terça-feira, 7 de abril de 2009

Desafio Grenalzito IV

Caríssimos,

Consideramos o único vencedor do Desafio Grenalzito III o leitor Fábio R.

O cara foi guapo mesmo! Puxou a ficha do Herbella El Doctor e o resto da galera assumiu que colou.

Então, parabéns a ti acertador solitário (já imaginou se isso aqui fosse a Mega Sena?)...

Agora, desafiaos vocês com um time completo.

Esta foto eu tirei no primeiro GRE-NAL que assisti no estádio em toda a minha vida. É recente e amendrontadora.

Quem são os perfilados de costas aí de baixo com a camisa tricolor?

E, de quebra, queremos saber quem são os colorados na foto (de boné e o camisa 8, porque o outro nem aparece de corpo inteiro... mas se souber, vai fundo)...

Pra fechar, nos dê também o trio de arbitragem.

Agora sim, quero ver quem é galo! (clique na foto para ampliá-la)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

O treinador do Grêmio



Se depois de assistir isso a diretoria ainda tiver dúvida...

Em paz

Aproveitei outra derrota por 2 a 1 para o Inter em 2009 e fui fazer coisas que raramente faço:

Sair domingo à noite e tomar uma cerveja. Precisava disso, nem sei porquê.

Ao voltar pra casa, desenchavido, passado da meia-noite, pensando nas obrigações que terei que cumprir a partir das 6 horas da matina, abro o computador na página do Clicesportes e está lá:

ROTH FORA!

Eu, meio sem acreditar, clico. E o site me direciona para a notícia que diz o seguinte na primeira linha:

KROEFF E KRIEGER GARANTEM ROTH NO CARGO.

Eu não acredito e tento de novo. Volto e clico. Outra vez:

KROEFF E KRIEGER GARANTEM ROTH NO CARGO.

Então busco outras fontes, porque eu queria ver o que dizia primeira informação: fui a final sports, globoesporte e finalmente o site oficial do Grêmio.

Todos confirmam:

ROTH NÃO É MAIS TÉCNICO DO GRÊMIO.

Uma sensação incrível de alívio baixou sobre mim.

E agora durmo em paz.

domingo, 5 de abril de 2009

Papai é o maior!


ELES ESTÃO FORA! 100 anos de supremacia vermelha, a vantagem em clássicos (e em campeonatos gaúchos!) só aumenta! Índio 5 gols em clássicos! D'ale mais uma vez mostrando que é galo véio e decidiu quando mais precisamos! 4 vitórias seguidas!

FICA CELSO ROTH!


É bom demais ser Colorado!

Amanhã eu escrevo sobre o jogo, atualizo os números (falta o jogo contra o Avenida, 3 gols de centroavantes!)... Agora vou comemorar o centenário e rever o baile de hoje!

Abraços e parabéns a todos que um dia sentaram no cimento da Inferior, ficaram de pé na Coréia, quase caíram da Superior ao comemorar um gol, enfim. A todos que ajudaram a proclamar ao mundo o sentimento de torcer para o Clube do Povo do Rio Grande do Sul, Internacional de Porto Alegre!

Obrigado aos que me fizeram Colorado e continuarei agradecendo até o fim!

Ps.: Agora às 20:30, na ESPN Brasil, tem o especial Histórias do Futebol do Inter! Imperdível!

sábado, 4 de abril de 2009

Segue em busca de teu sonho centenário

Fui dar uma banda lá pelo Grêmio Copero e dei de cara com um texto de Eduardo Bueno, o Peninha, escrito a quatro mãos com seu irmão, Fernando.

É uma homenagem ao co-irmão. Deleitem-se:
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Faz cem anos, mas parece que foi hoje.Um século exato se passou desde que apareceste de surpresa e logo foste bater pela primeira vez à nossa porta. Como toda a visita inesperada, causaste certo desassossego, assim como o desembarque de recém-nascido em família constituída provoca alvoroço. Além do mais, chegaste com boa dose de empáfia. Teu tom desafiador era direto e explícito. Mas acima de tudo, e disso nunca duvidamos, vieste com admiração e encanto. Estavas fascinado: querias ser como teu irmão mais velho e a forma que encontraste para chamar a atenção foi.. desafiá-lo.

Brioso como o mosqueteiro, o Grêmio sempre primou por travar batalhas com seus pares e aquele não era o caso: recém-saído das fraldas, tu ainda tropeçavas nas próprias pernas. Te oferecemos então nosso “segundo quadro” (afinal, já estávamos interessados em objetivos maiores). Te exaltaste, lembras bem? Tomaste nossa generosidade por desplante. Imberbe que eras, olhaste com desdém para a altiva barbicha de Augusto Koch, nosso presidente.

Fingindo não ver as espinhas de teu presidente-adolescente, José Leopoldo Serefin, um menino de 18 anos, cheio de ilusões, Koch pensou em falar com os co-fundadores, os irmãos Poppe. Mas os irmãos Poppe, cáspite, eram… forasteiros: vindos de terras bandeirantes, estavam pouco afeitos às lides e aos lemas locais. E também eles se revelaram intransigentes: “O primeiro quadro!” bradaram, em uníssono. E Koch, magnânimo, assentiu, com uma advertência: o tradicional baile pós-jogo seria por conta do Grêmio. Dizem as más línguas que te indignaste com o fato de o baile ter sido antecipado e não gostaste de dançar antes da hora, dentro das quatro linhas.

Tomaste 10 a 0, te recordas? Para Serefin foi demais, e o garoto desistiu.

Mas tu, encarnado nos Poppe e nos rubros brios dos irmãos Vinholes, tu não! Sacudiste a poeira e foste em frente – e, sabem os deuses, te admiramos por isso. Propuseste então um novo desafio – e levaste cinco.

Mas teu desejo incontido de emular o Grêmio também em sua imortalidade voltou a falar mais alto e insististe em um novo round. Levaste dez de novo, mas daquela vez, benza Deus, fizeste um “golo”. A proeza, nunca olvidaste, foi obra do persistente Vinholes, um dos irmãos-fundadores – o que jogava na ponta. Quando aquele balão de couro enfim estufou as redes imaginárias da meta tricolor – estabelecendo o placar de 25 x 1 em três jogos - , teus desejos se tornaram realidade: viste que teu sonho de equiparar-se ao Grêmio não era só fantasia obsessiva.

E assim obtiveste força para seguir em frente na cidade que pacientemente te acolheu e que assistiu teus primeiros passos, teus primeiros tombos, tua primeira aula, tuas primeiras dúvidas, primeiras dividas, primeiras divididas. Tuas primeiras surras. Teu primeiro gol!

Cem anos se passaram e, ao longo de todo esse século, em nenhum só minuto, em nenhum só jogo, em qualquer canto desse planeta azul, deixaste de estar decidido a imitar nossas façanhas, que aliás sempre serviram de modelo à toda a Terra. Teu fervor é comovente e só pode nos encher de orgulho. Continues tentando, caro Inter, e com a fibra típica do gaúcho que és – embalado pelo exemplo do incansável encarnado Vinholes, –, haverás um dia de chegar lá. Afinal, bem sabes hoje, cem anos passam num tapa.

Recebe nosso fraterno abraço, jovem co-irmão.E também um tapinha nas costas, que ainda tens força para tanto e muito mais.

Os Blues Brothers Fernando e Eduardo Bueno

100


A parte colorada deste blog está de folga, afinal, é dia de festa, não de trabalho.

Então coube a mim, gremista, escrever no dia do centenário vermelho.

E não só isso, já que este final de semana não é só de 100 anos, é um final de semana GRE-NAL.

Fiz um exercício de memória e pesquisa e lembrei que no ano do centenário tricolor, o Grêmio começou perdendo os clássicos. Tomou um 2 a 1, de virada, em pleno Olímpico na primeira peleja de 2003, a 9 de fevereiro. Gols de Luís Mário (G), Vinícius e Daniel Carvalho (I).

Dizem que o Inter vinha de um ano horrível, onde quase fora rebaixado para a segundona nacional e começou a retomada ao vencer este GRE-NAL. O Grêmio vinha de três anos e 13 jogos sem perder um clássico.

Mas os dias passaram e o Grêmio deu o troco exatamente um mês depois, 9 de março, no Beira-Rio.
Gol contra do colorado André.

Depois teve um empate em zero no dia 15 de junho em que o Danrlei salvou o Grêmio.

Mas quero chegar é no clássico do dia 12 de outubro daquele ano.

Escolhi esse porque é o que mais se aproxima da data do centenário tricolor, assim como o de amanhã, que é dentro da festa do Inter.

Em 2003, fazia 27 dias que o Grêmio tinha comemorado os 100 anos. Tá certo, não havia muito mais que história para comemorar. O time estava para ser rebaixado no Brasileirão, tinha sido desclassificado da Libertadores e o clube declarava-se afundado em dívidas, falido, com salários atrasados e o presidente Flávio Obino fazendo da suas.

Era o jogo para salvar o Grêmio do rebaixamento. Lembro bem que todos acreditavam nisso. Começou a valer aquele pensamento mágico de que uma vitória no GRE-NAL salvaria a pátria do Imortal.

E foi o que aconteceu. Christian, aquele mesmo, Jesus Christian, invadiu a área depois de receber um passe de Cláudio Pitbull e emendou um balaço no ângulo do goleiro Clemer.

Foi a salvação do Grêmio naquele ano de glórias raras. Com certeza aquele GRE-NAL, o de número 356, foi o jogo mais importante do centenário tricolor.

O Grêmio teve: Eduardo Martini; Anderson Lima, Baloy, Adriano e Gilberto; Gavião, Leanderson, Tinga e Caio (Carlos Miguel); Pitbull (Marcelinho) e Christian (Elton).

Inter: Clemer; Wilson, Sangaletti e Vinícius; Gavilán, Claiton, Flávio (Elder Granja), Daniel Carvalho (Jéferson Feijão) e Edu Silva; Diego e Nilmar.

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Parabéns colorados. 100 anos não é pra qualquer um. E que vença sempre o mais bravo, aguerrido, aquele que tiver sangue nos olhos, aquele que lutar até o apito final, aquele que não esmoirecer, o que honrar a torcida, o que tiver mais raça, técnica, amor pelas cores do clube.

Não é por nada que este é o maior clássico do Brasil mundo.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Precipitado

Não dá.

Simplesmente o Grêmio não pode tomar 4 do Caxias.

É inadmissível, assim como é inaceitável que a Argentina tome 6 da Bolívia, seja na altitude, na longitude, na baixitude, com 9 em campo, com uma perna só, com neve, com sol rachando ou na casa da mãe Joana, pra não dizer outra coisa.

Um time júnior do Grêmio poderia perder para o Caxias. Mas não tomar 4! Isso não.

Um time reserva de elenco de Libertadores então, com uma dupla de atacantes de 300 paus mensais, não deveria nem passar perto de uma derrota por 4 a 0 para o Caxias.

Não pude ver o jogo (porque estava como a maioria dos moradores ocidentais trabalhando naquela hora ridícula do jogo).

Partida futebol às 16 horas de quinta-feira é para estudante de 5ª a 8ª assistir! Só pra eles, exclusivo, porque o resto tá fazendo por onde (talvez eles também estejam), ou tentando achar um lugar pra fazer por onde. Vamos combinar, né! A grandona está extrapolando!

Mas voltemos ao Grêmio, que foi ridículo e ridicularizou seus torcedores nesta tarde.

Primeiro Roth mija o Douglas Costa em público antes da partida e começa a estragar a semana tricolor. Depois coloca um time desmotivado, destreinado, desorganizado, despreparado para enfrentar um jogo que era importante. Sim, era.

Se ganha lá, o Grêmio evita o GRE-NAL precipitado deste final de semana. Evita o desgaste de jogar um clássico 48 horas antes de jogar pela Libertadores. Evita o risco de perder OUTRA peleia antes de outro jogo importante. Evita a crise, que voltou, e era anunciada que voltaria no primeiro vexame.

A convivência entre Seu Celso e torcida é insuportável, intragável, impensável. É como insistir em misturar óleo e água, cristão e muçulmano.

Alguém precisa reagir pelo bem do Grêmio.

Eu, como torcedor fanático, acredito no triunfo sobre o Colorado para arrumar a baia outra vez.

Com a cabeça no lugar, tentando ser jornalista, vejo o Grêmio afundando com uma bigorna atada no pescoço.

E agora, quem poderá nos ajudar?