas
Assistências
2 do Souza
1 de Fábio Santos
1 de Alex Mineiro
1 de Ruy
1 do Tcheco
Titática e o verão
4 Jogos
1 Empate (Inter 0 x 0 Santa Cruz)
3 vitórias (São José 1 x 3 Inter; São Luiz 0 x 1 Inter; Inter 4 x 0 Sapucaiense)
Gols
3 Taison
2 Nilmar
1 Alex
1 Andrezinho
1 Marcelo Cordeiro
Assistências
1 D'alessandro
1 Magrão
1 Marcelo Cordeiro

Cholo é garantia de garra e marcação no meio
FINALMENTE! Dois volantes, dois meias e dois atacantes! 4x0 ao natural (errei por UM gol! Se não fosse o Nilmar guardar dois...)
Foi contra a "temida" Sapucaiense vocês podem dizer. E eu digo também que esses resultados de verão são totalmente enganosos. Assim como quase tudo no verão... Mas o que fica são as experimentações! No time, não no verão...
A direção acha o esquema "faceirinho", e contra times com maior poderio ofensivo até pode ser. Mas em casa vamos com o 4-3-2-1 do teacher Adenor "Titática" Bachi. Abrir a defesa pelas pontas e explorar a habilidade dos jogadores de frente pelo meio. Básico e funcional pro time mandante.
Mas isso é agora no verão. A estação que aceita até um 4-3-3 e só o Magrão de volante. Aceita meias leves, toques de efeito e ataque sem centroavantes de "metro-e-noventa". No inverno preparemo-nos para linhas de quatro, meio recheado e ataque solidário.
Por enquanto vamos admirando tabelas como a de Alex e El Cabezón no segundo gol Colorado na tarde de Domingo. Passe de gênio do argentino, conclusão perfeita do melhor jogador brasileiro de 2008. E tomara que os dois sigam entrosados pelo menos até junho, quiçá até dezembro!
Vamos acender vela no dia de hoje para Santa Crise Mundial das Janelas Internacionais Infinitas!
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Semana GRE-NAL
Por enquanto vamos relembrar o último GRE-NAL, pelo Brasileirão de 2008, no Gigante. "El Cabezón" mostrou como deve se portar um legítimo craque em jogos dessa magnitude. Em clássicos assim ídolos surgem (Fernandão e Fabiano, pra ficar nos mais recentes) e como D'ale já tinha a experiência de vários River x Boca na carreira, sabia que o momento de chamar a responsabilidade havia chegado. O resultado está no vídeo!
